O pior inimigo de qualquer ser humano é
separar-se de seus próprios princípios. Pois através dos princípios uma
comunidade é construída, e, através de uma comunidade, uma nação.
O espírito bolsonarista, para mim, representa o maior inimigo de certa
parcela do cristianismo, uma vez que os separa de seus próprios
princípios. Aquilo que muito se ouve na igreja, Bolsonaro traí através
da sua ignorância e ódio.
No entanto, eles utilizam, para justificar o comportamento do seu líder,
subterfúgios de estar lutando contra o verdadeiro inimigo, um mal
oculto, que só os iniciados ou iluminados podem enxergar.
Porém,
esquecem-se do que representa o cristianismo: o sacrifício para a luz.
Ao exporem este inimigo que os persegue à luz, são repudiados. Logo
afirmam: estes não sabem a verdade. Apenas nós sabemos e não temos a
capacidade revelá-la a eles.
Portanto, ao invés de sacrificar a
si mesmos através da luz, escondem-se nas sombras e concentram-se
naquele que pode defender sua sobrevivência: aquele que carrega consigo
as sombras. Falham, deste modo, no princípio cristão, e tornam-se eles
mesmos seus próprios inimigos.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
terça-feira, 26 de maio de 2020
domingo, 12 de abril de 2020
Identidade e símbolo segundo a visão dos organismos sociais
Introdução:
Olá amigos. Bem vindos à mais um texto meu. Na postagem anterior falei, no final, comentei sobre "identidade". Pois bem, hoje encaro o desafio de escrever sobre identidade. Posterguei este momento porque eu suponho isto ser um conceito complexo, então eu estava esperando uma oportunidade para pensá-lo, mas ela não veio então pensarei enquanto escrevo. Anteriormente, quando eu escrevi sobre linguagem, eu comentei que ela tinha uma dimensão simbólica e outra ética. Naquela época, meu entendimento unia símbolo e identidade numa única coisa. Atualmente, contudo, entendo que ambas são coisas diferentes e que identidade, ética e símbolo não fazem parte da linguagem, mas do organismo. É sobre isto que escrevei hoje e mais algumas questões envolvendo identidade. Portanto, vamos à postagem.
Link da postagem anterior: https://barnabasspenser.blogspot.com/2020/04/complemento-visao-dos-organismos.html
Identidade e símbolo:
Inicialmente, ao pensar sobre esta questão, eu os via como uma coisa só. No entanto, esta postagem tratará de dividi-los. Símbolo trata-se dos aspectos concretos de um organismo social. Isto significa que a dimensão simbólica de um organismo refere-se a tudo aquilo que ele precisa lidar na sua realidade material para efetivar sua comunicação e produção. Quando eu refiro-me a esta dimensão prática como símbolo, entendo de imediato que faz parte da atividade do organismo sentir sua realidade, abstraí-la através de símbolos para então poder raciocinar e estruturar sua cadeia de produção. A identidade, por outro lado, não refere-se a interação do organismo com a realidade, mas sim da sua interação consigo mesmo e com os demais organismos. Desta forma, a identidade compõe de elementos capazes de diferenciar cada organismo dos demais e definir quem ele é através do tempo e espaço.
Construtores da identidade:
É possível observar que a construção de identidade parte de alguns elementos. O primeiro deles é a aleatoriedade. A partir do momento que um organismo interage com a realidade, há eventos aleatórios acontecendo o tempo todo. Uma vez que este evento ocorra e, através dele, um organismo é dotado de alguma singularidade, isto pode ser interpretado pelo organismo como algo a ser ignorado ou como algo a ser incorporado à sua identidade. Por exemplo: um organismo trabalha com química e descobriu algum processo que produz uma cor específica, que outros organismos tem dificuldade em acessá-la. Logo, ele tem a ideia de atribuir para si a aquela cor, incorporando-a em sua identidade. Outro exemplo: um organismo descobre uma técnica de produzir estátuas de maneira muito específica, de modo que destaca-se dos demais organismos. Logo, ele busca construir grandes estátuas e inserir aquilo na sua identidade. Naturalmente, ambos os eventos poderiam ter sido ignorados, então o organismo, ao se deparar com estes eventos, consegue incorporá-los através de alguma justificativa que relaciona-os com si.
O segundo elemento construtor de identidade é a história. Através da história, tais elementos podem construídos através da aleatoriedade podem ser herdados através das gerações de um organismo. Estes elementos podem ser rejeitados ou aceitos pelas próximas gerações. Se rejeitados, significa que aquele organismo está perdendo indivíduos, sendo estes convertidos à algum outro organismo. Se aceitos, significa que haverá uma cultura, uma identidade, que se reproduziu e continuará por mais uma geração. Esta identidade pode ser constituída por diversas coisas, como por exemplo, rituais, sacrifícios, padrões de beleza, moda, comportamentos, etc. A identidade pode se tornar algo muito importante para um organismo, pois é através dela que se cria as condições para que os indivíduos pertencentes à ele possam reproduzir sua ética, identificar-se uns aos outros e se ajudarem mutuamente. No entanto, assim como na natureza, é possível identificar indivíduos mímicos, ou seja, que não pertencem ao organismo social, mas buscam associar-se a alguma identidade para beneficiar-se. Portanto, construir uma identidade não é algo simples. Quanto maior o organismo ou mais visível ele for em sua sociedade, maiores são as pressões que ele sofrerá para manter sua integridade.
Conclusão:
Enfim amigos, termino mais uma postagem. Tenho a impressão de que quando a identidade torna-se algo muito importante numa sociedade, é possível observar que a rivalidade entre organismos sociais rivais pode chegar ao ponto de materializar-se um conflito físico. No entanto, para escrever sobre isto, eu precisaria de um pouco mais de contexto pra justificar essa sensação. Além do mais, modernamente, temos o estado, cuja função é organizar os organismos para que não haja um conflito a este nível. No entanto, minha preocupação, provavelmente, é acerca das questões internacionais. Não há um estado global e, portanto, um organismo, no caso país, pode exaltar tanto a sua própria identidade a ponto de deteriorar as demais. Penso eu que isto já deva ser assunto de alguma disciplina e, portanto, não discorrerei sobre isto, só deixo claro que é possível chegar a pensamentos como estes através da visão dos organismos sociais. Assim, despeço-me. Um abraço para todos.
Olá amigos. Bem vindos à mais um texto meu. Na postagem anterior falei, no final, comentei sobre "identidade". Pois bem, hoje encaro o desafio de escrever sobre identidade. Posterguei este momento porque eu suponho isto ser um conceito complexo, então eu estava esperando uma oportunidade para pensá-lo, mas ela não veio então pensarei enquanto escrevo. Anteriormente, quando eu escrevi sobre linguagem, eu comentei que ela tinha uma dimensão simbólica e outra ética. Naquela época, meu entendimento unia símbolo e identidade numa única coisa. Atualmente, contudo, entendo que ambas são coisas diferentes e que identidade, ética e símbolo não fazem parte da linguagem, mas do organismo. É sobre isto que escrevei hoje e mais algumas questões envolvendo identidade. Portanto, vamos à postagem.
Link da postagem anterior: https://barnabasspenser.blogspot.com/2020/04/complemento-visao-dos-organismos.html
Identidade e símbolo:
Inicialmente, ao pensar sobre esta questão, eu os via como uma coisa só. No entanto, esta postagem tratará de dividi-los. Símbolo trata-se dos aspectos concretos de um organismo social. Isto significa que a dimensão simbólica de um organismo refere-se a tudo aquilo que ele precisa lidar na sua realidade material para efetivar sua comunicação e produção. Quando eu refiro-me a esta dimensão prática como símbolo, entendo de imediato que faz parte da atividade do organismo sentir sua realidade, abstraí-la através de símbolos para então poder raciocinar e estruturar sua cadeia de produção. A identidade, por outro lado, não refere-se a interação do organismo com a realidade, mas sim da sua interação consigo mesmo e com os demais organismos. Desta forma, a identidade compõe de elementos capazes de diferenciar cada organismo dos demais e definir quem ele é através do tempo e espaço.
Construtores da identidade:
É possível observar que a construção de identidade parte de alguns elementos. O primeiro deles é a aleatoriedade. A partir do momento que um organismo interage com a realidade, há eventos aleatórios acontecendo o tempo todo. Uma vez que este evento ocorra e, através dele, um organismo é dotado de alguma singularidade, isto pode ser interpretado pelo organismo como algo a ser ignorado ou como algo a ser incorporado à sua identidade. Por exemplo: um organismo trabalha com química e descobriu algum processo que produz uma cor específica, que outros organismos tem dificuldade em acessá-la. Logo, ele tem a ideia de atribuir para si a aquela cor, incorporando-a em sua identidade. Outro exemplo: um organismo descobre uma técnica de produzir estátuas de maneira muito específica, de modo que destaca-se dos demais organismos. Logo, ele busca construir grandes estátuas e inserir aquilo na sua identidade. Naturalmente, ambos os eventos poderiam ter sido ignorados, então o organismo, ao se deparar com estes eventos, consegue incorporá-los através de alguma justificativa que relaciona-os com si.
O segundo elemento construtor de identidade é a história. Através da história, tais elementos podem construídos através da aleatoriedade podem ser herdados através das gerações de um organismo. Estes elementos podem ser rejeitados ou aceitos pelas próximas gerações. Se rejeitados, significa que aquele organismo está perdendo indivíduos, sendo estes convertidos à algum outro organismo. Se aceitos, significa que haverá uma cultura, uma identidade, que se reproduziu e continuará por mais uma geração. Esta identidade pode ser constituída por diversas coisas, como por exemplo, rituais, sacrifícios, padrões de beleza, moda, comportamentos, etc. A identidade pode se tornar algo muito importante para um organismo, pois é através dela que se cria as condições para que os indivíduos pertencentes à ele possam reproduzir sua ética, identificar-se uns aos outros e se ajudarem mutuamente. No entanto, assim como na natureza, é possível identificar indivíduos mímicos, ou seja, que não pertencem ao organismo social, mas buscam associar-se a alguma identidade para beneficiar-se. Portanto, construir uma identidade não é algo simples. Quanto maior o organismo ou mais visível ele for em sua sociedade, maiores são as pressões que ele sofrerá para manter sua integridade.
Conclusão:
Enfim amigos, termino mais uma postagem. Tenho a impressão de que quando a identidade torna-se algo muito importante numa sociedade, é possível observar que a rivalidade entre organismos sociais rivais pode chegar ao ponto de materializar-se um conflito físico. No entanto, para escrever sobre isto, eu precisaria de um pouco mais de contexto pra justificar essa sensação. Além do mais, modernamente, temos o estado, cuja função é organizar os organismos para que não haja um conflito a este nível. No entanto, minha preocupação, provavelmente, é acerca das questões internacionais. Não há um estado global e, portanto, um organismo, no caso país, pode exaltar tanto a sua própria identidade a ponto de deteriorar as demais. Penso eu que isto já deva ser assunto de alguma disciplina e, portanto, não discorrerei sobre isto, só deixo claro que é possível chegar a pensamentos como estes através da visão dos organismos sociais. Assim, despeço-me. Um abraço para todos.
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quinta-feira, 9 de abril de 2020
Complemento à visão dos organismos sociais: não iniciados, filosofia e arte.
Introdução:
Olá a todos. Hoje trago para vocês um complemento da construção que venho fazendo chamada organismos sociais, os conceitos de não-iniciados, filosofia e arte. Acredito que entender como estes elementos são identificados dentro da visão dos organismos sociais pode ser algo bastante esclarecedor e definidor, resultando numa melhor compreensão de sociedade. Além disto, também volta a mostrar a capacidade dessa construção de conceituar grandes temas humanos de maneira consistente, bem definida, e geral o suficiente para se adequar as diversas transformações temporárias que ocorrem nas sociedades. Lembrando da estrutura básica dos organismos sociais, há uma autoridade, que exerce uma linguagem para efetivar uma produção. Aos que desejam obter a leitura inicial dos organismos sociais, aqui estão os links dos três textos que definem a estrutura básica:
http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/linguagem-dos-agentes-sociais.html
http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/analise-das-autoridades-segundo.html
https://barnabasspenser.blogspot.com/2018/08/a-relacao-do-individuo-com-verdade.html
Não iniciados:
Aqui entenderemos não iniciados como todos aqueles que não fazem parte de algum organismo social. Isto significa que todos os indivíduos são não iniciados para algum organismo social, pois assumiremos que é impossível um indivíduo fazer parte de todos os organismos sociais ao mesmo tempo. No entanto, é possível que ele seja iniciado em mais de um organismo social ao mesmo tempo, e isto é uma característica importante a ser notada, pois, para mim, para que as futuras sociedades sejam saudáveis elas devem constituir-se de indivíduos que sejam iniciados pelo menos nos três principais organismos sociais citados no texto sobre a análise das autoridades: a política, a ciência e a religião. Entende-se que o processo de iniciação política é pedir votos, o da ciência é produzir algo com o método científico, o da religião é aceitar algum tipo de fé.
O ser humano nasce não iniciado. Isto significa que é necessário um esforço das autoridades para iniciá-los em seus organismos sociais. Algumas vezes isto acontece de maneira natural, pois os genitores introduzem sua prole ao organismo através de um processo hereditário. No entanto, é uma preocupação válida das autoridades desenvolver formas de alcançar novas pessoas. Neste sentido, a autoridade busca usar todo o potencial da sua linguagem, demonstrando que sua produção é benéfica tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Desta forma, quanto mais pessoas envolvidas naquele organismo, mais forte e relevante socialmente ele se torna. Isto pode chegar ao ponto de tornar-se uma questão de sobrevivência. Portanto, a noção de que existe os não iniciados implica na importância da autoridade entender da necessidade de tornar sua produção útil para a sociedade.
Para algumas pessoas pode parecer absurdo algum tipo de organismo social deixar de existir, principalmente tratando-se dos três citados anteriormente. No entanto, sociedades podem reduzir-se à, por exemplo, ignorar a ciência, de modo que seu governo não busque sustentar seus mestres de doutores. Ou, por outro lado, a religião pode ser suprimida ou ignorada, fazendo o estado buscar tomar controle completo dos processos de identidade do povo ou deixar este processo alienado pelo consumo. Ainda, o próprio estado democrático de direito pode morrer, constituindo, portanto, um retrocesso social, uma vez que toda configuração dos organismos sociais de destituí retrocedendo aos modelos sociais já superados. Portanto, é necessário que as autoridades sempre tenham cuidado em tornar sua linguagem acessível, divugável, mas não ao ponto da sua identidade ser descaracterizada, ou seja: sem que sua produção, autoridade ou linguagem sejam perdidas.
Filosofia:
A visão dos organismos sociais entende a filosofia como um meta processo. Isto significa que ela é um processo que ocorre sobre o processo. Ela é a produção que ocorre sobre a produção, a linguagem que ocorre sobre a linguagem, a autoridade que ocorre sobre a autoridade. Embora seja possível considerar que sua produção, linguagem e autoridade existam, eles meta existem e, portanto, ela não é constituída um organismo social. Por outro lado, todo organismo social possuí alguma filosofia, e as filosofias podem conversar entre si, influenciando-se, alterando-se. Qualquer um pode ser iniciado à filosofia, basta iniciar-se à reflexão. No entanto, nem todos o são e seguem, portanto, o fluxo do ou dos organismos sociais aos quais eles pertencem.
A própria visão dos organismos sociais é uma filosofia, inclusive este conceito de filosofia. Cada autor filosófico tem o direito de ter seu próprio conceito, ele é autoridade sobre si mesmo e os outros podem ou não aceitar suas premissas e conclusões. Na religião, política, ciência, também há filosofia. De uma maneira geral, filosofias são premissas. O que difere a premissa filosófica da fé é a adoração: a filosofia, por definição da visão filosófica deste texto, não é capaz de produzir adoração. Na política, a premissa constitucional rege a forma como se organiza as leis. Já na ciência, estabelece como o método científico é constituído. Filosofias são estabelecidas através de consenso e sua diversidade é mantida por aqueles que respeitam e admiram as possibilidades de ser humano.
Arte:
Durante o texto no qual foi analisado as autoridades, foi comentado que a religião tem como produção a adoração. Isto pode ser um pouco confuso, mas é preciso lembrar que, na visão dos organismos sociais, adoração é tudo aquilo que tem finalidade em si mesmo, e a finalidade da religião é conectar o ser humano à dimensão eterna do espírito. Por ser espiritual, esta conexão não pode ter uma produção material, portanto, sua produção é uma produção espiritual. De todas as coisas que são produzidas pelos organismos, a mais não material de todas é a adoração, pois é neste estado que o ser humano contenta-se somente com aquilo que ele pode adorar, e isto não precisa ser algo físico, mas tão somente uma fé. entanto, é preciso considerar que a análise das autoridades feitas pelo texto é levando em consideração um mundo ideal. Na prática é possível, por exemplo, que políticos sejam adorados, de modo que as pessoas deem suas próprias vidas em nome de figuras com localização no tempo e espaço. Ou seja, em muitos casos presencia-se a adoração de elementos localizados no tempo e espaço, ou mesmo materiais.
Isto foi dito porque para a visão dos organismos sociais, a arte é a materialização da adoração. Isto significa que aonde haja adoração, há arte sendo manifesta, de alguma forma. Mesmo que o espírito não seja material, o ser humano o é. E a matéria do ser humano expressa a adoração que ocorre em seu espírito de alguma forma, ele sempre vai encontrar uma maneira. Esta forma é a arte. A arte foi produzida de diversas maneiras durante a história da humanidade, e em todas elas é possível observar algum senso de finalidade em si, constituindo-se, portando, como uma adoração. Toda arte, por ser matéria, tem uma identidade localizada no tempo e no espaço. No entanto, é possível observar elementos de adoração que são transcendentais em algumas delas, nas outras vezes ela traduz o “espírito” daquela época, demonstrando a maturidade, os sentimentos e os valores da humanidade.
Conclusão:
Pois bem amigos, este curto texto traz três conceitos importantes para a “visão” ou filosofia dos organismos sociais. Sinceramente, estou com vontade de gravar vídeos explicando essa filosofia e divulgar para amigos para ver se consigo mais críticas. Ademais, também vejo como importante eu falar sobre “identidade” um dia, e estruturá-la na tríade da moral e ética. Também quero entender o significado dessas tríades. Parece que minha filosofia é cheia de tríades. Provavelmente escrevei sobre identidade quando escrever sobre estas tais tríades. Ou então também tratarei de entender de maneira mais profunda as implicâncias da identidade numa sociedade, e em como um tipo de identidade (que se relaciona com o organismo social como um todo) afeta outros tipos de identidade. Depois desta enrolação, amigos, finalizo esta postagem. Abraço a todos.
Olá a todos. Hoje trago para vocês um complemento da construção que venho fazendo chamada organismos sociais, os conceitos de não-iniciados, filosofia e arte. Acredito que entender como estes elementos são identificados dentro da visão dos organismos sociais pode ser algo bastante esclarecedor e definidor, resultando numa melhor compreensão de sociedade. Além disto, também volta a mostrar a capacidade dessa construção de conceituar grandes temas humanos de maneira consistente, bem definida, e geral o suficiente para se adequar as diversas transformações temporárias que ocorrem nas sociedades. Lembrando da estrutura básica dos organismos sociais, há uma autoridade, que exerce uma linguagem para efetivar uma produção. Aos que desejam obter a leitura inicial dos organismos sociais, aqui estão os links dos três textos que definem a estrutura básica:
http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/linguagem-dos-agentes-sociais.html
http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/analise-das-autoridades-segundo.html
https://barnabasspenser.blogspot.com/2018/08/a-relacao-do-individuo-com-verdade.html
Não iniciados:
Aqui entenderemos não iniciados como todos aqueles que não fazem parte de algum organismo social. Isto significa que todos os indivíduos são não iniciados para algum organismo social, pois assumiremos que é impossível um indivíduo fazer parte de todos os organismos sociais ao mesmo tempo. No entanto, é possível que ele seja iniciado em mais de um organismo social ao mesmo tempo, e isto é uma característica importante a ser notada, pois, para mim, para que as futuras sociedades sejam saudáveis elas devem constituir-se de indivíduos que sejam iniciados pelo menos nos três principais organismos sociais citados no texto sobre a análise das autoridades: a política, a ciência e a religião. Entende-se que o processo de iniciação política é pedir votos, o da ciência é produzir algo com o método científico, o da religião é aceitar algum tipo de fé.
O ser humano nasce não iniciado. Isto significa que é necessário um esforço das autoridades para iniciá-los em seus organismos sociais. Algumas vezes isto acontece de maneira natural, pois os genitores introduzem sua prole ao organismo através de um processo hereditário. No entanto, é uma preocupação válida das autoridades desenvolver formas de alcançar novas pessoas. Neste sentido, a autoridade busca usar todo o potencial da sua linguagem, demonstrando que sua produção é benéfica tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Desta forma, quanto mais pessoas envolvidas naquele organismo, mais forte e relevante socialmente ele se torna. Isto pode chegar ao ponto de tornar-se uma questão de sobrevivência. Portanto, a noção de que existe os não iniciados implica na importância da autoridade entender da necessidade de tornar sua produção útil para a sociedade.
Para algumas pessoas pode parecer absurdo algum tipo de organismo social deixar de existir, principalmente tratando-se dos três citados anteriormente. No entanto, sociedades podem reduzir-se à, por exemplo, ignorar a ciência, de modo que seu governo não busque sustentar seus mestres de doutores. Ou, por outro lado, a religião pode ser suprimida ou ignorada, fazendo o estado buscar tomar controle completo dos processos de identidade do povo ou deixar este processo alienado pelo consumo. Ainda, o próprio estado democrático de direito pode morrer, constituindo, portanto, um retrocesso social, uma vez que toda configuração dos organismos sociais de destituí retrocedendo aos modelos sociais já superados. Portanto, é necessário que as autoridades sempre tenham cuidado em tornar sua linguagem acessível, divugável, mas não ao ponto da sua identidade ser descaracterizada, ou seja: sem que sua produção, autoridade ou linguagem sejam perdidas.
Filosofia:
A visão dos organismos sociais entende a filosofia como um meta processo. Isto significa que ela é um processo que ocorre sobre o processo. Ela é a produção que ocorre sobre a produção, a linguagem que ocorre sobre a linguagem, a autoridade que ocorre sobre a autoridade. Embora seja possível considerar que sua produção, linguagem e autoridade existam, eles meta existem e, portanto, ela não é constituída um organismo social. Por outro lado, todo organismo social possuí alguma filosofia, e as filosofias podem conversar entre si, influenciando-se, alterando-se. Qualquer um pode ser iniciado à filosofia, basta iniciar-se à reflexão. No entanto, nem todos o são e seguem, portanto, o fluxo do ou dos organismos sociais aos quais eles pertencem.
A própria visão dos organismos sociais é uma filosofia, inclusive este conceito de filosofia. Cada autor filosófico tem o direito de ter seu próprio conceito, ele é autoridade sobre si mesmo e os outros podem ou não aceitar suas premissas e conclusões. Na religião, política, ciência, também há filosofia. De uma maneira geral, filosofias são premissas. O que difere a premissa filosófica da fé é a adoração: a filosofia, por definição da visão filosófica deste texto, não é capaz de produzir adoração. Na política, a premissa constitucional rege a forma como se organiza as leis. Já na ciência, estabelece como o método científico é constituído. Filosofias são estabelecidas através de consenso e sua diversidade é mantida por aqueles que respeitam e admiram as possibilidades de ser humano.
Arte:
Durante o texto no qual foi analisado as autoridades, foi comentado que a religião tem como produção a adoração. Isto pode ser um pouco confuso, mas é preciso lembrar que, na visão dos organismos sociais, adoração é tudo aquilo que tem finalidade em si mesmo, e a finalidade da religião é conectar o ser humano à dimensão eterna do espírito. Por ser espiritual, esta conexão não pode ter uma produção material, portanto, sua produção é uma produção espiritual. De todas as coisas que são produzidas pelos organismos, a mais não material de todas é a adoração, pois é neste estado que o ser humano contenta-se somente com aquilo que ele pode adorar, e isto não precisa ser algo físico, mas tão somente uma fé. entanto, é preciso considerar que a análise das autoridades feitas pelo texto é levando em consideração um mundo ideal. Na prática é possível, por exemplo, que políticos sejam adorados, de modo que as pessoas deem suas próprias vidas em nome de figuras com localização no tempo e espaço. Ou seja, em muitos casos presencia-se a adoração de elementos localizados no tempo e espaço, ou mesmo materiais.
Isto foi dito porque para a visão dos organismos sociais, a arte é a materialização da adoração. Isto significa que aonde haja adoração, há arte sendo manifesta, de alguma forma. Mesmo que o espírito não seja material, o ser humano o é. E a matéria do ser humano expressa a adoração que ocorre em seu espírito de alguma forma, ele sempre vai encontrar uma maneira. Esta forma é a arte. A arte foi produzida de diversas maneiras durante a história da humanidade, e em todas elas é possível observar algum senso de finalidade em si, constituindo-se, portando, como uma adoração. Toda arte, por ser matéria, tem uma identidade localizada no tempo e no espaço. No entanto, é possível observar elementos de adoração que são transcendentais em algumas delas, nas outras vezes ela traduz o “espírito” daquela época, demonstrando a maturidade, os sentimentos e os valores da humanidade.
Conclusão:
Pois bem amigos, este curto texto traz três conceitos importantes para a “visão” ou filosofia dos organismos sociais. Sinceramente, estou com vontade de gravar vídeos explicando essa filosofia e divulgar para amigos para ver se consigo mais críticas. Ademais, também vejo como importante eu falar sobre “identidade” um dia, e estruturá-la na tríade da moral e ética. Também quero entender o significado dessas tríades. Parece que minha filosofia é cheia de tríades. Provavelmente escrevei sobre identidade quando escrever sobre estas tais tríades. Ou então também tratarei de entender de maneira mais profunda as implicâncias da identidade numa sociedade, e em como um tipo de identidade (que se relaciona com o organismo social como um todo) afeta outros tipos de identidade. Depois desta enrolação, amigos, finalizo esta postagem. Abraço a todos.
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segunda-feira, 23 de março de 2020
Minha contribuição à Cristo:
Senhor Deus, tenho caído no engano de que tu tenhas botado algo especial em mim, e, portanto, sinto medo de morrer. Sim, meu Deus, sei que é engano, pois tu, senhor, és dono de todas as coisas, e se tem algo de especial que tu botaste em mim, este algo foi teu filho, Cristo Jesus. Não nego, meu Deus, que tu podes ter colocado algo em mim. Mas se foi isto, quem sou eu para ter medo de morrer? Se tu pusestes em mim, porás em outro, se assim for necessário, para que teu plano de amor para nossa humanidade se concretize.
Também, meu Deus, busquei te conhecer. Até mesmo cometi pecados, para buscar-te. Pequei, e perguntei: por que isto é pecado, meu Deus? Não compreendo, e ainda não te conheço. Revela-te a mim. E tu te revelaste, e me demonstrasse, cada pecado que eu cometia, cada pequena parte de mim que morria, era algo a mais teu que nascia dentro de mim. Observo outras pessoas, parece-me que algumas aprendem a confiar em ti, entregam-se com mais facilidade à morte, sem precisar pecar contra ti. Não tive ninguém, senhor, em que eu confiasse, e que me ensinasse, mas tenho tua misericórdia, e teu amor, e tua graça, e isto me basta.
Escrevo estas coisas, meu Senhor, pois talvez sejam elas aquelas que tu puseste dentro de mim, e se assim for, tua vontade foi satisfeita. Ainda se não forem da tua vontade estas coisas que eu escrevo, é da tua vontade que eu honre o nome do teu Filho, reconhecendo-o e declarando-o como meu salvador. Assim estou fazendo, e anunciando para todos que lerem: ele é a vida eterna. Meu Deus, busquei viver muitas coisas, para aprender, para conhecer-te. Hoje, todas elas são sem gosto. Realmente és o sal do mundo, Cristo. És a luz, pois, do contrário, tudo não tem significado. Devo confiar em ti, louvar a ti, adorar a ti, pois só tu és a vida eterna.
Meu senhor! Tanto percorri pra te conhecer. Parece-me, no entanto, que eu estou no mesmo lugar de onde partir. Parece que minha vida não mudou, continuo com os mesmos medos, mesmos desejos, mas agora sei de uma coisa: eu te conheço, meu Deus, e isto mudará tudo! Que minha alma não se entristeça mais, que eu seja capaz de sentir sabor no teu louvor. Que eu seja forte para esperar o que tens preparado para mim, que eu seja sábio para fazer aquilo que pusestes sobre minha responsabilidade. Oh, sim, meu Deus! Tu me capacitas. Certamente confio na tua capacitação, e temo em não atender às tuas expectativas. Que o meu temor me proteja de perder o que tens de precioso para mim.
Posso ainda cometer pecados, erros do passados, ou mesmo pensamentos impuros, mas sei que teu perdão me alcança, e tua graça me fortalece. Creio que vai chegar que meus pecados contra ti serão tão pequenos que nunca sairão da minha cabeça, e mesmo um dia que eu não mais pecarei, que será quando eu terei meu corpo eternizado pela glória. No entanto, mesmo sabendo que tu me perdoas, senhor, eu faço meu melhor, pois sei que tu sondas meu coração e que teu julgamento é justo e amoroso. Oh, senhor Deus, que eu seja merecedor de teus galardões grandiosos, pois que recompensa maior eu poderia querer? Sei que são justos e infinitos, pois infinito é teu poder. Tudo nesta terra há de virar pó, mas teu nome é eterno.
Também, meu Deus, busquei te conhecer. Até mesmo cometi pecados, para buscar-te. Pequei, e perguntei: por que isto é pecado, meu Deus? Não compreendo, e ainda não te conheço. Revela-te a mim. E tu te revelaste, e me demonstrasse, cada pecado que eu cometia, cada pequena parte de mim que morria, era algo a mais teu que nascia dentro de mim. Observo outras pessoas, parece-me que algumas aprendem a confiar em ti, entregam-se com mais facilidade à morte, sem precisar pecar contra ti. Não tive ninguém, senhor, em que eu confiasse, e que me ensinasse, mas tenho tua misericórdia, e teu amor, e tua graça, e isto me basta.
Escrevo estas coisas, meu Senhor, pois talvez sejam elas aquelas que tu puseste dentro de mim, e se assim for, tua vontade foi satisfeita. Ainda se não forem da tua vontade estas coisas que eu escrevo, é da tua vontade que eu honre o nome do teu Filho, reconhecendo-o e declarando-o como meu salvador. Assim estou fazendo, e anunciando para todos que lerem: ele é a vida eterna. Meu Deus, busquei viver muitas coisas, para aprender, para conhecer-te. Hoje, todas elas são sem gosto. Realmente és o sal do mundo, Cristo. És a luz, pois, do contrário, tudo não tem significado. Devo confiar em ti, louvar a ti, adorar a ti, pois só tu és a vida eterna.
Meu senhor! Tanto percorri pra te conhecer. Parece-me, no entanto, que eu estou no mesmo lugar de onde partir. Parece que minha vida não mudou, continuo com os mesmos medos, mesmos desejos, mas agora sei de uma coisa: eu te conheço, meu Deus, e isto mudará tudo! Que minha alma não se entristeça mais, que eu seja capaz de sentir sabor no teu louvor. Que eu seja forte para esperar o que tens preparado para mim, que eu seja sábio para fazer aquilo que pusestes sobre minha responsabilidade. Oh, sim, meu Deus! Tu me capacitas. Certamente confio na tua capacitação, e temo em não atender às tuas expectativas. Que o meu temor me proteja de perder o que tens de precioso para mim.
Posso ainda cometer pecados, erros do passados, ou mesmo pensamentos impuros, mas sei que teu perdão me alcança, e tua graça me fortalece. Creio que vai chegar que meus pecados contra ti serão tão pequenos que nunca sairão da minha cabeça, e mesmo um dia que eu não mais pecarei, que será quando eu terei meu corpo eternizado pela glória. No entanto, mesmo sabendo que tu me perdoas, senhor, eu faço meu melhor, pois sei que tu sondas meu coração e que teu julgamento é justo e amoroso. Oh, senhor Deus, que eu seja merecedor de teus galardões grandiosos, pois que recompensa maior eu poderia querer? Sei que são justos e infinitos, pois infinito é teu poder. Tudo nesta terra há de virar pó, mas teu nome é eterno.
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sábado, 22 de fevereiro de 2020
Oração de pertencimento à Deus
Meu Deus, faço a ti esta oração como reconhecimento de que és tudo o que eu preciso.
Enquanto eu puder abrir a minha boca e te adorar, oh Senhor, sei que estarei bem.
As ilusões do mundo me atacam, o inimigo tenta me convencer de que não és suficiente,
Mas eu bem sei, meu Deus, que estas coisas são ilusões. Sei que tu és o real.
Tudo o que eu preciso é te adorar, e tudo mais é consequência disto.
Se eu trabalho, trabalho com os dons e recursos que me deste, meu Deus,
E sei que meu trabalho tem como objetivo minha manutenção, minha alimentação,
Para assim eu poder adorar-te, meu Senhor, e renovar minhas forças e minha vida.
Se eu me relaciono com pessoas, faço isto para trocar informações, conhecer mais da vida,
Mas sabendo que a única e verdadeira fonte da vida és Tu, pois todo resto são apenas réplicas.
Muitas pessoas conversas, mas a conversa que eu preciso é a que eu tenho contigo, meu Deus.
Sei que cometo pecados, mas teu perdão me acompanha e tua bondade me guiará ao teu caminho.
Se me caso, meu Deus, é para que meu matrimônio seja um ato de adoração a ti.
Que meu casamento seja um reflexo do teu amor, que se materializa na forma de filhos.
Que meus filhos testemunhem o amor que tenho por ti, e que também façam parte da tua eternidade.
Oh, meu Deus, qualquer problema é tão pequeno perto da tua grandeza. Como é bom fazer parte de ti!
Enquanto eu puder abrir a minha boca e te adorar, oh Senhor, sei que estarei bem.
As ilusões do mundo me atacam, o inimigo tenta me convencer de que não és suficiente,
Mas eu bem sei, meu Deus, que estas coisas são ilusões. Sei que tu és o real.
Tudo o que eu preciso é te adorar, e tudo mais é consequência disto.
Se eu trabalho, trabalho com os dons e recursos que me deste, meu Deus,
E sei que meu trabalho tem como objetivo minha manutenção, minha alimentação,
Para assim eu poder adorar-te, meu Senhor, e renovar minhas forças e minha vida.
Se eu me relaciono com pessoas, faço isto para trocar informações, conhecer mais da vida,
Mas sabendo que a única e verdadeira fonte da vida és Tu, pois todo resto são apenas réplicas.
Muitas pessoas conversas, mas a conversa que eu preciso é a que eu tenho contigo, meu Deus.
Sei que cometo pecados, mas teu perdão me acompanha e tua bondade me guiará ao teu caminho.
Se me caso, meu Deus, é para que meu matrimônio seja um ato de adoração a ti.
Que meu casamento seja um reflexo do teu amor, que se materializa na forma de filhos.
Que meus filhos testemunhem o amor que tenho por ti, e que também façam parte da tua eternidade.
Oh, meu Deus, qualquer problema é tão pequeno perto da tua grandeza. Como é bom fazer parte de ti!
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sábado, 25 de janeiro de 2020
Poder implícito e explícito
Introdução:
Olá a todos. Faz mais de um ano que eu não escrevo para este blog. Devo admitir que foi um período de bastante amadurecimento e de reavaliação sobre todo meu trabalho intelectual exercido através deste blog e sua relevância. Ainda não sou capaz de assumir um posicionamento firme acerca de várias questões, no entanto, sei que escrever e continuar a desenvolver meus pensamentos fazem parte do processo de amadurecimento. Em especial, torna-se cada vez mais clara a necessidade de me abrir num processo de construção mutua para que, através disto, aquilo que eu fale tenha um significado para as pessoas. Encerrado esta pequena explicação, vamos à postagem de hoje, que se trata de uma conceituação importante para a estrutura do meu pensamento aonde eu analiso diferentes estruturas de poder e sua relação com a política.
Resumo:
A ideia principal desta postagem é estruturar duas formas de poder: o poder explícito e o poder implícito. O primeiro relaciona-se com o poder obtido através do místico ou do sobrenatural, podendo estes dois serem ou não fatores integrantes da realidade ou apenas mecanismos desconhecidos para a maioria das pessoas. Já o segundo relaciona-se com o poder obtido através do acordado e do racionalizado, no qual há um método bem estabelecido e aceito por todos que se submetem à ele. Através da conceituação destes dois tipos de poder, é possível relacioná-los como uma posição natural da esquerda e da direita política. Visto que nunca defini no meu blog o que eu penso ser esquerda ou direita para a política, também farei isto nesta postagem. A seguir, buscarei argumentar que não existe um sistema que funcione somente através de um tipo de poder, concluindo que para que a sociedade seja saudável é necessário haja uma mescla entre eles, pois em ambos há pontos negativos e positivos para determinado contexto histórico e tecnológico.
Poder:
Antes de falar acerca dos tipos de poderes, será necessário definir poder. Aqui entendo poder como a capacidade de decidir, entre todas as possibilidades da realidade, aquela desejada. Esta definição eu li uma vez em um artigo do qual eu lembro pouco, mas lembro-me que ela foi cunhada pelo Foucalt. Não sei se estou sendo preciso, mas esta definição me satisfaz, uma vez que aquele que detém o poder tem o direito de decidir, enquanto que aquele que não detém o poder se torna submisso ao decidido. Obviamente, todos tem algum grau de poder se levarmos em consideração até mesmo o ato de alimentar-se é uma escolha. No entanto, torna-se óbvio que alguns são mais poderosos que outros dado que as decisões deles impossibilitam as decisões de outros.
Poder implícito:
O poder implícito é definido como aquele que é construído através do místico ou do sobrenatural. Em outras palavras, este tipo de poder não tem interesse em buscar as explicações naturais ou racionais para sua existência, seja por não acreditar ser capaz de encontrar explicação além da sobrenatural, seja por falta de interesse, ou mesmo porque se satisfaça com as coisas sendo como são. Este tipo de poder precisa ser construído através de relações dinâmicas, visto que, uma vez que ele não é explicitado e determinado em nenhum lugar, ele é volátil. Assim, observa-se este tipo de poder em relações familiares, por exemplo, na qual os anciões transmitem sua “benção” e, portanto, a capacidade, ou ensinam, através da prática, a como efetivar seu poder. Portanto, todos aqueles alcançados pela benção ou que tiverem um convívio prático entendem, mesmo que de maneira sobrenatural ou inconsciente, como exercer aquele poder. Aqueles que, por outro lado, não são expostos a tais vivências, apresentam dificuldade ou mesmo tornam-se incapazes de exercê-lo.
Poder explícito:
O poder explícito é definido como aquele que é construído através do acordado, do racionalizado. Assim, para exercer este tipo de poder é necessário que haja um acordo prévio, uma racionalização, que define os termos do contrato da relação do poder. Uma vez estabelecido tais termos, então as relações de poder estarão bem definidas, já cada parte do acordo compreende o poder que corresponde ou não a si. Desta forma, a própria noção de poder é limitada pelo acordo, uma vez que tudo é explicitado. Assim, observa-se que este tipo de poder tem uma relação mais estática, uma vez que ele só pode ser modificado por situações em que ele mesmo prevê sua própria modificação. Além disto, este tipo de poder também preza pela documentação, já que seu objetivo é validar o acordo perante à todos. Portanto, observa-se que este poder tende a ser construído através da impessoalidade.
Esquerda e Direita:
Sabe-se que essa nomenclatura vem desde a revolução francesa. Também não lembro com precisão acerca deste conceito, mas lembro-me que quem desejava um estado que tomasse decisões que privilegiassem a população em detrimento da elite sentavam-se à esquerda, já quem desejava que o estado tomasse decisões que privilegiassem a elite em detrimento à população sentava-se a direita. Afinal, por que é sempre necessário que o estado privilegie uma classe em detrimento da outra? Porque a matéria é limitada e, portanto, ou se concentra toda matéria em alguns ou se distribui a matéria para muitos. Para os que recebiam a concentração antes, se distribuir, eles perdem. E para os que recebiam a distribuição antes, estes perdem. Portanto, sempre alguém ganha ou perde a depender de qual escolha o estado estabelece. É preciso observar, portanto, que só faz sentindo falar de esquerda ou direita quando falamos do estado, que obtém seus recursos através dos impostos e gasta-os de acordo com seu planejamento político e suas leis.
Estado como uma estrutura explícita:
O último passo para relacionar estes tipo de poder com as políticas de estado é justamente entender o estado. Em um dos meus textos eu já defini o estado em termos da linguagem dos organismos sociais. Para este texto, basta saber que o estado é uma estrutura explícita de poder. Portanto, necessariamente ele parte de um acordo, normalmente as constituições federais dos respectivos países, e limita naturalmente o poder de seus indivíduos. No entanto, embora seja uma estrutura explícita, isto não significa que não haja espaço para o poder implícito na estrutura do estado. No entanto, este poder é limitado pelo estado, ou seja, há tanto poder implícito quanto o estado permitir. Há ainda de se observar que se o estado é uma estrutura explícita, o não-estado é uma estrutura implícita. Portanto, sistemas sociais que não são algum tipo de estado são estruturas de poder implícita. Acredito ser possível exemplificar o monarquismo após uma reflexão superficial.
Poder implícito como natural da direita:
Visto que o poder implícito é mais dinâmico, isto é, responde mais rápido às mudanças uma vez que não necessita de formalizar seu processo de atuação através de acordos, é natural que a direita seja melhor acomoda por ele. Afinal, se há um tipo de produção ao qual uma elite é responsável, e não toda a população, então é desejo desta elite que o estado não se interfira em suas responsabilidades para que ela continue sendo elite. Portanto, é possível afirmar que o poder implícito tem um caráter elitizante ou mesmo excludente, afinal, se todos tivessem acesso à tal poder, ele seria explícito, mesmo que inconsciente. Além disto, o poder implícito tem outra característica interessante que também é compartilhado pela direita: ele está mais perto da natureza animal do ser humano que o poder explícito. Isto porque não é necessário explicar aquilo que é implícito, sendo a fonte de tal explicação a própria natureza.
Poder explícito como natural da esquerda:
Visto que o poder explícito é mais estático, ou seja, é necessário que seja produzido acordos para a sua efetivação, então é natural que a esquerda seja melhor acomodada por ele. Diferente da direita, que deseja construir uma elite, a esquerda deseja construir um povo. No entanto, mover um povo é mais difícil que mover uma elite e, além disto, todo este povo precisa estar orientado da mesma forma, pois do contrário a unidade é quebrada e o que antes era pra ser um todo, agora torna-se parte e, portanto, pode ou não haver um processo de elitização. Para, no entanto, haver a construção de uma unidade, é preciso um acordo, ou seja, a explicitação de algo. É através desta linha de raciocínio que eu afirmo que o poder explícito é natural à esquerda. É interessante observar que, mesmo que no acordo explicitado possa ter pessoas com diferentes responsabilidades, no geral, se todos envolvidos no processo concordam com ele é porque o processo tende a ser benéfico a todos. Assim a visão da esquerda acaba sendo mais inclusivo, pois ela busca conceber uma concepção de realidade para atender o maior número de pessoas, incluindo-as neste acordo e tornando o acordo mais forte como consequência.
Estado de extrema direita:
O perigo de haver um estado excessivamente de direita são dois: o primeiro é um poder implícito qualquer se tornar tão poderoso quanto o estado, ao ponto do próprio estado ser uma ameaça para este poder. Assim, há o perigo deste poder querer ele mesmo tornar-se um estado, o que é uma contradição, e isto implica em estados corruptos. O segundo é o de que haja tantos poderes implícitos atuando num estado que o estado em si não consiga organizar os poderes e orientá-los à um objetivo benéfico a todos. As consequências disto é que mesmo que um grupo de poderes se unam e se chamem de estado, este estado não pode contribuir em nada para estes poderes individualmente, não podendo, portanto, articulá-los para proteger de inimigos externos ou mesmo para impedir que o primeiro caso aconteça. Em outras palavras, se construirá um estado sem soberania, a mercê dos estados fortes que o colonizam.
Estado de extrema esquerda:
O perigo de haver um estado excessivamente de esquerda são dois: o primeiro é geopolítico, pois como tudo é explicitado, as questões sensíveis como planejamento econômico podem se tornar muito expostas, dando oportunidade aos outros países de montarem estratégia para minar um possível crescimento de um país concorrente. Além disto, também por este mesmo motivo, as decisões acabam por ser mais lentas, fazendo o país responder mais devagar as questões geopolíticas. O segundo trata-se acerca de acordos que são feitos, mas não são respeitados. Desta forma, combina-se uma coisa, mas se faz outra, e, portanto, o resultado alcançado não acontece de acordo com o planejado pelos autores daquele acordo, trazendo, como consequência, privilégios para uns, obstáculos para outros. Além disto, também gasta-se recursos ensinando os acordos explicitados para as próximas gerações, e quando isto falha, também há o cenário em que os acordos não são respeitados.
O yin-yang dos poderes:
O poder explícito e implícito comportam-se como yin-yang. Ou seja: é impossível haver um deles puramente. Sempre que há um, há outro. Provo: se o poder implícito precisa comunicar qualquer coisa ao próximo, ele faz uso da linguagem. No entanto, a linguagem é a explicitação de algo, e, portanto, no implícito há o explícito, mesmo que esse explícito seja restringido à algumas pessoas. Já no explícito, é preciso considerar que a realidade não é estática, ela transforma-se através do tempo. Portanto, toda nova transformação que não foi coberta por uma linguagem ou por um acordo torna-se necessariamente algo implícito. Com o tempo, deste implícito pode nascer um poder, que também será implícito. Naturalmente, é possível considerar que aqueles que fazem acordo ou constroem a linguagem não estão o tempo todo atualizando-se para cada transformação, portanto, a tendencia é sempre haver algo implícito em qualquer realidade. Assim, há sempre algo implícito em todo poder explícito. Através desta linha de raciocínio, conceber uma sociedade construída apenas por um tipo de poder torna-se impossível.
Conclusão:
O objetivo deste texto foi lançar as bases teóricas para a análise dos tipos de poderes que atuam em uma sociedade. Esta base teórica é importante para, além de conseguir explicar o o que acontece, construir um conjunto de significados que, uma vez aceitos como verdadeiros, impeçam a construção de outro conjunto de significados que não tenham sentido ou sejam paradoxais. Acredito que através da consciência sobre quais poderes constituem uma sociedade, quem exerce qual e a relação pessoal de cada indivíduo com cada um desses poderes pode ser um fator importante para a coerência de uma nação. Assim, uma nação mais coerente é também uma nação mais soberana, pois será capaz de organizar suas relações internas e externas para construir algo de valor em nosso planeta.
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domingo, 23 de setembro de 2018
Algumas mensagens sobre Cristo, parte 8
--- Que exemplo de tolerância da verdade alheia! Sabemos que o mistério que nos leva a crer em Cristo é a graça de Deus. No entanto, não cabe a nós julgar a verdade do próximo como verdadeira ou não, mas tão somente levar o evangelho, que é a nossa verdade. Há certos homens que alcançam a lei do coração de Deus por si mesmos. Há outros, por sua vez, que de frente ao senhor, não o reconhecem. Misteriosos são os caminhos dos homens, pois até mesmo alguns que nunca ouviram alcançam a lei de Deus, que é o amor, em seus corações. Há verdades duras que precisam ser ditas, mas sabemos que o sofrimento que vem de Cristo causa arrependimento, já o sofrimento que vem do mundo causa morte. Se o que saí da tua boca causa a morte do teu irmão, te arrepende e cala-te. Se, no entanto, ele se arrepende, alegra-te no senhor, pois ele te amou primeiro para que, através do amor, te abriste ao espírito santo ao ponto de salvar ao próximo. Ele, afinal,é nosso salvador.
--- Anunciamos o evangelho para muitos, sabemos que esta é a nossa parte. Oramos para que aquele que tem ouvidos, ouça, para que ele aceite e conheça as verdades vindas do céu. No entanto, não é nossa tarefa convencê-los, mas sim do espírito santo. Contudo, muitas vezes vemos satanás atuando na vida dos pecadores, turvando sua visão e obstruindo seus ouvidos. Naturalmente, sentimos raiva do inimigo, sentimos raiva também daquele que, ao escutar, não se agarrou a nossa verdade com toda sua força para se salvar. Porém, uma vez que fazemos isto, ferimos ao próprio espírito santo, pois o trabalho de convencimento é Dele, não nosso. Afinal de contas, nosso trabalho é buscá-lo, através do conhecimento da palavra, através da consagração à Cristo, através da busca. Assim, a liberdade que ele terá em nós se tornará tão forte que a luz que exalamos será capaz de alcançar até mesmo o mais cauterizado dos seres, através da graça do senhor Jesus.
https://barnabasspenser.blogspot.com/2018/07/algumas-mensagens-sobre-cristo-parte-7.html
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