segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Minha relação com a bíblia

Olá amigos. Faz muito tempo que eu não escrevo no blog, pois tenho voltado as minhas atenções principalmente para a coletânea. No entanto, sinto que já estou esgotado de fazer poemas, forçando a saída de alguns, e isto não é bom. Já tenho o suficiente para fazer um livro, o que vier é lucro.  No mais, meu projeto Devir Social ainda anda adormecido, vez ou outra eu penso nele, mas não está na hora.

Este ano iniciei minha vida cristã, não só através da aceitação de Cristo e da abertura dos meus olhos espirituais, mas também através da vida em congregação. Porém, existe um sentimento em mim muito forte de externar algo. Imaginava que era o Devir Social, no entanto, não o é, pois sei que não está na hora. Após muito meditar e orar, sinto que seja bom começar a escrever sobre meus estudos bíblicos de forma que eu possa consultá-los no futuro. Minha própria biblioteca teológica.

Mas, antes de tudo, é bom definir qual é minha relação com a bíblia. Tenho pouco tempo de leitura e seguimento das escrituras, mas conheço alguma coisa sobre história, e imagino quais são os extremos da leitura. Ou a paixão do seguir reto aquilo que se diz, ou o relativismo da intelectualidade. Ora, mas sei também que é preciso orar para que o espírito santo nos guie diante da leitura bíblia, de modo que achemos o equilíbrio entre ambos os extremos. O mesmo acontece para tantas outras dualidades que se levantam no viver humano.

Portanto, sei que, para mim, será satisfatório seguir a seguinte relação: ler a bíblia até sentir como tal leitura muda meu entendimento espiritual do mundo, para então prosseguir. Neste processo, se preciso for, aprofundar-me através dos estudos acerca das versões e origens bíblicas. Sinto que isto é o suficiente, por enquanto. Confio, pois, no espírito santo que habita em mim, que aceitei no ato da minha confissão a Jesus.

Por enquanto, é bom que se deixe claro: aqui será escrito todo entendimento que eu tiver, estando ele certo ou errado, bem como algumas liberdades espirituais que assim eu achar apropriado enquanto minha leitura bíblica não estiver completa. Afinal, imagino ser este meu espaço, e não devo temer a verdade que habita em mim. Finalizado, gostaria de completar dizendo que meus estudos em cristo, por enquanto, é um caminho de amadurecimento espiritual. É complicado pra mim adotar a postura cristã em certos sentidos, mas isto deixarei que Deus se aproprie da devida maneira.

PS: estou pensando a melhor forma de organizar os estudos. Chego a conclusão que será bom criar conceitos chaves sobre os quais serão fundamentados outros. Vou salvar todas as versões em PC, mas criar um tópico pra cada um deles no blog e mantê-los atualizados de acordo com meus estudos. Portanto, posso criar um conceito novo, mesmo que vazio, e preenchê-lo futuramente, além de integrá-los em gráficos.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Deus a que eu sirvo


      O Deus a que eu sirvo é o Deus do Amor, da Verdade e da Justiça. Porém, muitos pensam que estes são valores intangíveis à natureza humana. Para provar que não, para provar que é possível ser como Deus, ele nos enviou seu filho em carne humana, com as mesmas fraquezas para pecar, porém com o poder divino para saciar seus pecados. No entanto, o filho, buscando ser a imagem e semelhança de seu pai, não buscou uma solução divina para seus problemas, mas sim a oração, a fé e e a vida, coisas alcançáveis a qualquer ser humano. Ele demonstrou, portanto, que este é o caminho que Deus quer que sigamos para que alcancemos verdadeiramente a Ele, nosso criador. Sendo Jesus aquele que trilhou o caminho, Jesus é o exemplo, o próprio caminho, que demonstra que há homem, além do pecado vindo da carne, valores divinos que o tornam semelhantes ao Pai, pois foi assim que ele nos criou. Jesus validou seu amor, sua verdade e sua justiça quando aceitou seu destino na cruz, mostrando que ele é verdadeiramente o pai. Ressuscitou, no entanto, para demonstrar o milagre divino que há em todo ser humano de sair de sua vida de carne para vida santa que Deus espera de nós. Levemos, portanto, a notícia de que é possível ser como Jesus, para aqueles tocados pelo espírito santo saibam o que verdadeiramente os tocou, para então construirmos verdadeiras obras santas para agradarmos alegremente ao pai e anunciarmos a volta de Cristo a terra.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Não existem humanos sagrados, existem apenas humanos.


O humano sagrado é aquele que busca puramente o eterno. Mas ele tende a ser corrupto por sua própria natureza, pois sua constituição é efêmera. Chegamos aqui a um paradoxo: como buscar sagrado e ao mesmo tempo não ser corrupto? É possível encontrar na efemeridade no eterno e vice-versa? Sim, e a solução é a existência!

O humano existe através do trabalho e da família. Estes são os atributos sagrados de todo ser humano, que ao mesmo tempo são efêmeros. Somente através do amor esta construção resistirá a corrupção, que é o teste ao sagrado, pois apenas o que não é sagrado se corrompe.

O amor, que surge somente através da fé no sagrado, é o que é capaz de enxergar na corrupção o que é eterno. Mas sem corrupção, para onde o amor olharia e como se definiria o sagrado? A corrupção faz parte do amor, porque o amor é a ponte entre o sagrado e o efêmero.

Prova disto são os sistemas construídos através de desejos: e uma vez que o desejo seja consumido, este sistema perde seu fundamento. Mas são estes sistemas, efêmeros, que permitem a existência, e é através deles que aqueles que amam validam o seu amor ao buscar o eterno. Sem a contribuição destes, que encontraram o sagrado, o ser humano estaria perdido e não teria a base para criar nenhum dos seus sistemas.

O amor é a solução do paradoxo da existência, e por isto mesmo é uma propriedade que sempre emergirá dos seres humanos: bem como o sagrado e o efêmero, bem como o pecado e a virtude. Sem erros não há acertos: mas que o amor seja o maior aprendizado, pois esta é a maior validação da existência humana.


PS: Seja santo, mas não aparenta o ser. Pois sendo tu santo assustarás quem é do mundo, e tirará dele a oportunidade de ser como tu. Aparenta, portanto, normalidade, quando realmente és santo, e deixas que isto seja demonstrado, através do tempo, para o mundano. Pois verdade é que, antes de Santo, sós humanos, e aparentar santidade todo tempo é mentira. Verdade é também que haverá tempo apropriado para demonstrares tua santidade, principalmente naqueles aonde a igreja se reúne para demonstrar sua fé, sua alegria e sua graça. Neste tempo, também demonstrarás ao mundano que, para ser santo, não é preciso muito além de acreditar e não desistir de viver em santidade.

domingo, 28 de maio de 2017

Aquele que segue em frente

Certo homem estava correndo por uma maratona, cujo prêmio diminuía por cada pessoa que ultrapassasse a linha de chegada. Este homem, que entrou achando que a corrida seria boa e o prêmio suficiente, enganou-se. A corrida é bem mais dura, mais cansativa do que ele imaginava. Agora, no meio da maratona, está sem energia. Para conseguir prosseguir, resolveu comer seu próprio braço. Assim conseguiu a energia que faltava para chegar na linha de chegada. Lá, sentou-se, cansaço, olhando para trás e para seu braço, e pensou: nada disso valeu a pena. Os outros, que conseguiram ultrapassar chegar na linha de chegada com certa facilidade, olhavam pra ele com certo desdém. Os amigos que estavam com ele antes desta corrida, agora estão longe. Ele se encontra sozinho, deformado, cansado. Agora olha pra trás e se pergunta: este prêmio valeu mesmo a pena? Certamente que não. Debilitado, mas principalmente, sem alegria alguma. Venceu um desafio que sabia que venceria, mas o que deixou para trás? Tudo! E o que construiu durante o caminho? Nada. Assim finalizou seu percurso, paralisado, perdido e isolado.

Deitado no chão, pergunta a Deus o que havia feito de errado. Deus logo responde: escolhestes aquilo que não é da tua natureza. Não és tu um corredor. És o que és, mas não um corredor. Logo replicou: o que faço agora, meu Deus? Estou condenado à morte? E Deus responde: não, meu filho. Irei te dar mais uma chance. Olhe para seu braço. Espere ele se recuperar. Irá demorar, mas logo estará novo. Neste tempo, busque sua própria natureza, e faça dela a motivação do seu viver. Através dela construirás tudo mais que precisares, porque através dela serás dotado de intuição. Então o jovem rapaz sentou-se ao relento da grama, esperou o tempo passar enquanto seu braço recuperava-se. Logo atrás dele vieram outros feridos, cansados, desiludidos. Acenou, tornaram-se amigos. Olharam para o lado e descobriram que seguir a trilha montada por aqueles que já foram não é o único caminho. Há o novo a ser descoberto. Eles não sabiam qual a natureza deles, mas certamente não é a de simplesmente seguir em frente. Com fé em Deus, eles vão descobrir.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O chocolate da páscoa

Estavam o pai e o filho, comemorando a páscoa com chocolates. Então o pai perguntou:
- Filho, você sabe o porquê de comemorarmos a páscoa com chocolates?
O filho prontamente respondeu que não. O pai continuou:
- Você está com fome?
O filho respondeu que sim.
- Então, meu filho, coma o chocolate.
A criança comeu o chocolate. Seu pai então perguntou:
- Você ainda continua com fome?
O filho respondeu que sim.
- Você ainda quer mais chocolate?
O filho respondeu que sim.
- Pois coma, meu filho, mais chocolate.
Então o filho comeu o chocolate. E o pai perguntou:
- Continua com fome?
O filho respondeu, sim meu pai. E ele perguntou:
- Deseja mais chocolate?
O filho, novamente, respondeu que sim. O pai continuou:
- Pois coma, até saciar sua fome.
O filho, então, comeu o chocolate, até enjoar e rejeitá-lo.
O pai então perguntou:
- Filho, você está bem?
- Estou enjoado, meu pai.
- Sua fome, passou?
- Embora eu não consiga comer mais, ainda não passou.
- Assim é o pecado, meu filho. Quanto mais você peca, mais você quer pecar. Até o momento em que você passa mal, e mesmo assim você não estará saciado.
O filho logo pergunta ao pai:
- Então como, pai, poderei me saciar verdadeiramente?
E o pai responde:
- Espere o enjoo do chocolate passar, meu filho, para então te saciar com o pão e o vinho, o verdadeiro alimento da alma. Esta é, afinal, a lição que o chocolate da páscoa nos dá.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Aspectos da guerra moderna

Antigamente, a guerra entre nações acontecia no plano militar. Atualmente, acontece no plano econômico. O partido que oferece o melhor para sua população consegue eleger seus candidatos, para dar continuidade ao processo de melhora. Entretanto, a população, ludibriada pelo resultado, aceita-o sem questionar-se de suas origens. Muitas vezes a origem do resultado vem da perpetuação da pobreza de outras nações, quando estas nem ao menos percebem que estão sendo submetidas a tal estado, apenas sentem seus índices de qualidade humana baixíssimos.

Quando isto acontece, as pessoas das nações prejudicadas costumam colocar a culpa em todos, menos na sua falta de cuidado com o seu país, que pode até mesmo começar a nível de bairro. Mas é justamente esta falta de cuidado que leva à falta de desenvolvimento humanitário, que perpetua a pobreza através da falta de políticas para filtrar os bons agentes econômicos e culturais e punir os ruins, além de desenvolver sua nação no cenário global com planejamento a longo prazo.

É também estas mesmas pessoas, que sentem os índices de humanidade ruim na região aonde moram, que negam a política e protegem-se através de escudos, como sua honestidade, mas que devem também lembrar-se que, no final das contas, a honestidade por si só não torna uma pessoa, e mesmo uma nação, forte. O que as tornam fortes de verdade é a capacidade de lutar pelo o que acreditam e buscar a verdadeira mudança, seja por meio econômico, político ou cultural.

Quando esta mudança acontece é que uma pessoa pode se considerar em um verdadeiro estado de riqueza, sendo a pobreza justamente a falta de capacidade de transformar ou a constante traição dos resultados que naturalmente surgem quando se acredita em uma mentira.

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sábado, 14 de janeiro de 2017

A riqueza da vida cristã


    Jesus desceu e nos ensinou o amor, a grandeza do Deus único e o caminho para uma vida eterna. Muitos, entretanto, questionam ou ignoram estes ensinamentos, buscando provas ou milagres em suas vidas. A via para Deus é única: Jesus. E sua importância não é seus milagres, é a fé em seus ensinamentos. O caminho é a verdade, a verdade é a salvação. Mas que verdade é essa que os humanos tanto buscam, senão a verdadeira essência divina do seu ser?

    Os milagres executados por Jesus nada mais foram que ferramentas dadas por Deus para que seu filho alcançasse seu objetivo, que é transmitir a palavra divina. Sem isto, seus milagres são apenas meras demonstrações de poder sem sentido, coisa que tantas vezes já aconteceram na história e são ignoradas. O verdadeiro presente de Jesus é, e sempre será, demonstrar que o caminho para vida divina é o amor, o perdão e o sacrifico.

    Mas apenas com amor, perdão e sacrifício, o que seriam os cristãos senão um saco de pancadas? Jesus demonstrou estas virtudes através da sua vida e morte, mas estas demonstrações só vieram aprofundar o que antes o Deus único já dizia aos seus profetas: Deus é amor, Deus é vida, Deus é eternidade. Viva através de Deus e estes lhe dará tudo o que você precisará para ser feliz e eterno: nem mais, nem menos.

    Viver através de Deus: esta é a essência da vida cristã. O que isto significa, afinal? Jesus também disse, venha a mim que eu sou o Pai e a verdade. Aquele que busca a Deus preocupa-se, fundamentalmente, com a verdade. Sendo possuidor da verdade, também possui em suas mãos o poder de transformar, através do seu trabalho, o que é morto em vida. Sendo possuidor da verdade, terá o poder de separar a ilusão, armadilhas do inimigo, das verdades e dos milagres que Deus quer mostrar a nós, dia-a-dia.

    Trabalhar com honestidade, sem pressa e sem preguiça, para que o produto do seu esforço gere os frutos necessários para a colheita. Trabalhar com fé, quando a dificuldade é muita e a semente parece não germinar, para que Deus através da oração e do sofrimento o abençoe, através da sabedoria divina, através do sim, através do não, através do espere, o que fazer para superar momento de grande dificuldade. Trabalhar não muito a ponto de ignorar a família, trabalhar não pouco a ponto de não poder fazer parte de uma. Trabalhar, também, para anunciar e manter viva o ensinamento fundamental revelado a nós, por Deus: a sua palavra.

    Ter sincera felicidade e alegria. E quando isto não se apresenta na vida do homem, este não segue aquilo que Deus planejou para ele. Este se entrega à mentira, à ilusão, às armadilhas que a vida prega e que Deus permite que nela caiemos para testar-nos, dar a nós a oportunidade para por ele clamar por meio da oração, para usarmo-nos de exemplo para testemunhar a todos a força da vida daquele que busca a verdade eterna.

    A vida daquele que segue a Deus e a Cristo é sim difícil, mas tão difícil quanto a vida de qualquer ser humano, que tem em si o desejo de ser igual ao seu criador, mas que faz isto não por meio da sabedoria divina, mas sim através da ilusão, do pecado e da morte. Mas a vida do cristão parece ser ainda mais difícil, pois este tem em si a responsabilidade da vida, não só a sua quanto à dos seus irmãos, pois são todos filhos de Deus, afinal. Esta responsabilidade se concretiza pela busca de Deus e da verdade, pela resistência à mentira, à falta de esperança.

    Mas ao seu lado estará a fé, que quando plantada no vazio da existência dará frutos que nenhuma sabedoria humana compreenderá. É o verdadeiro milagre de Deus agindo, aquele que foi provado por Jesus e por todo aquele que clama o seu nome. É a verdadeira vida eterna nascendo do vazio, que é regada pelo sofrimento tanto do portador quanto dos irmãos que se preenchem através das tantas e tantas ilusões plantadas pelo inimigo. A vida em Cristo, afinal, é aquela que verdadeiramente gera riquezas que não podem ser consumidas em mentira, sendo este o único milagre que devemos esperar de Deus.