Certo homem estava correndo por uma maratona, cujo prêmio diminuía
por cada pessoa que ultrapassasse a linha de chegada. Este homem, que
entrou achando que a corrida seria boa e o prêmio suficiente,
enganou-se. A corrida é bem mais dura, mais cansativa do que ele
imaginava. Agora, no meio da maratona, está sem energia. Para conseguir
prosseguir, resolveu comer seu próprio braço. Assim conseguiu a energia
que faltava para chegar na linha de chegada. Lá, sentou-se, cansaço,
olhando para trás e para seu braço, e pensou: nada disso valeu a pena.
Os outros, que conseguiram ultrapassar chegar na linha de chegada com
certa facilidade, olhavam pra ele com certo desdém. Os amigos que
estavam com ele antes desta corrida, agora estão longe. Ele se encontra
sozinho, deformado, cansado. Agora olha pra trás e se pergunta: este
prêmio valeu mesmo a pena? Certamente que não. Debilitado, mas
principalmente, sem alegria alguma. Venceu um desafio que sabia que
venceria, mas o que deixou para trás? Tudo! E o que construiu durante o
caminho? Nada. Assim finalizou seu percurso, paralisado, perdido e
isolado.
Deitado no chão, pergunta a Deus o que havia
feito de errado. Deus logo responde: escolhestes aquilo que não é da tua
natureza. Não és tu um corredor. És o que és, mas não um corredor. Logo
replicou: o que faço agora, meu Deus? Estou condenado à morte? E Deus
responde: não, meu filho. Irei te dar mais uma chance. Olhe para seu
braço. Espere ele se recuperar. Irá demorar, mas logo estará novo. Neste
tempo, busque sua própria natureza, e faça dela a motivação do seu
viver. Através dela construirás tudo mais que precisares, porque através
dela serás dotado de intuição. Então o jovem rapaz sentou-se ao relento
da grama, esperou o tempo passar enquanto seu braço recuperava-se. Logo
atrás dele vieram outros feridos, cansados, desiludidos. Acenou,
tornaram-se amigos. Olharam para o lado e descobriram que seguir a
trilha montada por aqueles que já foram não é o único caminho. Há o novo
a ser descoberto. Eles não sabiam qual a natureza deles, mas certamente
não é a de simplesmente seguir em frente. Com fé em Deus, eles vão
descobrir.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
domingo, 28 de maio de 2017
terça-feira, 18 de abril de 2017
O chocolate da páscoa
Estavam o pai e o filho, comemorando a páscoa com chocolates. Então o pai perguntou:
- Filho, você sabe o porquê de comemorarmos a páscoa com chocolates?
O filho prontamente respondeu que não. O pai continuou:
- Você está com fome?
O filho respondeu que sim.
- Então, meu filho, coma o chocolate.
A criança comeu o chocolate. Seu pai então perguntou:
- Você ainda continua com fome?
O filho respondeu que sim.
- Você ainda quer mais chocolate?
O filho respondeu que sim.
- Pois coma, meu filho, mais chocolate.
Então o filho comeu o chocolate. E o pai perguntou:
- Continua com fome?
O filho respondeu, sim meu pai. E ele perguntou:
- Deseja mais chocolate?
O filho, novamente, respondeu que sim. O pai continuou:
- Pois coma, até saciar sua fome.
O filho, então, comeu o chocolate, até enjoar e rejeitá-lo.
O pai então perguntou:
- Filho, você está bem?
- Estou enjoado, meu pai.
- Sua fome, passou?
- Embora eu não consiga comer mais, ainda não passou.
- Assim é o pecado, meu filho. Quanto mais você peca, mais você quer pecar. Até o momento em que você passa mal, e mesmo assim você não estará saciado.
O filho logo pergunta ao pai:
- Então como, pai, poderei me saciar verdadeiramente?
E o pai responde:
- Espere o enjoo do chocolate passar, meu filho, para então te saciar com o pão e o vinho, o verdadeiro alimento da alma. Esta é, afinal, a lição que o chocolate da páscoa nos dá.
- Filho, você sabe o porquê de comemorarmos a páscoa com chocolates?
O filho prontamente respondeu que não. O pai continuou:
- Você está com fome?
O filho respondeu que sim.
- Então, meu filho, coma o chocolate.
A criança comeu o chocolate. Seu pai então perguntou:
- Você ainda continua com fome?
O filho respondeu que sim.
- Você ainda quer mais chocolate?
O filho respondeu que sim.
- Pois coma, meu filho, mais chocolate.
Então o filho comeu o chocolate. E o pai perguntou:
- Continua com fome?
O filho respondeu, sim meu pai. E ele perguntou:
- Deseja mais chocolate?
O filho, novamente, respondeu que sim. O pai continuou:
- Pois coma, até saciar sua fome.
O filho, então, comeu o chocolate, até enjoar e rejeitá-lo.
O pai então perguntou:
- Filho, você está bem?
- Estou enjoado, meu pai.
- Sua fome, passou?
- Embora eu não consiga comer mais, ainda não passou.
- Assim é o pecado, meu filho. Quanto mais você peca, mais você quer pecar. Até o momento em que você passa mal, e mesmo assim você não estará saciado.
O filho logo pergunta ao pai:
- Então como, pai, poderei me saciar verdadeiramente?
E o pai responde:
- Espere o enjoo do chocolate passar, meu filho, para então te saciar com o pão e o vinho, o verdadeiro alimento da alma. Esta é, afinal, a lição que o chocolate da páscoa nos dá.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Aspectos da guerra moderna
Antigamente, a guerra entre nações acontecia no plano militar.
Atualmente, acontece no plano econômico. O partido que oferece o melhor
para sua população consegue eleger seus candidatos, para dar
continuidade ao processo de melhora. Entretanto, a população, ludibriada
pelo resultado, aceita-o sem questionar-se de suas origens. Muitas
vezes a origem do resultado vem da perpetuação da pobreza de outras
nações, quando estas nem ao menos percebem que estão sendo submetidas a
tal estado, apenas sentem seus índices de qualidade humana baixíssimos.
Quando isto acontece, as pessoas das nações prejudicadas costumam
colocar a culpa em todos, menos na sua falta de cuidado com o seu país,
que pode até mesmo começar a nível de bairro. Mas é justamente esta
falta de cuidado que leva à falta de desenvolvimento humanitário, que
perpetua a pobreza através da falta de políticas para filtrar os bons
agentes econômicos e culturais e punir os ruins, além de desenvolver sua
nação no cenário global com planejamento a longo prazo.
É também estas mesmas pessoas, que sentem os índices de humanidade ruim na região aonde moram, que negam a política e protegem-se através de escudos, como sua honestidade, mas que devem também lembrar-se que, no final das contas, a honestidade por si só não torna uma pessoa, e mesmo uma nação, forte. O que as tornam fortes de verdade é a capacidade de lutar pelo o que acreditam e buscar a verdadeira mudança, seja por meio econômico, político ou cultural.
Quando esta mudança acontece é que uma pessoa pode se considerar em um verdadeiro estado de riqueza, sendo a pobreza justamente a falta de capacidade de transformar ou a constante traição dos resultados que naturalmente surgem quando se acredita em uma mentira.
https://www.facebook.com/stoppaleonardo/videos/1580562545304683/
É também estas mesmas pessoas, que sentem os índices de humanidade ruim na região aonde moram, que negam a política e protegem-se através de escudos, como sua honestidade, mas que devem também lembrar-se que, no final das contas, a honestidade por si só não torna uma pessoa, e mesmo uma nação, forte. O que as tornam fortes de verdade é a capacidade de lutar pelo o que acreditam e buscar a verdadeira mudança, seja por meio econômico, político ou cultural.
Quando esta mudança acontece é que uma pessoa pode se considerar em um verdadeiro estado de riqueza, sendo a pobreza justamente a falta de capacidade de transformar ou a constante traição dos resultados que naturalmente surgem quando se acredita em uma mentira.
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sábado, 14 de janeiro de 2017
A riqueza da vida cristã
Jesus desceu e nos ensinou o amor, a grandeza do Deus único e o caminho para uma vida eterna. Muitos, entretanto, questionam ou ignoram estes ensinamentos, buscando provas ou milagres em suas vidas. A via para Deus é única: Jesus. E sua importância não é seus milagres, é a fé em seus ensinamentos. O caminho é a verdade, a verdade é a salvação. Mas que verdade é essa que os humanos tanto buscam, senão a verdadeira essência divina do seu ser?
Os milagres executados por Jesus nada mais foram que ferramentas dadas por Deus para que seu filho alcançasse seu objetivo, que é transmitir a palavra divina. Sem isto, seus milagres são apenas meras demonstrações de poder sem sentido, coisa que tantas vezes já aconteceram na história e são ignoradas. O verdadeiro presente de Jesus é, e sempre será, demonstrar que o caminho para vida divina é o amor, o perdão e o sacrifico.
Mas apenas com amor, perdão e sacrifício, o que seriam os cristãos senão um saco de pancadas? Jesus demonstrou estas virtudes através da sua vida e morte, mas estas demonstrações só vieram aprofundar o que antes o Deus único já dizia aos seus profetas: Deus é amor, Deus é vida, Deus é eternidade. Viva através de Deus e estes lhe dará tudo o que você precisará para ser feliz e eterno: nem mais, nem menos.
Viver através de Deus: esta é a essência da vida cristã. O que isto significa, afinal? Jesus também disse, venha a mim que eu sou o Pai e a verdade. Aquele que busca a Deus preocupa-se, fundamentalmente, com a verdade. Sendo possuidor da verdade, também possui em suas mãos o poder de transformar, através do seu trabalho, o que é morto em vida. Sendo possuidor da verdade, terá o poder de separar a ilusão, armadilhas do inimigo, das verdades e dos milagres que Deus quer mostrar a nós, dia-a-dia.
Trabalhar com honestidade, sem pressa e sem preguiça, para que o produto do seu esforço gere os frutos necessários para a colheita. Trabalhar com fé, quando a dificuldade é muita e a semente parece não germinar, para que Deus através da oração e do sofrimento o abençoe, através da sabedoria divina, através do sim, através do não, através do espere, o que fazer para superar momento de grande dificuldade. Trabalhar não muito a ponto de ignorar a família, trabalhar não pouco a ponto de não poder fazer parte de uma. Trabalhar, também, para anunciar e manter viva o ensinamento fundamental revelado a nós, por Deus: a sua palavra.
Ter sincera felicidade e alegria. E quando isto não se apresenta na vida do homem, este não segue aquilo que Deus planejou para ele. Este se entrega à mentira, à ilusão, às armadilhas que a vida prega e que Deus permite que nela caiemos para testar-nos, dar a nós a oportunidade para por ele clamar por meio da oração, para usarmo-nos de exemplo para testemunhar a todos a força da vida daquele que busca a verdade eterna.
A vida daquele que segue a Deus e a Cristo é sim difícil, mas tão difícil quanto a vida de qualquer ser humano, que tem em si o desejo de ser igual ao seu criador, mas que faz isto não por meio da sabedoria divina, mas sim através da ilusão, do pecado e da morte. Mas a vida do cristão parece ser ainda mais difícil, pois este tem em si a responsabilidade da vida, não só a sua quanto à dos seus irmãos, pois são todos filhos de Deus, afinal. Esta responsabilidade se concretiza pela busca de Deus e da verdade, pela resistência à mentira, à falta de esperança.
Mas ao seu lado estará a fé, que quando plantada no vazio da existência dará frutos que nenhuma sabedoria humana compreenderá. É o verdadeiro milagre de Deus agindo, aquele que foi provado por Jesus e por todo aquele que clama o seu nome. É a verdadeira vida eterna nascendo do vazio, que é regada pelo sofrimento tanto do portador quanto dos irmãos que se preenchem através das tantas e tantas ilusões plantadas pelo inimigo. A vida em Cristo, afinal, é aquela que verdadeiramente gera riquezas que não podem ser consumidas em mentira, sendo este o único milagre que devemos esperar de Deus.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Caracterização da força evolutiva
Olá a todos, bem vindos a mais uma artigo. Desta vez, falaremos sobre a “força evolutiva” e suas caracterizações. Antes de continuar, gostaria de avisar que este é um assunto um pouco mais abstrato, e o que me leva a falar dele aqui no blog é a percepção de que este entendimento torna o ser humano capaz de compreender tanto características macro quanto micro da evolução. Força evolutiva, no contexto deste artigo, é a forma que a vida encontra para continuar através das tecnologias que provém sua adaptação sua iteração com a realidade. Esta observação será feita visualizando como as sociedades civis se organizam e a relação com a força da evolução, que de algum modo também está relacionada com o modo que os animais encontraram para prosseguir durante o processo de evolução e eu buscarei traçar essas analogias.
A primeira forma da organização da força evolutiva é a uniforme. Nela, toda sociedade está unida por um só interesse e/ou está de acordo com a tecnologia usada para alcançar este interesse. Não há nenhuma grande briga interna, pois a esmagadora quantia de recursos é direcionada para atingir o objetivo estabelecido socialmente. Este objetivo pode ser a expansão, a sobrevivência ou a caracterização diante outras sociedades, e o desejo de alcançá-lo é forte o suficiente para fazer a sociedade abrir mãos dos conflitos e interesses internos, assumindo formas objetivas de resolver as coisas. Analogamente, esta força uniforme pode ser vista como a força fundamental da vida organizada para sobreviver, quando sobreviver era um aspecto importante, não básico. Este estágio aconteceu no inicio da vida na terra.
A segunda forma é a organização bipolar. Quando a sobrevivência é alcançada e não existe nenhum interesse externo forte o suficiente para fazer as pessoas de uma sociedade esquecerem de seus próprios interesses, parte do recurso que antes era destinado a um único objetivo passa a ser investido para selecionar internamente quem irá liderar socialmente. De modo análogo, as espécies que conseguiam sobreviver naturalmente desenvolveram uma estrutura sexual polarizada em feminino e masculino, de modo a desenvolver uma forma interna de seleção natural, além da externa, acelerando o processo de evolução, e este processo tem exatamente este objetivo na polarização social: selecionar as tecnologias e as pessoas mais qualificadas para continuar a sociedade.
Contudo, esta forma de organização da força é animalesco, selvagem. Formam-se “times”, onde um está disposto a fazer tudo para vencer o outro, inclusive coisas que prejudiquem a própria espécie como um todo. É daí que surge a terceira força, o que faz a força evolutiva entrar em um estado de evolução “equilibrada”. Isto porque, se uma das forças tenderem demais à selvageria, as outras duas vão se unir, assim voltando para o estado anterior. Portanto, a evolução sempre acaba por tentar encontrar formas de manter o equilíbrio da competição eterna, para que este processo não entre em um estado de selvageria autodestrutivo, mas sim construtivo.
Na natureza, o que equilibra o feminino e o masculino é o ambiente. Quando, contudo, o ser humano conseguiu se emancipar do ambiente, através do desenvolvimento das tecnologias que permitiu seus costumes a se desenvolverem por meios artificiais, a força feminina e masculina perdeu sua referência ambiental. Contudo, a mesma inteligência que conseguiu desenvolver formas abstratas de viver, também desenvolveu uma força abstrata de evolução, que é a força divina. Deste modo, o equilíbrio entre o feminino e o masculino consegue ser reestabelecido através da força divina, que se materializa na forma de costumes, escolhas e através da concepção do ser humano como algo eterno.
Esta concepção de “eternidade” se mostrou de fundamental importância, afinal, se o ser humano agir somente em reação ao presente, ele entrará em costumes autodestrutivos. Atualmente, é fácil perceber as pessoas que não enxergam o ser humano como algo eterno se polarizando, seja entre divergências tecnológicas ou pela própria divergência sexual, fazendo coisas que, ao invés de contribuir com o ser humano, o destrói. É fácil perceber isto quando vemos, por exemplo, um grupo de homens formulando táticas para pegar mais mulheres, mesmo que estas táticas passem pela mentira, ou quando uma tecnologia precisa gastar recursos desenvolvendo desnecessariamente formas de defesa contra um inimigo que não reconhece sua derrota. De fato, um pouco de selvageria faz parte do processo de seleção natural, mas quando é demais, de alguma força a terceira força surge.
A força divina, entretanto, se concretizou demais se tornando uma força uniforme, de modo a não permitir que o novo surgisse. Para isto, foi necessário desenvolver uma estrutura social que organiza a força que mantém a sociedade continuando através do conceito de pesos e contramedidas. É assim que surgem os três poderes, legislativo, executivo e judiciário. Estes três poderes organizam diferentes formas que o poder pode interagir com a realidade, e põe um agente controlando o outro. Assim, nenhuma força é soberana e uniforme, ela tem sempre seu par. Também, é preciso pensar racionalmente em quais medidas tomar para reorganizar as forças sempre que o equilíbrio dos três poderes está se quebrando, que é quando a sociedade começa a voltar para o estágio de selvageria e de vale tudo. Separar a força evolutiva em três e manter este equilíbrio é uma forma de garantir a competição saudável em certos aspectos da vida.
Quando começamos a pensar em mais que três forças, entramos em um estado de selva. Afinal, qual seria a função única da quarta força, se uma é para sobreviver, duas é para reproduzir, três é para frear a competição autodestrutiva? Se existe uma quarta força, pode existir uma quinta, uma sexta, uma sétima... Um verdadeiro estado de selva, com várias espécies se aproveitando de diferentes aspectos tecnológicos e geográficos. É isto o que explica a existência de vários países, vários estados, várias espécies de animais, equilibradas numa ecológico alcançado através do tempo. Socialmente falando, o que antes era ambiente, agora se torna a atuação do estado. Seguindo esta interpretação, quanto mais saudável é o estado, melhor ele consegue direcionar a energia que ele recebe do sol para gerar vida. Comparem o deserto do Saara, que tem vida, mas é um ambiente difícil, com a floresta amazônica, que tem a maior biodiversidade do planeta.
É interessante notar que, de tempos em tempos, a força evolutiva pode alterar sua caracterização. Dois exemplos já foram dados, quando o equilíbrio dos três poderes começa a se quebrar e quando uma ameaça externa surge, unificando todos os ameaçados em uma só força. Outra interessante conversão de características acontece quando, dentro de uma “selva”, surge uma tecnologia forte o suficiente para alterar completamente o equilíbrio da selva, dividindo, deste modo, a sociedade em uma situação binária: sua implementação ou não. Deste modo, as diversas forças se organizam em dois “times”, os que são a favor, que vão ser beneficiados, e os que são contra, que vão ser prejudicados. Neste momento, até aqueles que vão ser pouco prejudicados ou beneficiados por esta implementação ou não se sentem pressionados escolherem um lado, pois se o lado que ela estiver vencer, eles vão se beneficiar mais pela própria vitória em si do que pela implementação, além de se protegerem contra as enormes forças que vão se aglomerar em torno de um objetivo. Felizmente, a democracia foi inventada para tentar resolver este tipo de conflito sem o uso direto da força física.
Finalizando esta analise, pode até ser que exista uma função para uma quarta força, mas se existir eu ainda desconheço. Há quem diga que o ministério público e o tribunal de contas são forças equiparadas aos três poderes, mas eu preciso discordar, pois caso fossem, a polícia e o exercito também o seriam. Afinal, já aconteceu em vários lugares no mundo a força militar se tornar forte o suficiente a ponto de impor sua soberania na sociedade. No máximo, o MP e o TC são materializadores da vontade popular, mas o que eles fazem deveria ser feito pelo próprio cidadão, pois o risco é que eles se desconectem da sociedade e façam coisas transvestidos da vontade popular, mesmo que sem nenhuma intenção maldosa por traz. Espero que esta postagem tenha sido interessante para todos e mostrado a importância de entender sobre os aspectos “abstratos” da evolução. Um abraço a todos.
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domingo, 18 de dezembro de 2016
Privação de relacionamento como violência pura
Se toda violência for uma oposição de forças, há a força de quem deseja relacionar e há a força de quem deseja privar-se do relacionamento. Se aquele que não quer se relacionar for forte o suficiente para, através de sua privação, mudar a outra pessoa, então a violência foi forte o suficiente para alcançar seu objetivo. Caso contrário, cabe à própria pessoa repensar sobre sua relação com seu alvo de violência, pois talvez ela viva num mundo de ilusões, cabendo então sua própria readaptação a realidade. Afinal, toda iteração humana se dá através de relações, e se uma relação não vale nada para outra pessoa, por que se relacionar com ela?
Quaisquer outras formas de violência alteram outras áreas, que não o ser no seu sentido mais puro. Por exemplo, violência física degrada diretamente as funções vitais do ser. Privação econômica tem efeito parecido, principalmente se essa privação for ao nível de corte na manutenção do corpo que vive, contudo, em algumas ocasiões, a privação de relacionamento também implica numa privação econômica. Qualquer sistema social devidamente evoluído tem seus próprios mecanismos de adaptação, sendo estes os meios pelos quais aquele que deseja a mudança pode alcançá-lo, não precisando, portanto, recorrer à violência. Em uma sociedade parcialmente evoluída, a violência das leis já é algo grave o suficiente. Portanto, qual outra violência existirá, senão a privação do relacionamento?
Um homem na cadeia sofre a maior violência que ele pode sofrer, afinal. Preso, tendo comida e bebida, mas sendo privado do seu relacionamento com outros seres humanos e mesmo com a própria liberdade. Este castigo pode ser o suficiente para levar alguns homens à loucura, e para que tal não aconteça, é mesmo permitido que eles se relacionam entre eles mesmo dentro da cadeia. No entanto, há aqueles ainda que, mesmo dentro da própria cadeia, não entendem o suficiente sua realidade para alterá-la pelos devidos meios legais, fazendo-o ir ao que se chama de “solitária”. Algumas semanas na solitária e é possível ver um ser humano indo à loucura.
Acredito que qualquer sociedade que clame por outro tipo de violência que não a privação de relacionamento não está devidamente adaptada ao ser enquanto aquele que atua e se relaciona, não ao que é físico. Afinal, é possível matar fisicamente um ladrão, um mentiroso, um estuprador ou qualquer outro tipo de humano não socialmente aceito, mas não é possível matar aquilo que forma seu ser senão através de outras formas de se relacionar. A sociedade que criou um ladrão, que foi morto fisicamente, continuará criando novos ladrões se achar que apenas a morte física é o suficiente, e continuará matando se não alterar fundamentalmente o que ela é e seu comportamento.
Para matar realmente o ladrão, o mentiroso, o estuprador ou quem quer que seja, é preciso desenvolver formas de lidar com a vontade maldosa daqueles que a desenvolvem antes delas serem capazes de se materializar. Através da prevenção, com a psicologia e com uma sociedade justa, através da defesa, com mecanismos capazes de filtrar os agentes que desejam fazer o mal a um menor número, com o ataque, buscando formas de usar o que se tem para identificar quem atua, e com inovação, desenvolvendo novas formas de prevenção, defesa ou ataque, utilizando a experiência de quem, inclusive, cometeu tais crimes. Tudo isto apenas para garantir que aquele que erre receba sua punição: a privação de se relacionar-se com os outros.
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domingo, 11 de dezembro de 2016
Sobre o adornamento
"O adorno causa uma confusão no nosso cérebro. Se ele é adicionado a algo bom, esta confusão será resolvida para causar beleza. Se for adicionado a algo ruim, esta confusão será resolvida para causar feiura. Se o adorno por si só já trazer consigo uma carga de associatividade, então haverá interferências na resolução do caso que podem, inclusive, levar ao engano."
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