Há muito venho desenvolvendo pensamentos para entender o que significa a verdade, a realidade, e como estes conceitos podem nos ajudar a sermos melhores humanos. Concluo, durante todo este processo, que a única coisa que podemos fazer enquanto seres humanos perto da infinidade da realidade é acreditar em nós mesmos enquanto seres vivos e conscientes da nossa existência. Mais que isso é pedir demais, pois é requerer que ultrapassemos as barreiras naturais que a existência nos impõe, como as distâncias espaciais e temporais. Porém, ferramentas interessantes foram desenvolvidas ao longo do caminho. Pretendo compartilhá-las neste texto.
O que o ser humano é senão um explorador da realidade? Cada um de nós é responsável por testar as possibilidades que nos parecem mais promissoras durante nosso tempo de vida, para assim fazer descobertas e contribuir com a evolução. Entretanto, estas descobertas estão na realidade e é nosso do nosso interesse organizá-la para tornar mais fácil seu entendimento e compartilhamento. Disto nasce a linguagem, e dela vem as construções, como a ciência, para explicar a realidade.
Porém, problemas surpreendentes começam a surgir quando tentamos explicar tais construções apenas com linguagem ou quando tentamos estudar a própria linguagem isoladamente. Isto demonstra que não há formas de conter a realidade dentro da linguagem, pois sempre precisamos da realidade para que a linguagem tenha sentido. Este fato nos leva a pensar sobre o processo de continuidade, pois a linguagem é algo combinado entre as partes comunicantes e só encontra sentido através deste acordo construído através do tempo e de modo a fazer a evolução se tornar possível.
Digo isto para refletir sobre o seguinte fato: o que nos impede de desenvolver a linguagem indefinidamente? Quando, por exemplo, um cientista preguiçoso desenvolve um artigo que foge completamente da nossa realidade, e mesmo que este artigo seja aprovado, o que faz com que esta nova linguagem desenvolvida por ele para explicar um fato novo da realidade não seja disseminado? Ora, a sua falta de contribuição da realidade. Talvez o mesmo fato seja explorado de forma melhor através de outros recursos linguísticos, que torne mais fácil seu entendimento e utilização.
Porém, não são raros os casos que o desenvolvimento de uma nova linguagem se tornou útil para a exploração de uma nova área da realidade, e estes recursos linguísticos acabam ganhando nomes tão usados que se tornam naturais aos nossos ouvidos e aos nossos instintos: parece que eles e a realidade se combinam em uma coisa só. Dito isto, podemos concluir também que é importante investigarmos se uma linha de pensamento que nos conduz diante a desconhecida realidade é realmente importante ou se ela está distante demais do que realmente é útil observar para a evolução. Em alguns casos, apenas a prática pode responder a esta pergunta.
O processo de continuidade também nos leva a refletir sobre a evolução da própria linguagem. Ela começa como algo que explica apenas ações simples, e a concatenação destas ações simples em novas palavras, pouco a pouco, vão sofisticando a linguagem, bem como a população a ela associada. A linguagem, além de precisar de seu dicionário, também precisa de seu meio tecnológico para existir. Isto é claramente evidenciado na matemática quando duas áreas diferentes da matemática conseguem fazer a mesma coisa, porém com eficiências diferentes, justamente por serem construções diferentes. A este evento chamamos de homomorfismo.
O dicionário e seus significados só são valorados através da utilização. Mas em algum momento, a utilização se misturará com a continuidade, pois chegaremos naquele conjunto de palavras básicas que são diretamente ligadas a ações. Se esta continuidade for perdida, todo o significado do dicionário também o será. Podemos chamar isto de núcleo da linguagem, pois a partir dele podemos reconstruir a utilização do dicionário. Podemos também associar um grau de precisão ou eficiência à linguagem para determinada área, pois é natural imaginar que uma linguagem que deseja descrever um evento na sua área de núcleo tenha maior precisão ou eficiência que uma que está distante deste núcleo.
Determinar o grau de precisão ou eficiência de uma linguagem é um trabalho complicado, mas bastante estudado na computação. Lá, eles utilizam o que chamam de “benchmark”, que são códigos ou pseudocódigos com o objetivo de avaliar um núcleo de linguagem em relação aos demais. Trazendo este evento para o nosso contexto, podemos chamar isto de “aferidores de atuação”, e o que se testa é a capacidade de cada linguagem de comunicar um aferidor da forma mais eficiente ou precisa possível, como desejar. Um aferidor é algo imaterial, como uma ação ou um algoritmo, e é definido e avaliado por um ser consciente e sua satisfação em relação a aquela comunicação e o que se pretendia comunicar.
Falamos anterior sobre ser consciente e área de núcleo. Numa nomenclatura mais precisa, o ser consciente evolutivo é aonde a linguagem efetua sua função de evolução, existência e continuidade. Área de núcleo é aonde aquela linguagem comunica mais diretamente as coisas imateriais, e áreas de atuação, por sua vez, são quaisquer partes da realidade capazes de ser comunicáveis. Portanto, cada aferidor pode ser categorizado em uma área de atuação, e então as linguagens com diferentes núcleos de comunicação podem ser testadas, inclusive áreas cujo núcleo pertence à área de atuação daquele aferidor.
É interessante notar que quanto mais precisa e eficiente for uma linguagem, mais trabalhosa vai ser pra ela atingir um processo de continuidade. É fácil mostrar o que é andar, por exemplo, porém mais complicado é mostrar o que é dançar. Mais ainda, para diferentes “escolas” de dança, esta palavra pode ser associada a um conjunto de ações diferente. Portanto, busca-se definir um significado geral para esta palavra, a fim de torná-la verdadeira para um maior número de situações, e então especificar de qual “escola” de dança se está falando com mais palavras. Isto é uma prática bastante comum de ser feita já que torna a linguagem mais satisfatória em sua comunicação.
Mais ainda, certos ritmos de dança são difíceis de serem descritos utilizados apenas com palavras. Vídeo se mostra um artefato tecnológico mais preciso para criar um dicionário sobre danças. Em alguns casos, é possível que uma dança comece de um jeito, e após um período de tempo se torne outra coisa, embora sua definição seja a mesma, graças à incapacidade da linguagem de capturar completamente a realidade. Mas isto é algo inerente a evolução. Como diz uma velha frase “nunca pisamos duas vezes no mesmo rio”.
Nos parágrafos acima eu fiz uma descrição satisfatória da metalinguagem. E, embora eu tenha falado no começo do texto que é difícil utilizar a própria linguagem para falar da linguagem, neste texto eu não utilizei a linguagem propriamente dita para falar sobre a linguagem, mas sim o núcleo da linguagem humana para falar da linguagem humana. Isso significa que só será capaz de entender este texto quem tenha consciência, no mínimo, do núcleo da linguagem humana, algo que só pode ser ensinado de humanos para humanos. Utilizei-me também do processo de continuação para fazer as definições acima, e assim expandi um pouco mais o que eu sinto ser o núcleo de linguagem humana, ou pelo menos a linguagem que eu poderei usar futuramente comigo mesmo.
Definimos neste texto metalinguagem e algumas de suas características, que foram as seguintes: núcleo de linguagem, tecnologia associada, utilização, processo de continuação, aferidores de atuação, precisão, eficiência, seres conscientes e áreas de atuação. Podem ou não haver mais fatores envolvidos com a metalinguagem, e a forma como eu expressei aqui esses conceitos fazem parte do que eu sinto que é a metalinguagem. Uma pessoa que sinta esta mesma área de atuação de forma diferente poderá descrevê-la diferente. O que importa para mim, atualmente, é satisfazer-me em esfera pessoal quanto a estas definições, já que estes conceitos ainda não tem utilidade na esfera pública. Quando houver necessidade, certamente as pessoas vão encontrar a melhor maneira de defini-los de acordo com a área que eles podem ser utilizados.
Enfim, aqui finalizo o texto. Sinto que posso explorar mais o conceito de área de atuação, seu tamanho e sua relação com a precisão e a eficiência, mas deixarei isto para uma próxima vez que eu revisar este texto. Abraço a todos.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Sistemas de classificação e a objetificação do ser humano
Durante meus estudos independentes de psicologia, surgiu-me a necessidade de classificar os seres humanos. Este ser humano é alto, aquele é baixo. Este humano é pobre, aquele é rico. Este é inteligente, aquele burro. Este humano está acima da média, aquele abaixo. Classificações como estas são comuns quando se desenvolve sistemas de classificação para estudos da realidade. Afinal, um físico precisa saber se está lidando com um objeto líquido ou sólido em seu sistema para fazer suas previsões.
Contudo, observo algo interessante quando comunico as pessoas meu sistema de classificação dos seres humanos. As pessoas apresentam certa aversão ao sistema de classificação. A alegação mais significante era a de que o ser humano é muito mais do que qualquer classificação pode exprimir, cada ser humano é único. Esse tipo de afirmação me causava certa estranheza, já que quando observados um objeto e determinamos se ele é sólido ou líquido, a argumentação de que “cada objeto é único” também pode ser aplicada, já que cada objeto tem seu arranjo único de átomos tal como o ser humano, mas ninguém sente aversão a este tipo de classificação.
Então surge o mistério de explicar o que causa a aversão nas pessoas quanto a classificação dos seres humanos. E aqui vemos claramente o poder da mente humana, com sua capacidade de fazer associações implícitas que, com muita dificuldade pelo menos pra mim, podem ser traduzidas com alguma precisão para a linguagem humana. Neste caso, explico esse fenômeno psicológico como a “aversão da objetificação ao ser humano”. Segue a explicação.
Quando se tenta objetificar o ser humano através de classificações, excluí-se o maior atributo de todo ser humano: estar vivo. Isto porque um ser humano é vivo, mas um objeto é morto. Um objeto é o que é e assim o será até que algo ou alguém o mude, mas não uma pessoa. O poder de transformação está dentro dela, e quando um agente externo a classifica como “rica ou pobre, inteligente ou burra, acima ou abaixo da média”, este agente simplesmente está ignorando este poder e transformando-a em algo morto. E isto explica a aversão apresentada à classificação de seres humanos, já que é comum ao ser humano não se sentir a vontade diante da morte. O mesmo não acontece à classificação de coisas que já são objetos, como o exemplo do estudo físico citado anteriormente.
Sinto-me satisfeito diante desta definição deste fenômeno, tanto pela demonstração de poder de associação implícita da mente humana como também por ela me sugerir um modo de evitar essa associação e continuar meus estudos. O próximo questionamento a ser feito é: supondo que se consiga desenvolver um sistema de classificação de ser humano que consiga respeitar que o ser humano seja vivo, porque desenvolver isto? E é aqui que entra as implicações sobre o estudo da realidade.
Porque nos preocupamos em classificar um objeto em seu estado líquido ou sólido? Ora, para melhorar nossa capacidade de observação e comunicação. Classificar em si não diz muita sobre a realidade, mas a argumentação feita através de objetos definidos através da classificação diz. Por exemplo: “isto é líquido” não diz muita coisa sobre o objeto, mas “todo objeto líquido adquire a forma do seu recipiente” diz. O mesmo se aplica aos seres humanos. Classificamos pra aumentar nossa capacidade de comunicação e observação. Não é um erro classificar, mas sim achar que a classificação mortifica alguma coisa. A classificação é viva, pois ela depende de um ser vivo, neste caso o ser humano, para validá-la ou não. Afinal, quem torna a frase “todo objeto liquido adquire a forma de seu recipiente” verdadeira senão um ser vivo?
No final precisamos acreditar em nós, na nossa capacidade de observar, comunicar e de ser vivos. É preciso classificar a realidade para poder tomar decisões, aprender, ensinar, prever, adotar todos os benefícios que uma realidade bem classificada possa oferecer aos seres vivos que se preocupam em classificá-la, como resolver problemas e viver melhor. Claro que todo sistema de classificação tem sua distância da realidade, e essa distância deve ser conhecida e respeitada, mas isto não invalida os benefícios do estudo. Por exemplo, é dito que todo líquido adquire a forma de seu recipiente, mas não é dito o quão veloz ele faz isto.
Todo ser vivo deve ser livre para aceitar, rejeitar ou aperfeiçoar quaisquer sistemas que lhe é oferecido, assim como criar o seu próprio de modo a comunicar melhor à realidade que ele observa. Portanto, usemos essa liberdade com sabedoria, para aprendemos a resolver nossos problemas e encontrar os caminhos para a vida. Com isto em mente é que eu irei continuar com meus estudos do ser humano, sabendo que nenhuma classificação terá poder para definir exatamente o que um ser humano é, mas entendendo que é preciso ter alguma coisa, mesmo que imprecisa, para tirar minhas conclusões, organizar o que sinto e observo e conseguir desenvolver formas de prever e tomar decisões com base em algo mais estruturado que apenas a sensação.
Contudo, observo algo interessante quando comunico as pessoas meu sistema de classificação dos seres humanos. As pessoas apresentam certa aversão ao sistema de classificação. A alegação mais significante era a de que o ser humano é muito mais do que qualquer classificação pode exprimir, cada ser humano é único. Esse tipo de afirmação me causava certa estranheza, já que quando observados um objeto e determinamos se ele é sólido ou líquido, a argumentação de que “cada objeto é único” também pode ser aplicada, já que cada objeto tem seu arranjo único de átomos tal como o ser humano, mas ninguém sente aversão a este tipo de classificação.
Então surge o mistério de explicar o que causa a aversão nas pessoas quanto a classificação dos seres humanos. E aqui vemos claramente o poder da mente humana, com sua capacidade de fazer associações implícitas que, com muita dificuldade pelo menos pra mim, podem ser traduzidas com alguma precisão para a linguagem humana. Neste caso, explico esse fenômeno psicológico como a “aversão da objetificação ao ser humano”. Segue a explicação.
Quando se tenta objetificar o ser humano através de classificações, excluí-se o maior atributo de todo ser humano: estar vivo. Isto porque um ser humano é vivo, mas um objeto é morto. Um objeto é o que é e assim o será até que algo ou alguém o mude, mas não uma pessoa. O poder de transformação está dentro dela, e quando um agente externo a classifica como “rica ou pobre, inteligente ou burra, acima ou abaixo da média”, este agente simplesmente está ignorando este poder e transformando-a em algo morto. E isto explica a aversão apresentada à classificação de seres humanos, já que é comum ao ser humano não se sentir a vontade diante da morte. O mesmo não acontece à classificação de coisas que já são objetos, como o exemplo do estudo físico citado anteriormente.
Sinto-me satisfeito diante desta definição deste fenômeno, tanto pela demonstração de poder de associação implícita da mente humana como também por ela me sugerir um modo de evitar essa associação e continuar meus estudos. O próximo questionamento a ser feito é: supondo que se consiga desenvolver um sistema de classificação de ser humano que consiga respeitar que o ser humano seja vivo, porque desenvolver isto? E é aqui que entra as implicações sobre o estudo da realidade.
Porque nos preocupamos em classificar um objeto em seu estado líquido ou sólido? Ora, para melhorar nossa capacidade de observação e comunicação. Classificar em si não diz muita sobre a realidade, mas a argumentação feita através de objetos definidos através da classificação diz. Por exemplo: “isto é líquido” não diz muita coisa sobre o objeto, mas “todo objeto líquido adquire a forma do seu recipiente” diz. O mesmo se aplica aos seres humanos. Classificamos pra aumentar nossa capacidade de comunicação e observação. Não é um erro classificar, mas sim achar que a classificação mortifica alguma coisa. A classificação é viva, pois ela depende de um ser vivo, neste caso o ser humano, para validá-la ou não. Afinal, quem torna a frase “todo objeto liquido adquire a forma de seu recipiente” verdadeira senão um ser vivo?
No final precisamos acreditar em nós, na nossa capacidade de observar, comunicar e de ser vivos. É preciso classificar a realidade para poder tomar decisões, aprender, ensinar, prever, adotar todos os benefícios que uma realidade bem classificada possa oferecer aos seres vivos que se preocupam em classificá-la, como resolver problemas e viver melhor. Claro que todo sistema de classificação tem sua distância da realidade, e essa distância deve ser conhecida e respeitada, mas isto não invalida os benefícios do estudo. Por exemplo, é dito que todo líquido adquire a forma de seu recipiente, mas não é dito o quão veloz ele faz isto.
Todo ser vivo deve ser livre para aceitar, rejeitar ou aperfeiçoar quaisquer sistemas que lhe é oferecido, assim como criar o seu próprio de modo a comunicar melhor à realidade que ele observa. Portanto, usemos essa liberdade com sabedoria, para aprendemos a resolver nossos problemas e encontrar os caminhos para a vida. Com isto em mente é que eu irei continuar com meus estudos do ser humano, sabendo que nenhuma classificação terá poder para definir exatamente o que um ser humano é, mas entendendo que é preciso ter alguma coisa, mesmo que imprecisa, para tirar minhas conclusões, organizar o que sinto e observo e conseguir desenvolver formas de prever e tomar decisões com base em algo mais estruturado que apenas a sensação.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Sobre filosofia e sua relação com o amor
Faz algum tempo que eu venho desenvolvendo estruturas teóricas para lidar com o amor. Mas durante o desenvolvimento destas estruturas, se tornou óbvio pra mim que isto não é algo tão simples quanto produzir matemática ou sistemas lógicos. Amor é algo muito mais profundo que uma estrutura congelada de regras e comportamentos: o amor é vivo como a água em estado líquido, quente o suficiente pra não ser congelado e frio o suficiente pra deixar quem nela vive ter estabilidade.
Pensando nisso, de que adianta, afinal, conversar sobre o amor? Desenvolver suas estruturas teóricas ou viajar através do pensamento por todas as suas possibilidades? De outro modo, pra que serve pensar filosoficamente sobre o que significa o amor? Se no final das contas, não existem regras, comportamentos ou atitudes que o defina? Para responder isto, vamos buscar inspiração de uma área um pouco inusitada: o desenvolvimento de sistemas computacionais, que de certa forma se assemelha a arte como explicarei a seguir, mas ao contrário dela, seu objetivo não é subjetividade.
Muito se fala sobre a inteligência artificial. Mas muitos já concluíram que, se existir uma inteligência artificial o suficientemente avançada, esta se assemelhará aos seres humanos a menos pela velocidade de tomada de decisões. Isto significa que ela poderá errar, pois estará limitada, assim como os seres humanos, aos seus dados de entrada, que nem sempre são verdadeiros ou precisos graças à imperfeição dos instrumentos sensoriais. Ou seja: viver é, de uma forma ou outra, um processo de sentir a realidade.
É então que chegamos aos desenvolvedores de sistemas computacionais. Estes precisam desenvolver algoritmos para resolver um problema do mundo real de maneira eficiente, para então serem reconhecidos em seus empregos. Mas a questão é: como são desenvolvidos os algoritmos? Podemos adiantar a suposição de que não existe nenhuma forma mecânica de fazer isto, pois se existisse, a inteligência artificial já teria se desenvolvido e seria diferente do ser humano. Portanto, resolver problemas se demonstra um exercício de criatividade, investigação e decisões que leve ao caminho correto da solução.
Se pensarmos quantos caminhos existem para a solução otimizada do um problema e quantos existem que não leve a ela, chegamos a conclusão que qualquer ser que tente chegar a solução otimizada através do acaso terá uma probabilidade insignificante de ter sucesso. É neste momento que somos capazes de perceber a importância de pensar filosoficamente sobre qualquer assunto, e mais ainda, sobre um assunto tão importante quanto o amor.
É através do pensamento filosófico que exploramos todas as possibilidades do que pode ser sem nos preocuparmos com o caminho que leve de fato, aquilo que imaginamos à existência. Desta forma, embora não saibamos qual caminho seguir, diminuímos significantemente a chance de pegamos um caminho errado, pois existe a concepção filosófica de onde se quer chegar durante o processo de exploração da realidade. De fato, se pensarmos a quantidade de ideias significantes apresentadas por seres humanos para a resolução de problemas, percebemos a importância deste processo não somente para o amor, como também para qualquer atividade de envolvimento com a realidade.
Contudo, é inocente quem pensa que pensar na concepção filosófica é o suficiente para a resolução do problema. Isto é apenas parte do processo, embora uma parte importante. Muitas soluções são alcançadas ao acaso, com uma concepção básica de sua filosofia, mas com uma grande exploração da realidade. De fato, quanto mais se conhece sobre a realidade, maior é a chance de desenvolver uma concepção filosófica já compatível com ela. Caso contrário, é preciso testar, e se der errado, voltar à filosofia e explorar todas as possibilidades não levando em conta aquele caminho.
É natural supor que a solução otimizada, aquela que resolve o problema da melhor maneira possível, só é alcançada através de um forte embasamento filosófico associado ao forte embasamento prático. Esta dupla união é tão rara que quem a alcança é tem uma grande chance de se destaca em sua área, ou mesmo ser eternizado como alguns dos nossos mais famosos pensadores.
Agora que fortemente inspirados pela forma como a filosofia pode ajudar a resolver problemas, entendemos a importância de pensar filosoficamente sobre o amor: é através da concepção filosófica do que é o amor que os seres humanos têm maior chance de fazer as escolhas em seu cotidiano que o leve a ele. E embora cada ser humano seja único, e, portanto, o caminho que o leve ao amor também seja único, conceber o que é o amor, conversar sobre isso e observar como outras pessoas o alcançaram pode aumentar a chance de ele esbarrar ao acaso no caminho certo pra ele.
Finalizando o texto, falamos muito sobre como a filosofia pode ajudar o ser humano a resolver seus problemas e como usar isso no contexto de amor, respeitando a individualidade de cada um. Contudo, começando por um ponto de partida filosófico sobre o que é o amor, podemos fazer uma definição geral do que ele venha a ser. Cada um que se sinta a vontade para fazer sua própria definição, decidir qual pode ser a melhor ou a pior para si, e aqui darei a minha como forma de despedida: amor, para mim, é o caminho que leva o ser humano à vida e a satisfação. Um abraço a todos e até a próxima postagem!
Pensando nisso, de que adianta, afinal, conversar sobre o amor? Desenvolver suas estruturas teóricas ou viajar através do pensamento por todas as suas possibilidades? De outro modo, pra que serve pensar filosoficamente sobre o que significa o amor? Se no final das contas, não existem regras, comportamentos ou atitudes que o defina? Para responder isto, vamos buscar inspiração de uma área um pouco inusitada: o desenvolvimento de sistemas computacionais, que de certa forma se assemelha a arte como explicarei a seguir, mas ao contrário dela, seu objetivo não é subjetividade.
Muito se fala sobre a inteligência artificial. Mas muitos já concluíram que, se existir uma inteligência artificial o suficientemente avançada, esta se assemelhará aos seres humanos a menos pela velocidade de tomada de decisões. Isto significa que ela poderá errar, pois estará limitada, assim como os seres humanos, aos seus dados de entrada, que nem sempre são verdadeiros ou precisos graças à imperfeição dos instrumentos sensoriais. Ou seja: viver é, de uma forma ou outra, um processo de sentir a realidade.
É então que chegamos aos desenvolvedores de sistemas computacionais. Estes precisam desenvolver algoritmos para resolver um problema do mundo real de maneira eficiente, para então serem reconhecidos em seus empregos. Mas a questão é: como são desenvolvidos os algoritmos? Podemos adiantar a suposição de que não existe nenhuma forma mecânica de fazer isto, pois se existisse, a inteligência artificial já teria se desenvolvido e seria diferente do ser humano. Portanto, resolver problemas se demonstra um exercício de criatividade, investigação e decisões que leve ao caminho correto da solução.
Se pensarmos quantos caminhos existem para a solução otimizada do um problema e quantos existem que não leve a ela, chegamos a conclusão que qualquer ser que tente chegar a solução otimizada através do acaso terá uma probabilidade insignificante de ter sucesso. É neste momento que somos capazes de perceber a importância de pensar filosoficamente sobre qualquer assunto, e mais ainda, sobre um assunto tão importante quanto o amor.
É através do pensamento filosófico que exploramos todas as possibilidades do que pode ser sem nos preocuparmos com o caminho que leve de fato, aquilo que imaginamos à existência. Desta forma, embora não saibamos qual caminho seguir, diminuímos significantemente a chance de pegamos um caminho errado, pois existe a concepção filosófica de onde se quer chegar durante o processo de exploração da realidade. De fato, se pensarmos a quantidade de ideias significantes apresentadas por seres humanos para a resolução de problemas, percebemos a importância deste processo não somente para o amor, como também para qualquer atividade de envolvimento com a realidade.
Contudo, é inocente quem pensa que pensar na concepção filosófica é o suficiente para a resolução do problema. Isto é apenas parte do processo, embora uma parte importante. Muitas soluções são alcançadas ao acaso, com uma concepção básica de sua filosofia, mas com uma grande exploração da realidade. De fato, quanto mais se conhece sobre a realidade, maior é a chance de desenvolver uma concepção filosófica já compatível com ela. Caso contrário, é preciso testar, e se der errado, voltar à filosofia e explorar todas as possibilidades não levando em conta aquele caminho.
É natural supor que a solução otimizada, aquela que resolve o problema da melhor maneira possível, só é alcançada através de um forte embasamento filosófico associado ao forte embasamento prático. Esta dupla união é tão rara que quem a alcança é tem uma grande chance de se destaca em sua área, ou mesmo ser eternizado como alguns dos nossos mais famosos pensadores.
Agora que fortemente inspirados pela forma como a filosofia pode ajudar a resolver problemas, entendemos a importância de pensar filosoficamente sobre o amor: é através da concepção filosófica do que é o amor que os seres humanos têm maior chance de fazer as escolhas em seu cotidiano que o leve a ele. E embora cada ser humano seja único, e, portanto, o caminho que o leve ao amor também seja único, conceber o que é o amor, conversar sobre isso e observar como outras pessoas o alcançaram pode aumentar a chance de ele esbarrar ao acaso no caminho certo pra ele.
Finalizando o texto, falamos muito sobre como a filosofia pode ajudar o ser humano a resolver seus problemas e como usar isso no contexto de amor, respeitando a individualidade de cada um. Contudo, começando por um ponto de partida filosófico sobre o que é o amor, podemos fazer uma definição geral do que ele venha a ser. Cada um que se sinta a vontade para fazer sua própria definição, decidir qual pode ser a melhor ou a pior para si, e aqui darei a minha como forma de despedida: amor, para mim, é o caminho que leva o ser humano à vida e a satisfação. Um abraço a todos e até a próxima postagem!
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domingo, 16 de agosto de 2015
Resposta sobre o sexo e sua essência instatânea da Natália: a função do sexo na atual abstração de evolução do ser humano
Eu
consegui entender metade sobre o que vcs conversaram nessa conversa.
Vou tentar dar uma opinião: sermos onda é uma boa analogia pra
entendermos o oceano da evolução. O que é onda se não uma energia sendo
transmitida através de um meio físico com uma fonte geradora? Qual fonte
geradora é essa? Não sabemos. Mas uma vez essa energia transmitida para
o material, o material, através das suas propriedades, a transmitirá
para o futuro. Tal material somos nós, humanos, e essa energia é a
evolução.
Se essa onda será infinita ou não no mar da existência, não saberemos. Mas aqui entramos com a função do sexo: o que ele se tornou? Originou-se como um método de reprodução de modo a aumentar a variabilidade genética para se adaptar melhor as propriedades do ambiente, de acordo com a lei da seleção natural. Mas, agora, abstraímos a noção de ambiente, e assim sendo, abstraímos também a noção de reprodução. O que significa se reproduzir, atualmente? Gerar filhos sem criá-los? Podemos dizer que isto é uma forma de reprodução adequada ao que o humano se tornou atualmente? Muitos diriam que não.
Torna-se claro que ela atualmente é muito mais que somente a reprodução biológica: é também a reprodução do que essencialmente torna o que torna cada ser humano o que ele é. O ato sexual, portanto, embora não tenha mais nenhum efeito de reprodução biológico, ainda sim continua mantendo sua função, mas em uma nova abstração: ele é uma forma de reproduzir aquilo que o ser humano é. Quando fazemos sexo com outra pessoa, estamos dizendo a ela: continue a ser como vc é, isto me agrada, e por isto vou gastar meu esforço pra te agradar. E quando aceitamos o agrado de alguém, estamos dizendo a ela que é capaz de fazer ou o que ela é válido o suficiente pra nos satisfazer.
O sexo, de certa forma, está ligado a uma nova forma de alimentação. A energia sexual se tornou a nova fonte de alimento. Existem pessoas famintas, que querem cada vez mais e mais sexo porque querem cada vez mais e mais se firmarem enquanto serem que existem. Existem pessoas sem nenhum poder sexual, pois não são capazes de nada fazer ou não receberam herança nenhuma, são facilmente substituíveis. Estamos em uma nova selva: as pessoas sempre são capazes de ir além para se reproduzirem. Para isto, elas precisam de meios para sobreviver.
Além disto, o prazer de criar um filho está em ele ter vindo de uma boa fonte e da capacidade dele aprender o que há de melhor em nós e aperfeiçoar isto. Este processo é tão longo, atualmente, praticamente 18 anos, mais ou menos dependendo da família. Mas para termos o prazer de reproduzirmos temos que ter alcançado um patamar evolutivo bom o suficiente para nos sentirmos bem ao nos reproduzir: é ai aonde boa parte da energia sexual poderá ser bem aplicada, segundo a psicologia evolutiva. Aliás, existem várias formas de aplicar a energia sexual, como a forma destrutiva, por exemplo.
Sexo a forma mais primária de beleza. Todo ser humano precisa ser alimentado com beleza, para sua vida ser satisfatória. Quando ele é capaz de abstrair sua evolução a níveis mais elevados de sobrevivência ele consegue sentir beleza por coisas mais sofisticadas, mas ainda sim, de alguma forma, estas coisas estarão ligadas ao sexo, que se liga a reprodução. Contudo, um ser humano sem nenhum outro tipo de beleza recorrerá a beleza do sexo, na última instância, e se não consegui-la, se sentirá incapaz de seguir em frente na existência. Afim de evitar sua própria morte, ele assumirá posições complicadas para conquistar a beleza.
Desta forma, o ser humano vai sobrevivendo e reproduzindo, como uma grande onda. O sexo sim é algo instantaneo perto da eternidade da existência, mas seu significado é profundo e eterno. Quando fazemos sexo, estamos reproduzindo algo para a eternidade. Quando sentimos desejo sexual é porque aquele algo está associado, mesmo que inconscientemente, a algo que valorizamos e sentimos beleza. Assim a vida continua, assim suportamos a existência, assim sentimos a beleza e a satisfação de existir e dar continudade a existência.
PS: desculpas pelo texto srta. Natália, sempre me sinto inspirado a compartilhar minhas ideias com vc. Bjão.
Se essa onda será infinita ou não no mar da existência, não saberemos. Mas aqui entramos com a função do sexo: o que ele se tornou? Originou-se como um método de reprodução de modo a aumentar a variabilidade genética para se adaptar melhor as propriedades do ambiente, de acordo com a lei da seleção natural. Mas, agora, abstraímos a noção de ambiente, e assim sendo, abstraímos também a noção de reprodução. O que significa se reproduzir, atualmente? Gerar filhos sem criá-los? Podemos dizer que isto é uma forma de reprodução adequada ao que o humano se tornou atualmente? Muitos diriam que não.
Torna-se claro que ela atualmente é muito mais que somente a reprodução biológica: é também a reprodução do que essencialmente torna o que torna cada ser humano o que ele é. O ato sexual, portanto, embora não tenha mais nenhum efeito de reprodução biológico, ainda sim continua mantendo sua função, mas em uma nova abstração: ele é uma forma de reproduzir aquilo que o ser humano é. Quando fazemos sexo com outra pessoa, estamos dizendo a ela: continue a ser como vc é, isto me agrada, e por isto vou gastar meu esforço pra te agradar. E quando aceitamos o agrado de alguém, estamos dizendo a ela que é capaz de fazer ou o que ela é válido o suficiente pra nos satisfazer.
O sexo, de certa forma, está ligado a uma nova forma de alimentação. A energia sexual se tornou a nova fonte de alimento. Existem pessoas famintas, que querem cada vez mais e mais sexo porque querem cada vez mais e mais se firmarem enquanto serem que existem. Existem pessoas sem nenhum poder sexual, pois não são capazes de nada fazer ou não receberam herança nenhuma, são facilmente substituíveis. Estamos em uma nova selva: as pessoas sempre são capazes de ir além para se reproduzirem. Para isto, elas precisam de meios para sobreviver.
Além disto, o prazer de criar um filho está em ele ter vindo de uma boa fonte e da capacidade dele aprender o que há de melhor em nós e aperfeiçoar isto. Este processo é tão longo, atualmente, praticamente 18 anos, mais ou menos dependendo da família. Mas para termos o prazer de reproduzirmos temos que ter alcançado um patamar evolutivo bom o suficiente para nos sentirmos bem ao nos reproduzir: é ai aonde boa parte da energia sexual poderá ser bem aplicada, segundo a psicologia evolutiva. Aliás, existem várias formas de aplicar a energia sexual, como a forma destrutiva, por exemplo.
Sexo a forma mais primária de beleza. Todo ser humano precisa ser alimentado com beleza, para sua vida ser satisfatória. Quando ele é capaz de abstrair sua evolução a níveis mais elevados de sobrevivência ele consegue sentir beleza por coisas mais sofisticadas, mas ainda sim, de alguma forma, estas coisas estarão ligadas ao sexo, que se liga a reprodução. Contudo, um ser humano sem nenhum outro tipo de beleza recorrerá a beleza do sexo, na última instância, e se não consegui-la, se sentirá incapaz de seguir em frente na existência. Afim de evitar sua própria morte, ele assumirá posições complicadas para conquistar a beleza.
Desta forma, o ser humano vai sobrevivendo e reproduzindo, como uma grande onda. O sexo sim é algo instantaneo perto da eternidade da existência, mas seu significado é profundo e eterno. Quando fazemos sexo, estamos reproduzindo algo para a eternidade. Quando sentimos desejo sexual é porque aquele algo está associado, mesmo que inconscientemente, a algo que valorizamos e sentimos beleza. Assim a vida continua, assim suportamos a existência, assim sentimos a beleza e a satisfação de existir e dar continudade a existência.
PS: desculpas pelo texto srta. Natália, sempre me sinto inspirado a compartilhar minhas ideias com vc. Bjão.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
Resposta à pergunta do Pedro Torres: como a discussão do que é ser humano pode ser reduzida a discussão do que é uma maçã
Pedro,
vc lembra sobre a série de perguntas que vc fez a mim para identificar o
que é uma maçã? Bem, tenho quase certeza que sim, mas vou expô-las aqui
para quem mais tiver curiosidade em saber: o que é uma maçã? Uma maçã
mordida continua sendo uma maçã? Uma maçã pequena continua sendo uma
maçã? Metade de uma maçã é uma maçã? Ou seja, todas estas perguntas
estão fazendo referência a uma "maçã" ideal. Contudo, quem idealiza essa
maçã é o ser consciente, e essa idealização é feita através do uso que
será feito daquela maçã. Porém, é preciso implementar a maçã na
realidade, e a partir de então constrói-se um modelo. Alguns modelos vão
aceitar uma maçã mordida como maçã, outros não. Alguns modelos vão
aceitar uma maçã pequena sendo uma maçã, outros não. Da mesma forma, o
ser humano.
O que é um ser humano? Um ser humano sem braço, continua sendo um ser humano? Um ser humano com braço robótico, continua sendo um ser humano? Um ser humano com síndrome de down, continua sendo um ser humano? Novamente, depende do modelo. Para alguns modelos sim, para outros, estes são humanos "especiais", e ainda, há outros que mesmo deixa de considerá-los. Chegamos então aos modelos, e parece-me haver aqui a referência de um modelo real, e os demais modelos implementados. Fazemos a pergunta que modela o modelo real? Será ele um modelo platônico, que existe antes mesmo do objeto em si existir? Talvez passamos aqui para o estudo da memética.
De onde vem a "maçã" ideal? Ou, ainda, voltando a nossa conversa, Pedro, de onde vem o significado do número? Do ser consciente, oras! Concordamos, nós dois, que se um dia todos os matemáticos do universo morressem, a matemática morreria junto. O mesmo vale para a maçã. O mesmo vale para o ser humano. Portanto, o mesmo que irá validar o que é o significado de um número, irá validar o que é uma maçã, e também irá validar o que é ser humano: a concordância entre os seres conscientes envolvidos.
Se estamos falando de um modelo, seja ele ideal ou implementado, estamos falando também da necessidade que o ser consciente tem de interagir com a realidade. Se houver apenas um ser consciente e a realidade, o modelo ideal será exatamente aquilo que esse ser consciente idealizar, afinal, só existe ele com capacidade de dar identidade aos fenômenos da realidade. Contudo, se estamos falando de um modelo entre mais de um ser consciente, o modelo ideal será a negociação que ocorre entre todos estes seres e o que eles aceitam. Desta forma, a pergunta: "quanto pesa uma maçã ideal?" se torna extremamente complexa de ser respondida, porque a resposta envolve o consenso de todos aqueles que lidam com modelos envolvendo maçãs implementadas. Podemos, para a finalidade de encontrar uma resposta objetiva a esta pergunta, assumir que o peso da maçã ideal será a média aritmética de todos os modelos de maçãs ideais que existem entre os seres conscientes que lidam com maçãs implementadas. Contudo, nem todo mundo que lida com maçã implementada explícita o quanto sua maçã ideal pesa. Aliás, isto nos leva a uma questão interessante: o quanto o algo ideal é definido? Novamente, acho que a memética trata sobre isso. Seguindo.
Vejamos o exemplo das unidades de meda, o quilo por exemplo. O quilo ideal pesa exatamente um quilo. O mais próximo que temos do quilo ideal é o quilo encontrado em um cofre protegido por autoridades internacionais e é usado como referência para o comércio e indústria global como uma forma de acordo e harmonia (desculpem-me a falta de precisão neste dado, procurem na web que acharão). Para ser mais preciso, o quilo ideal foi definido, em acordo uns séculos atrás como sendo este objeto, mas sabe-se que ele está perdendo peso devido suas propriedades físicas (como decaimento químico) e por isso ele está se afastando do que foi definido como o "ideal" para a indústria e comércio. Li isso rapidamente agora e parece-me que vão substituir objeto por um mais preciso, com menos decaimento.
Voltamos, então, a discussão, "o que é ser humano?" E através da linha de raciocínio anterior reduzimos discussão a "o que é uma maçã?". A forma de obter a resposta, para as duas perguntas, é a mesma. Através da negociação do modelo ideal daqueles que lidam com essas implementações. Em alguns casos pode ser impossível definir. Mas isto nos leva a seguinte pergunta: quem implementa? Não, não é o ser humano, pois o ser humano não pode ser ao mesmo tempo aquele que define e aquele que é definido, pois isto seria paradoxal. Afinal, afirmamos que ser humano é aquele que define, como Pedro mencionou através do princípio dos universalistas, seria dizer que todo ser que é capaz de definir, é ser humano, e sabemos que isto não é verdade. A resposta para esta pergunta, pelo menos para mim e para meu modelo, está numa entidade que eu chamo de ser consciente evolutivo. Este ser, e o ser humano é uma implementação deste ser, é aquele que é capaz de definir. O ser humano também o é por transitividade.
Então, precisamos encontrar uma definição do ser consciente para o ser humano ideal. Para mim, a definição que a biologia desenvolveu através da Cladística, e aqui agradeço o link do Gabriel, é o suficiente para mim, enquanto ser consciente, para definir o ser humano ideal. Agora, quanto as implementações do ser humano, cabe a cada modelo que o implementa definir o que é ser humano para ele, e se essa modelagem é o suficiente para alcançar tudo o que o seres conscientes que participam deste modelo esperam.
Desculpem-me pelo texto longo, mas quis deixar tudo claro quanto a redução da definição do ser humano à definição de uma maçã e depois explicar, segundo o que eu percebo, como essas definição são feitas e suas classificações quanto ao seu grau de existência, pois eu imagino que isto serão questões que chegaremos ao decorrer dessa conversa. Abraço a todos.
Iana, exatamente por isso eu disse: "Não estou falando da representação do tempo, mas do tempo em si, como entidade." e "seja lá como vc queira sentir o tempo passando pela sua existência". Se vc sente o tempo passando através do movimento, que assim seja, vc tem o direito de definir o tempo como quiser prq vc é um ser consciente. Porém, não acho das definições, essa a mais correta, porque pela teoria da relatividade eu posso definir um ponto de referência inercial, e para esse ponto, ele nunca vai se mover, contudo, ainda sim, o tempo passa pra ele.
A menos que vc diga que o tempo está passando pra ele através do movimento interno dos seus átomos, e ai vem uma questão complicada: como fazer o átomo parar de se mover? E se conseguirmos, isto implica que o tempo também irá parar para aquele átomo? Talvez. Nesse caso, o tempo é movimento. Como parar o movimento? Se existir um como, então esta será a resposta para a pergunta: "como parar o tempo". Ou seja, podem ser coisas equivalentes.
Mas ainda sim há outro problema. Se definirmos o tempo como o movimento, e assumirmos como ponto de referência a entidade menos complexa do universo, o verdadeiro "átomo" universal, e se este átomo tiver uma natureza sem movimento, isto implica que para ele, o tempo não existe, já que ele não se movimenta. Se este "átomo" não tem movimento, e, portanto, o tempo para ele não existe, e se dele são compostas todas as matérias do universo, conceituar o tempo como movimento não me parece apropriado, a menos que seja o conceito de movimento a partir de certa complexidade de matéria. Mas que complexidade seria esta? Estamos estudando a natureza da física, afinal.
Então, ficamos com a pergunta: o que é o tempo? Eu respondo isto dizendo que nunca poderemos compreender totalmente o tempo, apenas ter um razoável modelo sobre o que ele significa. Afinal, ele, pra psicologia evolutiva, é a entidade consciente axiomática. Uma vez que vc o entenda, sobre qualquer forma, ele já vai ter mudado, e assim nunca seremos capaz de entendê-lo instantaneamente. Então você, como entidade consciente, será apenas capaz de senti-lo ou de desenvolver algum modelo que, no máximo, corresponda a realidade com certa imprecisão ou atraso.
O que é um ser humano? Um ser humano sem braço, continua sendo um ser humano? Um ser humano com braço robótico, continua sendo um ser humano? Um ser humano com síndrome de down, continua sendo um ser humano? Novamente, depende do modelo. Para alguns modelos sim, para outros, estes são humanos "especiais", e ainda, há outros que mesmo deixa de considerá-los. Chegamos então aos modelos, e parece-me haver aqui a referência de um modelo real, e os demais modelos implementados. Fazemos a pergunta que modela o modelo real? Será ele um modelo platônico, que existe antes mesmo do objeto em si existir? Talvez passamos aqui para o estudo da memética.
De onde vem a "maçã" ideal? Ou, ainda, voltando a nossa conversa, Pedro, de onde vem o significado do número? Do ser consciente, oras! Concordamos, nós dois, que se um dia todos os matemáticos do universo morressem, a matemática morreria junto. O mesmo vale para a maçã. O mesmo vale para o ser humano. Portanto, o mesmo que irá validar o que é o significado de um número, irá validar o que é uma maçã, e também irá validar o que é ser humano: a concordância entre os seres conscientes envolvidos.
Se estamos falando de um modelo, seja ele ideal ou implementado, estamos falando também da necessidade que o ser consciente tem de interagir com a realidade. Se houver apenas um ser consciente e a realidade, o modelo ideal será exatamente aquilo que esse ser consciente idealizar, afinal, só existe ele com capacidade de dar identidade aos fenômenos da realidade. Contudo, se estamos falando de um modelo entre mais de um ser consciente, o modelo ideal será a negociação que ocorre entre todos estes seres e o que eles aceitam. Desta forma, a pergunta: "quanto pesa uma maçã ideal?" se torna extremamente complexa de ser respondida, porque a resposta envolve o consenso de todos aqueles que lidam com modelos envolvendo maçãs implementadas. Podemos, para a finalidade de encontrar uma resposta objetiva a esta pergunta, assumir que o peso da maçã ideal será a média aritmética de todos os modelos de maçãs ideais que existem entre os seres conscientes que lidam com maçãs implementadas. Contudo, nem todo mundo que lida com maçã implementada explícita o quanto sua maçã ideal pesa. Aliás, isto nos leva a uma questão interessante: o quanto o algo ideal é definido? Novamente, acho que a memética trata sobre isso. Seguindo.
Vejamos o exemplo das unidades de meda, o quilo por exemplo. O quilo ideal pesa exatamente um quilo. O mais próximo que temos do quilo ideal é o quilo encontrado em um cofre protegido por autoridades internacionais e é usado como referência para o comércio e indústria global como uma forma de acordo e harmonia (desculpem-me a falta de precisão neste dado, procurem na web que acharão). Para ser mais preciso, o quilo ideal foi definido, em acordo uns séculos atrás como sendo este objeto, mas sabe-se que ele está perdendo peso devido suas propriedades físicas (como decaimento químico) e por isso ele está se afastando do que foi definido como o "ideal" para a indústria e comércio. Li isso rapidamente agora e parece-me que vão substituir objeto por um mais preciso, com menos decaimento.
Voltamos, então, a discussão, "o que é ser humano?" E através da linha de raciocínio anterior reduzimos discussão a "o que é uma maçã?". A forma de obter a resposta, para as duas perguntas, é a mesma. Através da negociação do modelo ideal daqueles que lidam com essas implementações. Em alguns casos pode ser impossível definir. Mas isto nos leva a seguinte pergunta: quem implementa? Não, não é o ser humano, pois o ser humano não pode ser ao mesmo tempo aquele que define e aquele que é definido, pois isto seria paradoxal. Afinal, afirmamos que ser humano é aquele que define, como Pedro mencionou através do princípio dos universalistas, seria dizer que todo ser que é capaz de definir, é ser humano, e sabemos que isto não é verdade. A resposta para esta pergunta, pelo menos para mim e para meu modelo, está numa entidade que eu chamo de ser consciente evolutivo. Este ser, e o ser humano é uma implementação deste ser, é aquele que é capaz de definir. O ser humano também o é por transitividade.
Então, precisamos encontrar uma definição do ser consciente para o ser humano ideal. Para mim, a definição que a biologia desenvolveu através da Cladística, e aqui agradeço o link do Gabriel, é o suficiente para mim, enquanto ser consciente, para definir o ser humano ideal. Agora, quanto as implementações do ser humano, cabe a cada modelo que o implementa definir o que é ser humano para ele, e se essa modelagem é o suficiente para alcançar tudo o que o seres conscientes que participam deste modelo esperam.
Desculpem-me pelo texto longo, mas quis deixar tudo claro quanto a redução da definição do ser humano à definição de uma maçã e depois explicar, segundo o que eu percebo, como essas definição são feitas e suas classificações quanto ao seu grau de existência, pois eu imagino que isto serão questões que chegaremos ao decorrer dessa conversa. Abraço a todos.
Iana, exatamente por isso eu disse: "Não estou falando da representação do tempo, mas do tempo em si, como entidade." e "seja lá como vc queira sentir o tempo passando pela sua existência". Se vc sente o tempo passando através do movimento, que assim seja, vc tem o direito de definir o tempo como quiser prq vc é um ser consciente. Porém, não acho das definições, essa a mais correta, porque pela teoria da relatividade eu posso definir um ponto de referência inercial, e para esse ponto, ele nunca vai se mover, contudo, ainda sim, o tempo passa pra ele.
A menos que vc diga que o tempo está passando pra ele através do movimento interno dos seus átomos, e ai vem uma questão complicada: como fazer o átomo parar de se mover? E se conseguirmos, isto implica que o tempo também irá parar para aquele átomo? Talvez. Nesse caso, o tempo é movimento. Como parar o movimento? Se existir um como, então esta será a resposta para a pergunta: "como parar o tempo". Ou seja, podem ser coisas equivalentes.
Mas ainda sim há outro problema. Se definirmos o tempo como o movimento, e assumirmos como ponto de referência a entidade menos complexa do universo, o verdadeiro "átomo" universal, e se este átomo tiver uma natureza sem movimento, isto implica que para ele, o tempo não existe, já que ele não se movimenta. Se este "átomo" não tem movimento, e, portanto, o tempo para ele não existe, e se dele são compostas todas as matérias do universo, conceituar o tempo como movimento não me parece apropriado, a menos que seja o conceito de movimento a partir de certa complexidade de matéria. Mas que complexidade seria esta? Estamos estudando a natureza da física, afinal.
Então, ficamos com a pergunta: o que é o tempo? Eu respondo isto dizendo que nunca poderemos compreender totalmente o tempo, apenas ter um razoável modelo sobre o que ele significa. Afinal, ele, pra psicologia evolutiva, é a entidade consciente axiomática. Uma vez que vc o entenda, sobre qualquer forma, ele já vai ter mudado, e assim nunca seremos capaz de entendê-lo instantaneamente. Então você, como entidade consciente, será apenas capaz de senti-lo ou de desenvolver algum modelo que, no máximo, corresponda a realidade com certa imprecisão ou atraso.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
A ideia de um ser perfeitamente evoluído é absurda ou divina
Segue-se os motivos:
Assumimos que um ser evoluí, em ultima instância, em resposta ao seu ambiente.
Assumimos que o ambiente tal como conhecemos nunca será estático. Ele sempre estará em constante mudança.
Assumimos que se um ser é perfeitamente evoluído, ele não tem mais como evoluir. Ou seja: ele está perfeitamente adaptado a realidade do seu ambiente.
Contudo, se assumirmos que a afirmação 3 é verdadeira, então entraremos em contradição, porque se o ser é perfeitamente evoluído implica que seu ambiente é perfeitamente estático, o que é falso de acordo com a afirmação dois.
Porém, podemos adaptar a terceira afirmação para que ela não torne o sistema contraditório caso seja verdadeira. Segue a adaptação:
Assumimos que se um ser é perfeitamente evoluído, ele não tem mais como evoluir, e ele necessariamente tem de ser onipresente, onipotente e onisciente em relação ao seu ambiente.
Conclusão: o único ser perfeitamente evoluído que poderia existir seria a própria definição de Deus.
Assumimos que um ser evoluí, em ultima instância, em resposta ao seu ambiente.
Assumimos que o ambiente tal como conhecemos nunca será estático. Ele sempre estará em constante mudança.
Assumimos que se um ser é perfeitamente evoluído, ele não tem mais como evoluir. Ou seja: ele está perfeitamente adaptado a realidade do seu ambiente.
Contudo, se assumirmos que a afirmação 3 é verdadeira, então entraremos em contradição, porque se o ser é perfeitamente evoluído implica que seu ambiente é perfeitamente estático, o que é falso de acordo com a afirmação dois.
Porém, podemos adaptar a terceira afirmação para que ela não torne o sistema contraditório caso seja verdadeira. Segue a adaptação:
Assumimos que se um ser é perfeitamente evoluído, ele não tem mais como evoluir, e ele necessariamente tem de ser onipresente, onipotente e onisciente em relação ao seu ambiente.
Conclusão: o único ser perfeitamente evoluído que poderia existir seria a própria definição de Deus.
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terça-feira, 2 de junho de 2015
A busca de Deus
Conhecer a verdadeira mecânica é conhecer a mente de Deus. Mas desta se derivam outras, as mecânicas mundanas, responsáveis pela continuação do que aqueles cujo o coração foi forte o suficiente pra resistir os desafios de alcançar tamanho conhecimento foram capazes de presentear a humanidade. Desta mecânica mundana nascem as recompensam e os prejuízos, todos a curto prazo, para preencher a vida daqueles que se preenchem com os conhecimentos passageiros, mas fáceis de se obter, da vida.
Conhecer a mente de Deus é um dos maiores desafios para qualquer ser humano. Apenas através do verdadeiro amor é possível alcançá-la, pois para alcançar tais conhecimentos, puros em sua essência, é necessário matar toda impureza do ser e buscar através do sentimento divino. Pois é através da morte que se conhece a vida, e somente através o amor é capaz de guiar o ser humano corretamente para alcançar aquilo que é imutável, pois somente assim ele andará pelo vale da morte e mesmo assim terá forças para continuar.
Há ainda outro perigo para aqueles que alcançam a mente de Deus: acessar tais conhecimentos podem fazê-lo se esquecer do que ele é, e mesmo até se confundir com o próprio Deus. Mas somente Deus é Deus, e cada humano é o que ele é. Mas apenas conhecendo a mente de Deus se tem acesso a verdadeira fé, ao verdadeiro amor e aos conhecimentos capazes de revolucionar a mecânica mundana reproduzida por aqueles que são responsáveis pela continuidade da atualidade.
A atualidade que não é eterna: tende a se deteriorar e corromper por ser composta apenas dos conhecimentos descobertos por aqueles cujo guia não foi o sentimento divino, mas sim sentimentos efêmeros e fundamentados no passageiro ou na mentira. Mas neles não há culpa, pois o ser humano é falho por sua própria natureza, mas são suas falhas que dão espaço a renovação, à descoberta, e ao cada vez melhor entendimento da mente divina por aqueles que a buscam. Sem o pecado não há virtude. Sem a morte não há vida. Sem amor não há Deus.
O que não falta são pessoas capazes de produzir dinheiro, conhecimento, beleza, mas não estão em paz ou em nada contribuem para o bem-estar do próximo. Estes não são guiados pelo amor, mas pela mecânica da vida que os faz continuar sem acordar para o que é a vida, sem acordar para Deus. Para todos aqueles cujo suicídio já passou a mente, acreditem no amor: deixem o que há de ruim e em vocês morrer e que sobre somente o amor, e assim vocês estarão mais perto de Deus, pois terão condições de buscá-lo através do que é produzido por aqueles que agem apenas por agir. E então a recompensa chegará: evoluir através da paz divina.
Conhecer a mente de Deus é um dos maiores desafios para qualquer ser humano. Apenas através do verdadeiro amor é possível alcançá-la, pois para alcançar tais conhecimentos, puros em sua essência, é necessário matar toda impureza do ser e buscar através do sentimento divino. Pois é através da morte que se conhece a vida, e somente através o amor é capaz de guiar o ser humano corretamente para alcançar aquilo que é imutável, pois somente assim ele andará pelo vale da morte e mesmo assim terá forças para continuar.
Há ainda outro perigo para aqueles que alcançam a mente de Deus: acessar tais conhecimentos podem fazê-lo se esquecer do que ele é, e mesmo até se confundir com o próprio Deus. Mas somente Deus é Deus, e cada humano é o que ele é. Mas apenas conhecendo a mente de Deus se tem acesso a verdadeira fé, ao verdadeiro amor e aos conhecimentos capazes de revolucionar a mecânica mundana reproduzida por aqueles que são responsáveis pela continuidade da atualidade.
A atualidade que não é eterna: tende a se deteriorar e corromper por ser composta apenas dos conhecimentos descobertos por aqueles cujo guia não foi o sentimento divino, mas sim sentimentos efêmeros e fundamentados no passageiro ou na mentira. Mas neles não há culpa, pois o ser humano é falho por sua própria natureza, mas são suas falhas que dão espaço a renovação, à descoberta, e ao cada vez melhor entendimento da mente divina por aqueles que a buscam. Sem o pecado não há virtude. Sem a morte não há vida. Sem amor não há Deus.
O que não falta são pessoas capazes de produzir dinheiro, conhecimento, beleza, mas não estão em paz ou em nada contribuem para o bem-estar do próximo. Estes não são guiados pelo amor, mas pela mecânica da vida que os faz continuar sem acordar para o que é a vida, sem acordar para Deus. Para todos aqueles cujo suicídio já passou a mente, acreditem no amor: deixem o que há de ruim e em vocês morrer e que sobre somente o amor, e assim vocês estarão mais perto de Deus, pois terão condições de buscá-lo através do que é produzido por aqueles que agem apenas por agir. E então a recompensa chegará: evoluir através da paz divina.
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