quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sobre homossexualidade e armamento

Sobre a homossexualidade:
Para aqueles que atingem certo grau de autoconhecimento, a sexualidade se torna uma força, mais forte ou mais fraca a depender de como ela é exercitada. Para estes, enxergar os homossexuais com normalidade se torna tarefa paradoxal, pois eles próprios educam-se para tratar o sexo através de uma construção moral que faça a sociedade funcionar em paz. Aceitar com normalidade os homossexuais a seu cotidiano se torna uma difícil tarefa, pois implica em conviver com pessoas que não tem autoconhecimento o suficiente para direcionar corretamente seu ímpeto sexual ou, se tiverem, desprezam o bom convívio social. Como, portanto, oferecer um espaço à aqueles que parecem não ligar para uma estrutura de sociedade o suficientemente estável e forte para aguentar as pressões de desenvolvimento que a realidade possa exercer, como o próprio crescimento da nossa sociedade? No entanto, pecam do mesmo pecado dos que ignoram aqueles que tratam não somente com ignorância, mas com violência aqueles que parecem ignorar. Pois é verdade que cada um de nós deseja oferecer solução para a vida do próximo, e se nos falta conhecimento para solucionar a ignorância alheia, que nos reste amor para fazer o que de melhor possamos fazer para compreender a nós mesmos e, através disto, oferecer alguma ajuda ao próximo em seu próprio processo de autoconhecimento.

PS: Homossexualismo foi só o caso que me gerou a inspiração. No entanto, aqui podem ser encaixados outros comportamentos que geram instabilidade social.

Sobre o armamento:
Todo ser humano está armado. Ele tem seus dois punhos, suas duas pernas. Ele pode defender, atacar, esquivar. O mal, no entanto, não se contenta com o que tem, reforça-se com armas externas, de fogo ou branca. O ser humano de bem é tentado a achar que o melhor a se fazer se armar, esquecendo-se, no entanto, de que já está armando. Estando, portanto, já armado, ele irá aumentar seu armamento tanto quanto o mal. O mal, por sua vez, como antes, não irá se contentar em estar menos armado, irá se armar mais. E, na impossibilidade de armar-se melhor, irá fazer abordagens mais agressivas. Poderá o homem de bem ser bom tendo a preocupação constante de lutar contra o mal? Pode ou não um homem de bem já ser morto por um ataque surpresa de um assaltante que quer apenas os seus pertences? Ainda: quanto vale a vida de um homem de bem, que luta contra um bandido, ambos armados? Estamos igualando a vida de um homem de bem à vida de um homem de mal ao aceitarmos que ambos se armem. O bem deve sim lutar contra o mal, mas através da organização, da inteligência, do acumulo de conhecimento e práticas que levam a eficiência e a minimização dos danos. Pois todo dano no mal é pouco, mas todo dano no bem é muito. Sem este tipo de organização, o bem e o mal podem se confundir, pois o que separa um ou outro pode ser simplesmente a posição de referência. No entanto, se nem os homens de bem conseguem se organizar e lutar em paz, pode significar que o mal que se levanta não seja tão mal assim senão apenas um reflexo da falta de bem.

PS: Toda autoridade, mesmo que instituída, sem amor se torna ilegal. É dever daqueles que amam encontrar um modo de reinstituir sua legalidade.

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