Sobre a homossexualidade:
Para aqueles que atingem certo grau de autoconhecimento, a
sexualidade se torna uma força, mais forte ou mais fraca a depender de
como ela é exercitada. Para estes, enxergar os homossexuais com
normalidade se torna tarefa paradoxal, pois eles próprios educam-se
para tratar o sexo através de uma construção moral que faça a sociedade
funcionar em paz. Aceitar com normalidade os homossexuais a seu cotidiano se torna
uma difícil tarefa, pois implica em conviver com pessoas que não tem
autoconhecimento o suficiente para direcionar corretamente seu ímpeto
sexual ou, se tiverem, desprezam o bom convívio social. Como, portanto,
oferecer um espaço à aqueles que parecem não ligar para uma estrutura de
sociedade o suficientemente estável e forte para aguentar as pressões
de desenvolvimento que a realidade possa exercer, como o próprio
crescimento da nossa sociedade? No entanto, pecam do mesmo pecado dos
que ignoram aqueles que tratam não somente com ignorância, mas com violência aqueles que parecem ignorar. Pois é verdade que cada um de nós
deseja oferecer solução para a vida do próximo, e se nos falta
conhecimento para solucionar a ignorância alheia, que nos reste amor
para fazer o que de melhor possamos fazer para compreender a nós mesmos
e, através disto, oferecer alguma ajuda ao próximo em seu próprio
processo de autoconhecimento.
PS: Homossexualismo foi só o caso que me gerou a inspiração. No entanto, aqui podem ser encaixados outros comportamentos que geram instabilidade social.
Sobre o armamento:
Todo
ser humano está armado. Ele tem seus dois punhos, suas duas pernas. Ele
pode defender, atacar, esquivar. O mal, no entanto, não se contenta com
o que tem, reforça-se com armas externas, de fogo ou branca. O ser
humano de bem é tentado a achar que o melhor a se fazer se armar,
esquecendo-se, no entanto, de que já está armando. Estando, portanto, já
armado, ele irá aumentar seu armamento tanto quanto o mal. O mal, por
sua vez, como antes, não irá se contentar em estar menos armado, irá se
armar mais. E, na impossibilidade de armar-se melhor, irá fazer
abordagens mais agressivas. Poderá o homem de bem ser bom tendo a
preocupação constante de lutar contra o mal? Pode ou não um homem de bem
já ser morto por um ataque surpresa de um assaltante que quer apenas os
seus pertences? Ainda: quanto vale a vida de um homem de bem, que luta
contra um bandido, ambos armados? Estamos igualando a vida de um homem
de bem à vida de um homem de mal ao aceitarmos que ambos se armem. O bem
deve sim lutar contra o mal, mas através da organização, da
inteligência, do acumulo de conhecimento e práticas que levam a
eficiência e a minimização dos danos. Pois todo dano no mal é pouco, mas
todo dano no bem é muito. Sem este tipo de organização, o bem e o mal
podem se confundir, pois o que separa um ou outro pode ser simplesmente a
posição de referência. No entanto, se nem os homens de bem conseguem se
organizar e lutar em paz, pode significar que o mal que se levanta não
seja tão mal assim senão apenas um reflexo da falta de bem.
PS: Toda autoridade, mesmo que instituída, sem amor se torna ilegal. É dever
daqueles que amam encontrar um modo de reinstituir sua legalidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário