domingo, 15 de outubro de 2017

Mateus e relacionamentos

Assumindo o lugar de Deus:
Quando te achas importante o suficiente para não ter tempo de orar a Deus, mandas uma mensagem a Ele: estou no teu lugar, não preciso de ti, dou conta! Alerto-te, neste caso: esteja preparado para aguentar o peso da responsabilidade do mundo nas tuas costas, pois estás tu mesmo te colocando na posição Dele. Afinal, preferes tu contar contigo mesmo, teu próprio esforço e sabedoria que aproveitar tua presença com Ele e adorá-lo, confiando que Ele resolverá ao modo e à sabedoria Dele tudo aquilo que está além de ti.

O peso, a graça e a honra:
Estes dias, ao ir louvar à Deus na igreja, senti um certo peso. Nada mais era que minhas preocupações invadindo o meu ser. Ao escutar isso, um amigo meu comentou que nosso pastor comentou que o peso do mundo nos impede de louvar. Isto ficou na minha cabeça. Associado a isto, em Mateus 11:28-30, Jesus diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Acredito que esta visão não seja novidade na igreja, pois já ouvi uma ministração que falou algo parecido com a que estou falando, e o pastor de hoje também disse que o cristão tem sua cruz, mas que ela era leve, citando também este versículo. No entanto, esta noite surgiu um questionamento: por que uns são capazes de suportar mais peso que outros? Ou, reformulando a pergunta, por que uns são mais que outros?

Muito se fala na nossa igreja sobre a graça. Em 1 coríntios 1:27 diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Portanto, acredito que com base neste versículo, é possível afirmar que a graça de Deus é algo imprevisível para os homens. Ora, qual seria o efeito de qualquer homem ser agraciado por Deus, se não ter a capacidade de carregar um peso maior que outros?

Desta forma, encontrei uma conexão interessante entre dois conceitos. A graça e o peso da cruz. Muitos podem questionar-se: mas por que carregar um peso maior seria uma graça? Isto me parece ser claramente respondido por outro conceito bastante citado lá na igreja que estou frequentando, que é a honra. Aquele que suporta maior peso, é mais honrado. E ele só suportará mais peso se a graça de Deus estiver nele, do contrário, ele estará carregando uma cruz maior que ele, e isto certamente não agradaria a Deus, pois o levaria a morte a qual Jesus já sofreu.

Ora, a honra é como uma forma de beleza. Assim como a beleza, a honra é uma finalidade em si, um elemento capaz de satisfazer o viver humano. Portanto, ser uma pessoa honrada é algo desejável. Por ser desejável, assim como a beleza, pode haver quem a queira através de artifícios humanos, mas a verdadeira honra vem apenas de Deus, pois é ele que nos dá a graça para suportar o peso da cruz de maneira leve e suave, mas ainda sim seguros de que a vida prosperará. Toda honra que vem de Deus é boa, mesmo que não entre para a história. É ela que alimenta nossa sociedade. Idem para beleza.

Separação:
Há um versículo interessante para que possamos introduzir o tema, em Mateus 5:32, no qual Jesus diz: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

Este versículo pode assustar ou parecer injusto para quem o lê sem entendimento, mas é preciso considerar que Jesus considerava que Deus criou um homem para uma mulher, e, portanto, um só casamento bastava. Portanto, o homem que colocasse sua mulher em posição de adultério, se ela o cometesse, este se separaria dela ou teria de aceitar o fato ocorrido. No entanto, caso ele se separe, não poderia mais se casar com nenhuma outra mulher, pois já era casado. Idem pra ela, e por isso que qualquer um que se case com ela também é adultero.

No entanto, ainda sim, há uma questão complicada neste versículo. Casar e assumir que, por isso, um casal irá ficar junto para o resto da vida, é um conceito complexo e que pode levar as pessoas à separação de sua comunhão com Deus ao invés da verdade plena. Pelo menos eu considero isto. Afinal, implementar apenas parte da verdade, como se ela fosse uma verdade completa, pode ser uma mentira pior que deixar que a verdade seja encontrada por si só.

Portanto, o que fazer numa situação destas? Para responder a esta pergunta, é bom que se tenha lido o conceito fundamental Renascimento. Nele está a chave para compreendermos uma visão harmônica e justa desta situação. Afinal, assim como a primeira vida, um casamento pode ter se iniciado com bases espirituais enganosas. Portanto, eu acredito que, quando há o renascimento do espírito, este mesmo espírito é lavado de um casamento ruim, pois é uma nova vida. Desta forma, percebam que os ensinamentos sagrados não nos obriga a nada. Ele apenas dá suas instruções divinas para que alcancemos aos céus, se assim acreditarmos na sua palavra.

Como foi dito no renascimento, tudo aquilo que foi construído em bases sagradas pode ser convertido para uma nova vida. Isto pode incluir o casamento, se ele resistir. Mas certamente incluirá os filhos, pois toda vida é sagrada. O convívio poderá ser convertido ou não, a depender do espírito no qual as coisas ali estão construídas. Lembremo-nos dos frutos que aqueles que vivem no espírito de Deus carregam consigo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quaisquer relações que apresentem estas características, certamente há algo de Deus nelas.

Assim como no renascimento, é preciso tomar cuidado para que o casamento não se torne algo banal. Este cuidado é tomado através do conceito de promiscuidade, que diz que todo comportamento sexual que avance os limites aceitáveis dentro da cultura podem ser pecaminosos. Há o pai, a mãe e/ou as autoridades religiosas de cada um dos envolvidos em um namoro, assim como a comunidade. Toda esta dinâmica de relacionamento, por si só, é capaz de determinar um comportamento sadio de construção de relacionamento que leve ao casamento, desde que todas estas pessoas estejam comprometidas com o espírito santo. Ser promíscuo é ignorar estas coisas, o que levará a desequilíbrio a ser tratado através de oração.

Lembremos que, em Gênesis, Deus criou um homem para uma mulher. Isto ainda é verdade, pois quando o homem ou a mulher renascem, é bom que eles esperem por seus pares para que assim agrademos a Deus. Sei que foge um pouco ao tema, mas para finalizar: relações sexuais por si só são vazias, a menos que aconteçam como consequência de toda a construção de vida. Neste caso, todo o vazio das relações sexuais é preenchido com vida, tanta vida que chega a transbordar tanto no espírito quanto no físico. Afinal, é através do sexo que novas criaturas são geradas, e é através do amor do pai e da mãe que novos filhos de Deus o são.

PS: o vídeo da ministração: https://www.youtube.com/watch?v=ADXNDbECEOw

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