domingo, 15 de outubro de 2017

Mateus e relacionamentos

Assumindo o lugar de Deus:
Quando te achas importante o suficiente para não ter tempo de orar a Deus, mandas uma mensagem a Ele: estou no teu lugar, não preciso de ti, dou conta! Alerto-te, neste caso: esteja preparado para aguentar o peso da responsabilidade do mundo nas tuas costas, pois estás tu mesmo te colocando na posição Dele. Afinal, preferes tu contar contigo mesmo, teu próprio esforço e sabedoria que aproveitar tua presença com Ele e adorá-lo, confiando que Ele resolverá ao modo e à sabedoria Dele tudo aquilo que está além de ti.

O peso, a graça e a honra:
Estes dias, ao ir louvar à Deus na igreja, senti um certo peso. Nada mais era que minhas preocupações invadindo o meu ser. Ao escutar isso, um amigo meu comentou que nosso pastor comentou que o peso do mundo nos impede de louvar. Isto ficou na minha cabeça. Associado a isto, em Mateus 11:28-30, Jesus diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Acredito que esta visão não seja novidade na igreja, pois já ouvi uma ministração que falou algo parecido com a que estou falando, e o pastor de hoje também disse que o cristão tem sua cruz, mas que ela era leve, citando também este versículo. No entanto, esta noite surgiu um questionamento: por que uns são capazes de suportar mais peso que outros? Ou, reformulando a pergunta, por que uns são mais que outros?

Muito se fala na nossa igreja sobre a graça. Em 1 coríntios 1:27 diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Portanto, acredito que com base neste versículo, é possível afirmar que a graça de Deus é algo imprevisível para os homens. Ora, qual seria o efeito de qualquer homem ser agraciado por Deus, se não ter a capacidade de carregar um peso maior que outros?

Desta forma, encontrei uma conexão interessante entre dois conceitos. A graça e o peso da cruz. Muitos podem questionar-se: mas por que carregar um peso maior seria uma graça? Isto me parece ser claramente respondido por outro conceito bastante citado lá na igreja que estou frequentando, que é a honra. Aquele que suporta maior peso, é mais honrado. E ele só suportará mais peso se a graça de Deus estiver nele, do contrário, ele estará carregando uma cruz maior que ele, e isto certamente não agradaria a Deus, pois o levaria a morte a qual Jesus já sofreu.

Ora, a honra é como uma forma de beleza. Assim como a beleza, a honra é uma finalidade em si, um elemento capaz de satisfazer o viver humano. Portanto, ser uma pessoa honrada é algo desejável. Por ser desejável, assim como a beleza, pode haver quem a queira através de artifícios humanos, mas a verdadeira honra vem apenas de Deus, pois é ele que nos dá a graça para suportar o peso da cruz de maneira leve e suave, mas ainda sim seguros de que a vida prosperará. Toda honra que vem de Deus é boa, mesmo que não entre para a história. É ela que alimenta nossa sociedade. Idem para beleza.

Separação:
Há um versículo interessante para que possamos introduzir o tema, em Mateus 5:32, no qual Jesus diz: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

Este versículo pode assustar ou parecer injusto para quem o lê sem entendimento, mas é preciso considerar que Jesus considerava que Deus criou um homem para uma mulher, e, portanto, um só casamento bastava. Portanto, o homem que colocasse sua mulher em posição de adultério, se ela o cometesse, este se separaria dela ou teria de aceitar o fato ocorrido. No entanto, caso ele se separe, não poderia mais se casar com nenhuma outra mulher, pois já era casado. Idem pra ela, e por isso que qualquer um que se case com ela também é adultero.

No entanto, ainda sim, há uma questão complicada neste versículo. Casar e assumir que, por isso, um casal irá ficar junto para o resto da vida, é um conceito complexo e que pode levar as pessoas à separação de sua comunhão com Deus ao invés da verdade plena. Pelo menos eu considero isto. Afinal, implementar apenas parte da verdade, como se ela fosse uma verdade completa, pode ser uma mentira pior que deixar que a verdade seja encontrada por si só.

Portanto, o que fazer numa situação destas? Para responder a esta pergunta, é bom que se tenha lido o conceito fundamental Renascimento. Nele está a chave para compreendermos uma visão harmônica e justa desta situação. Afinal, assim como a primeira vida, um casamento pode ter se iniciado com bases espirituais enganosas. Portanto, eu acredito que, quando há o renascimento do espírito, este mesmo espírito é lavado de um casamento ruim, pois é uma nova vida. Desta forma, percebam que os ensinamentos sagrados não nos obriga a nada. Ele apenas dá suas instruções divinas para que alcancemos aos céus, se assim acreditarmos na sua palavra.

Como foi dito no renascimento, tudo aquilo que foi construído em bases sagradas pode ser convertido para uma nova vida. Isto pode incluir o casamento, se ele resistir. Mas certamente incluirá os filhos, pois toda vida é sagrada. O convívio poderá ser convertido ou não, a depender do espírito no qual as coisas ali estão construídas. Lembremo-nos dos frutos que aqueles que vivem no espírito de Deus carregam consigo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quaisquer relações que apresentem estas características, certamente há algo de Deus nelas.

Assim como no renascimento, é preciso tomar cuidado para que o casamento não se torne algo banal. Este cuidado é tomado através do conceito de promiscuidade, que diz que todo comportamento sexual que avance os limites aceitáveis dentro da cultura podem ser pecaminosos. Há o pai, a mãe e/ou as autoridades religiosas de cada um dos envolvidos em um namoro, assim como a comunidade. Toda esta dinâmica de relacionamento, por si só, é capaz de determinar um comportamento sadio de construção de relacionamento que leve ao casamento, desde que todas estas pessoas estejam comprometidas com o espírito santo. Ser promíscuo é ignorar estas coisas, o que levará a desequilíbrio a ser tratado através de oração.

Lembremos que, em Gênesis, Deus criou um homem para uma mulher. Isto ainda é verdade, pois quando o homem ou a mulher renascem, é bom que eles esperem por seus pares para que assim agrademos a Deus. Sei que foge um pouco ao tema, mas para finalizar: relações sexuais por si só são vazias, a menos que aconteçam como consequência de toda a construção de vida. Neste caso, todo o vazio das relações sexuais é preenchido com vida, tanta vida que chega a transbordar tanto no espírito quanto no físico. Afinal, é através do sexo que novas criaturas são geradas, e é através do amor do pai e da mãe que novos filhos de Deus o são.

PS: o vídeo da ministração: https://www.youtube.com/watch?v=ADXNDbECEOw

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Tradutores de humanidade


     Tudo antes do nascimento de um ser humano assim como tudo depois da sua morte pode ser convergido em eternidade. Sendo assim, qual o significado do ínfimo sopro de existência que é um ser humano? Seria nenhum, se não fôssemos capazes de conceber a humanidade. Embora a humanidade também seja um ínfimo ponto de existência na eternidade, para o ser humano, ela é eterna, afinal, todo ele nasce e morre dentro da humanidade. Porém, diferente do ser humano, que é um vazio em busca do seu próprio preenchimento, a humanidade satisfaz a si mesma com sua própria existência.

    Ora, como não assumir que todo ser humano deve preencher seu vazio com humanidade? Pois o que de melhor haveria para o ser humano que se preencher de uma satisfação que em si mesma é satisfeita? No entanto, é notável que nem todo ser humano consegue encontrar a humanidade. Preenche-se da transformação, da estabilidade, do poder, do desejo, de tarefas, de fartura, de buscas enganosas, de bondade ou de malícia, mas não de humanidade.  O que seria então humanidade, se todas estas coisas são necessárias à vida, mas, em si, não possuem humanidade?

    Observemos como, durante o viver humano, as transformações estão presentes. Transforma-se a tecnologia, o comportamento, os conceitos, de modo que tudo parece novo a cada geração que se passa. Contudo, para a humanidade, todas estas transformações são contempladas por sua própria existência, afinal, quem transforma é o ser humano, que por sua vez está imerso na humanidade. Portanto, as transformações que o humano impõe na sua existência nada significam para humanidade, mas o que significam estas transformações em si?

    Para responder a esta pergunta, pensemos, porém, no significado da existência da humanidade. Assumimos que ela é tangível ao ser humano e que, por outro lado, as transformações efetuadas pelo ser humano não teriam efeito sobre ela. Assim sendo, porque não conceber a humanidade como algo imutável? Afinal, se o direto uso da humanidade é feita pelo ser humano, mas ele em si não consegue transformá-la, o que mais conseguiria? Portanto, a humanidade para o ser humano é imutável assim como a existência para humanidade também o é.

    Embora não tenhamos respondido exatamente o que é a humanidade, descobrimos uma característica sua. Ao unir esta característica com a constatação anterior de que o ser humano deve se preencher dela para satisfazer seu vazio, é possível concluir que as transformações efetuadas por cada ser humano durante sua existência nada mais é que traduzir a humanidade para seu tempo histórico. Ou seja, a humanidade é algo que deve ser trazido para realidade através da busca humana, por cada ser humano, adaptando-a aos comportamentos, à geografia e às tecnologias, aos conceitos específicos daquele tempo que ele existe.

     Ou seja: a humanidade pode estar em tudo aquilo buscado ou produzido pelo ser humano, desde que esta busca ou produção tenha como motivação trazer a humanidade para a existência. Desta forma, coisas que antes eram vazias, como descrito anteriormente, tornam-se cheias de satisfação, e nisto está incluso o próprio ser humano. Quando uma sociedade não está preocupada em traduzir a humanidade para seu tempo histórico, ela fatalmente decairá em sofrimento ou, no máximo, manterá a humanidade herdada. No entanto, quando o contrário acontece, ela viverá uma ascensão de grande satisfação em sua existência.

A introdução de Jesus em Mateus

Introdução:
Dia após dia sigo minha caminhada no amadurecimento espiritual em Cristo. Estes dias tenho estado muito ocupado com o teatro evangélico que participei recentemente, mas agora acabou e tenho tempo para voltar aos meus estudos bíblicos. Participar desta peça, porém, foi uma experiência sobrenatural. É interessante notar o mover do espírito, pois durante a peça não senti emoção precisamente, mas senti que estava num momento único e especial, dado por Deus, que aconteceu simplesmente porque era da vontade dela. Não deveria ser assim todo o proceder da vida? Obviamente, eu e meus irmãos do teatro trabalhamos bastante para seu acontecimento, oramos a Deus, criamos, para que tudo ocorresse perfeitamente, mas ainda sim não foi mérito nosso tal acontecimento, apenas honra por termos participado de tal evento.

Estou caminhando através de Mateus, atualmente. Encontro-me em Mateus 10. Até agora, vi o início da vida de Jesus, que foi pulada diretamente para o seu próprio renascimento. Acredito que esse início tenha sido mencionado para convergir certas profecias em Jesus e para dar base histórica para o que acontecerá em seguida. De qualquer forma, chegamos logo no renascimento de Jesus, através do seu batismo por João. É tão interessante quanto o próprio Jesus passou pelo processo de segunda vida. Toda vida antes do renascimento de Jesus parece ter sido ignorada, assim como todos devemos ignorar toda vida antes que tivemos no mundo. Ainda, depois do discurso que Jesus da no monte, parece-me que ele estava se descobrindo. Essa foi à sensação que eu tive. Obviamente, por espírito, ele sempre soube que ele é ele. Enfim, não há momento mais oportuno para que eu escrava sobre o que eu penso sobre o renascimento. Prossigamos.

Renascimento:
No vídeo da prof. Lúcia Helena Galvão, ela diz que o renascimento é uma prática muito recorrente em diversas culturas. Esquecer toda vida animal para então renascer espiritualmente parece fazer sentido, afinal, todo ser humano nasce na ignorância, e caminha para a luz, que é o crescimento espiritual e para nós, cristãos, o próprio Cristo. De qualquer forma, o renascimento em si pode causar uma série de confusões. Gostaria aqui de estabelecer uma visão que, a meu ver, parece lidar bem com eles. Antes, no entanto, é preciso estabelecer o cenário no qual este conceito irá atuar.

Atualmente, as igrejas cristãs buscam novos fieis ou reacender o fogo dos antigos que se distanciaram da palavra de Deus. Para ser um fiel, no entanto, é preciso declarar Jesus como verdadeiro salvador. Este é um processo de renascimento, pois quando se aceita Jesus, se toda a vida anterior construída antes dele. A partir de agora, uma nova vida irá ser construída através dos ensinamentos de Jesus. Tradicionalmente, uma única nova vida é o suficiente. Mas, para mim, não é. Para mim, devem ser necessárias tantas segundas novas vidas quanto for necessário.

Esta afirmação, no entanto, pode parecer absurda para muitos, mas quando pensamos o que é construir uma segunda vida, ela se torna factível. Porque afirmo isto? Ora, pensemos o que é construir uma segunda vida: abandona-se tudo o que traz morte na vida anterior, assim como todos os pecados, num verdadeiro processo de renovação espiritual, para então construir em cima disso o novo. Ora, a partir de então há a construção de um modo de trabalho, de uma família, de amizades e tudo mais o que tiver de haver construído para dar condições ao bom combate do homem.

Porém, este próprio processo pode ser feito de forma inadequada. Imaginemos que tal pessoa construiu sua vida em cima de uma espiritualidade pouco desenvolvida ou influenciada por pessoas que realmente não a amam, é óbvio que ela irá desenvolver esta nova vida com algum resquício de pecado. Portanto, o processo de renascer de novo é adequado, embora possa expor uma falha da influência que venha das autoridades espirituais sobre aquela pessoa. Ela, novamente, passará tudo a limpo e começará a reconstruir, e a autoridade poderá orar para melhorar sua influência.

O que acontecerá, por exemplo, num casamento em uma situação dessas? Ora, Deus tem a infinita capacidade de perdoar, seres humanos não. Se for preciso que haja a separação, que assim seja. Mas quando haver o renascimento, qualquer ligação que havia entre duas pessoas foi desfeito e precisará ser reconstruído. Imaginemos um casal que não deu certo, a pessoa escolheu renascer, se distanciou e após uns anos, tentou de novo. A outra terá a opção de escolher ou não de se casar com esta nova pessoa ou estará livre para ficar com outra. Idem acontece para quaisquer outros tipos de relação que aquela pessoa renascida tiver. Com a igreja, amigos, família, trabalho, etc etc etc.

O perdão humano deve ser sincero e todo ser humano tem o direito de ignorar outro ser humano. No entanto, peço a todos que tenham a compaixão de não ignorar um filho de Deus. Ou seja: se uma pessoa te fez mal, é direito seu de romper todo relacionamento com ela, mas é dever seu direcioná-la a um bom caminho, seja guiando-a as autoridades espirituais ou até mesmo humanas que tiver na sua região. Isto fará com que ela tenha melhor andamento em seu processo de renascimento, e para que ela saiba que, embora ela tenha cometido erros, nela existe a vida, aquela que você respeitou, para que ela reconstrua tudo, seja com você ou outra pessoa.

Obviamente, cada processo de renascimento tem um custo. E isto garante que não haja uma pessoa renascendo a cada erro que possa ser perdoado tanto por Deus quanto pelos humanos em volta e possa ser recuperado sem a necessidade de um renascimento. Por isso, o ideal é que seja feito apenas uma vez, mas como citado anteriormente, nem sempre é possível. Renascer é um processo árduo e custoso em sua própria essência, e o que cada pessoa irá perder a cada renascimento é tempo, mas o que ela irá ganhar é a oportunidade de ser restituída por Deus. Afinal, se ela realmente seguir os planos que Deus tem pra ela, assim será feito.

Há outra controvérsia no renascimento, que é a seguinte: se uma pessoa renasce, todos os seus pecados são esquecidos. Portanto, sobre o ponto de vista da carne, pequemos tanto quanto possamos para no fim da vida renasçamos. Sobre essa controvérsia, é preciso dizer o seguinte: o pecado traz a morte, e cada vez uma pessoa peca, ela mesma corre risco de morrer. Portanto, se você desejar passar toda sua vida num constante risco de morte e trazendo morte para pessoas ao seu redor, isto é uma escolha sua. Porém, imagine a glória que há para Deus quando uma pessoa que passou sua vida toda pecando aceita Jesus com sinceridade?

Qual é o melhor momento para renascer? Quando uma pessoa sente que as bases construídas em sua vida são todas falsas e quando ela reconhece em Cristo as verdadeiras bases para a vida. Por isso, preocupa-me um pouco um renascimento muito cedo, pois pode ser movido por ilusão e gerar decepção. Ainda, há certo conflito sobre como decidir quais elementos da vida anterior devem ser renascidos juntos com a pessoa. Acredito que o modo mais fácil de resolver esse conflito é através de uma autoridade religiosa que converta os elementos da vida anterior da pessoa à nova vida, declarando Jesus sobre estas coisas, se assim for adequado.

Portas do céu:
Acredito que o Mateus 7:14 seja um versículo bem conhecido. Fala que as portas do céu são estreitas. Penso que esta seja uma analogia para que eu possa expressar uma visão sobre uma coisa que pode ser melhorada na vida cristã. Atualmente, pela minha experiência de vida, muito se afirma sobre a salvação e o medo de ir para o inferno. É neste cenário que este versículo é muitas vezes usado para mostrar o quão é difícil subir aos céus. No entanto, eu acredito que possamos senti-lo de outra forma. Vejamos:

O que, afinal, fez Jesus descer à terra, se não o amor do próprio Deus com o seu povo, para que este pudesse acessar o paraíso criado pelo próprio Deus? Ora, Jesus desceu justamente para nos salvar, para nos mostrar a verdade. Jesus, que é a vida e a verdade nos diz: a porta do céu é pequena. Mas o que seria de nós se Jesus não tivesse descido para nos avisar isto? Jesus é o caminho, e o caminho é estreito, mas o que caminho existiria se Jesus não tivesse descido?

Pra mim, Jesus veio à terra para aumentar tornar a porta do céu maior. Pra mim, Jesus veio à terra para tornar o caminho aos céus menos estreito. Portanto, Jesus veio à terra para salvar mais pessoas, para que um dia nenhuma pessoa mais seja perdida. Ora, se, ao aceitarmos Jesus, damos continuidade à sua obra, o que mais deveríamos fazer, além de tentar alargar a porta e o caminho do céu, assim como Jesus fez? Estava Jesus preocupado se ele ia ou não entrar nos céus?

Quando realmente aceitamos Jesus, e seguimos seu caminho, ensinamos e ganhamos a mesma autoridade que ele, contato que ensinemos o seu nome e levemos sua palavra. Isto me indica claramente que um cristão que está mais preocupado que subir ou descer ao invés de alargar a porta dos céus está seguindo uma vida espiritual cristã de forma errônea. Ainda: dá clara diretrizes de que, uma vez seguindo um caminho de autoridade cristã, devemos nos preocupar em alargar o caminho e a porta ao invés de acusar sem nada oferecer para melhorar. Devemos lembrar que Jesus ofereceu a nós sua vida.

Este versículo pode ser uma demonstração de como uma autoridade pode utilizar de duas maneiras um versículo. Por um lado, este versículo pode ser usado como forma de medo. Siga o caminho de Deus ou então você vai para o inferno. Por outro, por amor: você já aceitou Jesus através da sua boca e o tem em seu coração, portanto, estais no céu. Vá e salve mais pessoas. Prefiro a interpretação por amor. Aumentar as portas do céu ao invés de ficar se preocupando se estamos nela ou não é algo fundamental para nossa atualidade, afinal, esta porta está tão pequena que nossas sociedades aqui na terra estão todas em puro declínio.

Se antes a principal preocupação do cristão era não pecar para não ir ao inferno, agora sua preocupação é sobreviver. Portanto, precisamos reverter este quadro nos preocupando em trazer salvação para pessoas que nem mesmo conhecemos, que nem mesmo merecem, que nem mesmo aceitaram Jesus, assim como o próprio Jesus fez ao vir. Uma vez feito isto teremos a chance de voltar a nos preocupar em não viver uma vida em pecado, quem sabe, até mesmo presenciar a volta do próprio Cristo à terra.

Encerramento:
Interessante notar como no final de Mateus 7, se fala da autoridade de Cristo. Assim espero que seja com todos aqueles que aceitem-no como salvador e que buscam encontrar sua identidade nele. Fico satisfeitos em escrever estes textos, embora eu não tenha escrito eles da melhor forma possível, vou deixá-los como registro. Futuramente quando eu falar em renascimento, estarei falando sobre este tipo de renascimento mencionado aqui. São dois conceitos fundamentais que acredito ter vindo de Jesus, o renascimento para a nova vida e a expansão das portas do céu. Um abraço a todos e até a próxima!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sobre homossexualidade e armamento

Sobre a homossexualidade:
Para aqueles que atingem certo grau de autoconhecimento, a sexualidade se torna uma força, mais forte ou mais fraca a depender de como ela é exercitada. Para estes, enxergar os homossexuais com normalidade se torna tarefa paradoxal, pois eles próprios educam-se para tratar o sexo através de uma construção moral que faça a sociedade funcionar em paz. Aceitar com normalidade os homossexuais a seu cotidiano se torna uma difícil tarefa, pois implica em conviver com pessoas que não tem autoconhecimento o suficiente para direcionar corretamente seu ímpeto sexual ou, se tiverem, desprezam o bom convívio social. Como, portanto, oferecer um espaço à aqueles que parecem não ligar para uma estrutura de sociedade o suficientemente estável e forte para aguentar as pressões de desenvolvimento que a realidade possa exercer, como o próprio crescimento da nossa sociedade? No entanto, pecam do mesmo pecado dos que ignoram aqueles que tratam não somente com ignorância, mas com violência aqueles que parecem ignorar. Pois é verdade que cada um de nós deseja oferecer solução para a vida do próximo, e se nos falta conhecimento para solucionar a ignorância alheia, que nos reste amor para fazer o que de melhor possamos fazer para compreender a nós mesmos e, através disto, oferecer alguma ajuda ao próximo em seu próprio processo de autoconhecimento.

Sobre o armamento:
Todo ser humano está armado. Ele tem seus dois punhos, suas duas pernas. Ele pode defender, atacar, esquivar. O mal, no entanto, não se contenta com o que tem, reforça-se com armas externas, de fogo ou branca. O ser humano de bem é tentado a achar que o melhor a se fazer se armar, esquecendo-se, no entanto, de que já está armando. Estando, portanto, já armado, ele irá aumentar seu armamento tanto quanto o mal. O mal, por sua vez, como antes, não irá se contentar em estar menos armado, irá se armar mais. E, na impossibilidade de armar-se melhor, irá fazer abordagens mais agressivas. Poderá o homem de bem ser bom tendo a preocupação constante de lutar contra o mal? Pode ou não um homem de bem já ser morto por um ataque surpresa de um assaltante que quer apenas os seus pertences? Ainda: quanto vale a vida de um homem de bem, que luta contra um bandido, ambos armados? Estamos igualando a vida de um homem de bem à vida de um homem de mal ao aceitarmos que ambos se armem. O bem deve sim lutar contra o mal, mas através da organização, da inteligência, do acumulo de conhecimento e práticas que levam a eficiência e a minimização dos danos. Pois todo dano no mal é pouco, mas todo dano no bem é muito. Sem este tipo de organização, o bem e o mal podem se confundir, pois o que separa um ou outro pode ser simplesmente a posição de referência. No entanto, se nem os homens de bem conseguem se organizar e lutar em paz, pode significar que o mal que se levanta não seja tão mal assim senão apenas um reflexo da falta de bem.

PS: Toda autoridade, mesmo que instituída, sem amor se torna ilegal. É dever daqueles que amam encontrar um modo de reinstituir sua legalidade.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O instigante Gênesis do mundo

Introdução:
Já cansado de ter desenvolvido um pequeno sistema a tarde toda, agora me falta uma hora até que bata a hora de dormir. Penso então que é uma boa oportunidade para escrever sobre o livro de Gênesis, principalmente a parte da criação. Aqui serão desenvolvidos alguns conceitos chave do meu pensamento teológico. Porém, antes de iniciarmos, acho interessante fazer um pequeno resumo da minha história espiritual.

Nasci admirador da verdade através de algumas influências da divulgação científica e da filosofia, mas sem nenhum mentor espiritual. Cresci perdido, até que, no início da adolescência, esfriei completamente e cheguei ao ateísmo. Apenas no final da adolescência, após uma crise de depressão, consegui abrir meus olhos espirituais. Portanto, percorri todo caminho da matéria, até chegar à morte, e escolhi renascer em Jesus.

Por conhecer a matéria, torna-se improvável que minha consciência anterior se feche. No entanto, agora que meus olhos espirituais se abriram, posso enxergar também o espírito, e vê-los complementarem-se. Este contexto explicará meus conceitos do meu encontro com o primeiro livro da bíblia, que é Gênesis. Sem mais delongas, vamos ao primeiro conceito fundamental deste estudo bíblico, a criação do mundo espiritual.

Criação do mundo espiritual:
A terra vazia e sem forma é o início de todo espírito humano. Somos, enquanto criaturas, vazios e sem forma. Portanto, para o início da bíblia, o início da criação, a forma de criatura. Logo aqui é preciso abrir os olhos para o mundo espiritual, pois ele é diferente do mundo natural. A ciência explica o mundo natural, que é a matéria, enquanto que a bíblia explica o mundo espiritual, que é aquele que naturalmente surge daquilo que é vivo, e foi acessado por homens que buscaram a Deus e transcritos nas escrituras sagradas. Este mundo espiritual é eterno, imutável, pois é próprio daquele que transcende a vida e o tempo, que tem um encontro, mesmo que ínfimo, com o próprio Deus. Afinal, para Deus, ou para aquele que já morreu e agora vive em espírito, faz diferença o ontem, o hoje ou o amanhã?

Humano, a imagem e semelhança de Deus:
Deus criou o mundo e todas as coisas, exceto o humano, através da sua palavra.  O humano, no entanto, ele criou através do barro, com suas próprias mãos. O barro é representa a matéria, sendo tocada pelo espírito. Como, antes da revelação dos livros sagrados, o ser humano acessa o divino? Apenas o próprio Deus explica. No entanto, assim aconteceu. Ainda mais: Deus nos criou a sua imagem e semelhança, e ele é capaz de criar, portanto, também o somos.

Criamos através da nossa palavra (ou qualquer extensão de nossos corpos) que equivalem à direta ligação com nossa alma. Quando falamos, embora nossa matéria produza o som, nosso espírito introduz o sentido. Para um bom senhor, não basta nada além de que sua própria palavra para que seus servos, que para Deus é toda a matéria, assim o faça. Portanto, acredito eu, é por isso que Deus não usou nada mais que suas palavras para criar o mundo, mas precisou tocar pessoalmente o ser humano, já que ele é diferente do resto da natureza.

Deus poderia ter feito sua criação de qualquer maneira. Ela poderia ter sido criada através dos seus cabelos, através do seu pensamento, através da unha do dedo do seu pé ou mesmo através de processos completamente alheios ao entendimento humano. No entanto, Gênesis traz a nós uma criação bem específica, como mostrado acima. Ainda mais, quando nosso espírito nos induz a acreditar em um tipo específico de criação, aquilo quer nos dizer algo, de modo que as outras criações não nos faça sentido.

Ora, esta é a verdadeira criação da fé. A criação espiritual do mundo não tem haver com a criação material do mundo, são linguagens diferentes e não excludentes para aqueles que verdadeiramente buscam enxergar as diferentes dimensões da nossa realidade. Alguns tem facilidade de enxergar certas conexões que o espírito faz com o natural, e para mim, estas conexões nada mais são que as traduções que nosso compreensão faz para transferir conhecimento entre estas duas dimensões, que, afinal, são uma coisa só. Tanto é que o espírito normalmente costuma apresentar valores tangíveis aos à realidade humanos, como bondade, justiça, resiliência, sabedoria. O inverso também é válido, afinal, o quanto a observação da natureza não nos ensina sobre o próprio Deus e seu atuar?

A equivalência do masculino e do feminino:
É preciso entender que Deus é justo. Para alguns, puramente materialistas, pensem que, segundo alguns filósofos, nada na natureza se perde, tudo se transforma. Ora, havendo na natureza o masculino e o feminino, sendo dois corpos que se desenvolvem em diferentes funções, mas com semelhantes quantidades de recursos e complexidade de desenvolvimento, por que um destes se tornaria superior ao outro? Por acaso um destes perderia algo? Ora, ambos se transformaram, em coisas diferentes, mas sem nenhuma perca, implicando que ambos têm o mesmo potencial de crescimento, de luta, cada um da sua forma. Portanto, os sexos são equivalentes, no sentido de que ambos precisam crescer espiritualmente para atingir sua plenitude espiritual e desenvolver uma vida humana plena, cada um a seu modo, de diferentes modos, a variar do tempo histórico.

Isto, na bíblia, é representado pelo fato de que Deus fez Eva da costela de Adão. Nem dos pés, para não ser inferior, nem das costelas, para não ser superior. Ora, mas por que Deus criou primeiro Adão? Isto se explica porque classicamente, o homem quem desbrava, para só após vir a chegada da mulher, isto porque a mulher carrega em si valores e recursos herdados enquanto que o homem precisa conquistar os valores e os recursos através do que ele acredita. No entanto, abstraiam, para não haver confusão, de que mulher e homem, no espírito, representam a força masculina e a força feminina, e é a elas que estou me referindo neste parágrafo. Esta construção também varia através dos tempos históricos.

Ainda mais: para o masculino, é desconhecido os processos de construção da força feminina. Isto é visto quando Deus adormece Adão e assim cria Eva. Eva, igualmente, não sabe o processo de criação de Adão, pois ela não existia enquanto ele foi feito. Visto isto, como um homem pode saber se a mulher a sua frente é boa? É preciso confiar na experiência e na voz dos mais velhos, de seus pais, que conhecem a formação de vários femininos e vários masculinos a mais tempo. Pais com olhar espiritual tendem a ver um feminino ou um masculino bom aos olhos do espírito, e o tempo prova isto verdade. No entanto, pais com olhar material tendem a fazer justamente ao contrário. Justamente por isto, acredito eu, em um polêmico versículo, Jesus afirma que ele é a espada que separa pai (ou mãe materialistas) de filho ou filha que deseja ascender ao mundo espiritual.

Princípio da incompletude da matéria:
Ora, Deus criou o Jardim do Éden para que o viver humano. O que seria o Jardim do Éden senão um sistema material perfeito para o viver humano? Seu único, porém, entretanto, é que o humano não comesse o fruto proibido. Muitos não entendem o porquê Deus colocou este fruto proibido no Éden. Para mim, é para mostrar a natureza daquele que não houve a Deus: mesmo num sistema perfeito, mas com ressalvas vindas dos mais sábios, o ser humano que não tem uma espiritualidade desenvolvida tende a pecar, degenerando o sistema criado. A maçã, portanto, é Deus nos mostrando a natureza humana, que não é perfeita, pois ele é o único perfeito.

Deveria o homem buscar na matéria a própria perfeição? Ora, claro que não. Pois a matéria depende do espírito, e todo espírito mal desenvolvido tende a fazer aquilo que o sistema não suporte. E é impossível conceber um sistema materialmente perfeito, que independa da ação humana, pois isto implicaria na própria impossibilidade do ser humano ser semelhante a Deus de modo a dominar a matéria. Portanto, a perfeição só é alcançável através comunhão com Deus, pois somente ele tem a completude da perfeição que nos falta. Portanto, é possível imaginar que uma pessoa que tenha os olhos espirituais abertos não aja tentando tornar a matéria perfeita para seu viver, pois ela sabe que isto é impossível e mesmo, em um grau de espiritualidade mais alto, não sente esta necessidade por já contemplar o mundo espiritual. Ela, no entanto, se torna ela mesma um canal para que Deus aja na terra e imprima sua presença divina na matéria, trazendo a paz e o suplemento divino para todos aqueles que ali estão.

Finalização:
Enfim, amigos, mais um texto terminado. Vejam quanta riqueza foi possível extrair do livro de Gênesis, somente da parte da criação. São simbologias fortíssimas, de grande ensinamento. Refleti muito sobre todas as coisas da matéria e da filosofia que conheci para chegar a estas conclusões, que eu sinto serem boas. Espero futuramente voltar a escrever sobre Gênesis, mas também dar uma volta pelo novo testamento. Farei uma leitura linear dos testamentos, mas alternando entre um e outro, segundo me aconselharam. Já lendo o livro de Mateus, é fantástico já o início. Um abraço a todos e até a próxima postagem.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Desafiando os trabalhadores da vinha

Achaste a mim injusto porque sou bom a eles? Porque, afinal, trabalhaste mais? Ora, pois, trabalhaste na segurança da minha fazenda, na boa obra, sobre minha proteção. Olhe para estes homens, são filhos de Deus tanto quanto tu, e o que faziam eles enquanto tu trabalhavas? Acaso vês ocupação mais importante que o serviço ao teu Senhor? Ocupação que te agrada mais que esta? Se existir, vá, e descobrirás, assim como estes homens que buscam a mim descobriram, que não existe nada lá fora melhor que servir ao teu verdadeiro senhor. Mas, lembra-te, sou o senhor da justiça. Eram eles criaturas, arriscaram-se como criaturas, e, portanto, o tempo lhes será reconstituído. É por isto que eles receberão o mesmo que ti. Tu, no entanto, se fores, irás como servo meu por teu desejo, não pelo meu, sendo justo com os que ficam que a tua recompensa seja menor. Vá, se teu coração pede isto, e se voltares, te receberei com braços abertos, assim como a recebo todos.

Os últimos serão os primeiros

Todos estão numa corrida pela vida. Cada um usando o máximo da sua energia, buscando chegar em primeiro lugar, com medo da morte que busca aqueles que ficam para trás. No entanto, nem todos conseguiam seguir o ritmo, e os que corriam a frente se tornaram egoístas demais para olhar para trás. Alguns, vez ou outra, conseguia recuperar um caído, perdendo sua posição na frente e nada mais além disto.

Dos que ficavam pelo caminho, a maioria desistia, caiam exaustos e não conseguiam mais sequer olhar para frente. Outros, ainda, tentavam correr, mas já perdendo os que corriam de vista, já desistiam, indo ao chão em espera da morte. No entanto, havia os poucos que não buscavam mais olhar para frente nem para baixo, mas sim olhar para cima.

Estes, que se recusavam a morrer ao levantar seus olhos, viam o céu se abrindo e o próprio Deus descendo, entregando a eles duas instruções: construa a minha obra e leve nela os que buscam viver. Agora, os que antes lutavam pela vida, vivem em regozijo por servir ao próprio Deus, sabendo que não há honra maior para quem busca a vida que esta. Vivem, portanto, no bom combate.

A obra trata-se de uma máquina, que nem mesmo seria terminada naquela geração. Mas para aqueles que aceitavam trabalhar na obra, pouco importava, pois seu coração estava cheio da felicidade vinda das vitórias. Gerações após gerações, o povo de Deus anda através da pista, recrutando todo aquele que não consegue olhar pra cima, estando ele ainda em pé ou não chão, mas que dentro de si exista a vontade de vida.

Os que subiam, viviam através da obra de Deus. Os que nem mesmo através da obra viva de Deus encontravam a vida, eram alcançados pela morte, e, portanto, esquecidos pela eternidade. Assim a obra, que é uma máquina, geração após geração fora sido construída, cada vez mais veloz, cada vez por gerações mais capacitadas na obra, assim como Deus projetou no início.

Com o projeto concluído, a obra de Deus leva a todos para a vida em muitas ordens de grandeza a mais que aqueles que antes corriam desesperados, fixados a frente, sem nunca olhar para trás. Não demorou muito até que os últimos, vencidos pelo cansaço de suas próprias existências solitárias, através da obra de Deus, alcançassem os mais rápidos dos primeiros que corriam.