Durante sua vida, um homem produziu uma grande fortuna. Estando perto da morte, ele não queria que esta fortuna se perdesse. Ele teve dois filhos, porém um deles morreu e o outro lidava com a vida de maneira superficial. Ao que sobrou, ele deu apenas a superfície da sua fortuna. Preocupado, falou: Oh Deus! O que farei com esta grande fortuna? Não quero que ela se perca, mas não tenho a quem delegá-la. Então Deus disse: vá até a cidade e busque por um órfão, mas não qualquer um. Busque aquele que me busca e que não se satisfaz até me encontrar. Então o homem foi a cidade em busca dos órfãos. Lá anunciou: escutem, sou enviado por Deus para saciar aqueles que o buscam. Quem tiver o vazio em seus corações apresentem-se a mim, pois eu irei saciá-los. Logo muitos homens ajuntaram-se e a cada deles este homem deu uma pequena porção da sua fortuna, que para eles já era muito. Então os homens pararam de olhar para aquele que deu e começaram a olhar para a fortuna. Alguns a guardaram satisfeitos, outros pensavam em como obter mais e outros logo começaram a usufruí-las. No entanto, um deles indagou: você é mesmo enviado de Deus? Pois se for, responda-me, o que farei com esta fortuna? Isto aqui não saciará minha alma, pois o que busco de verdade é o Deus da vida. Foi assim que aquele que buscava um herdeiro o encontrou.
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