A relação entre igreja e política partidária é uma das coisas mais prostituídas que há atualmente. A igreja deve ser mantida pela graça, pelo espírito santo, que se revela à nós através da leitura da bíblia, enquanto que o estado deve ser mantido através do monopólio da violência garantida pela constituição federal. Uma coisa é completamente contrária à outra. Misturá-las é uma promiscuidade que certamente envergonha o verdadeiro evangelho. É bem mais digno andar entre aqueles que, não conhecendo a Deus, buscam fazer o bem, embora falhem, que andar entre aqueles que, conhecendo a Deus, cedem ao desejo pecaminoso de suas almas pela segurança garantida pelo estado. Esta segurança, que deveria ser provida por Deus, enfraquece a fé e faz com que os templos se tornem obras humanas. Logo, para eles, a obra não será mais a do espírito, e sim das suas próprias mãos, recaindo em um sistema religioso, no mal sentido da palavra, de recompensas e punições, que não oferece salvação, mas sim uma prisão. Se o povo não tem mais onde se salvar, o que fará? Este é o início do fim, pois nada do que é de Deus se sustenta através da vontade pecaminosa da humanidade. Mas sabemos que Cristo renasceu e que sua vitória é certa, que a salvação está nele, e não nas palavras dos líderes religiosos. Alegremo-nos, portanto, nas aflições, e vivamos o verdadeiro evangelho.
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