segunda-feira, 11 de julho de 2011

Publicação: Dúvidas

Publicação e analise

Olá a todos. Essa semana eu gastei uma hora fazendo um texto apenas pelo desejo de atualizar o blog. Não perdi muito tempo estruturando a idéia nem nada, resultado: o texto se tornou confuso e sem rumo. Curioso que há uns dois anos atrás isto seria perfeitamente aceitável, eu terminaria o texto e o publicaria. Mas atualmente não pretendo mais fazer isto, porque parte do objetivo deste blog é o desenvolvimento da minha habilidade de escrita. Ainda sim a vontade de escrever algo persistia em mim, foi quando eu tive a idéia de fazer um texto literário nos moldes do anterior “Observadores”, que seria um dialogo rápido com pequenas e explicações narrativas. O conteúdo do texto anterior era a discussão filosófica sobre a existência, bem de acordo com o que eu costumo chamar de minha religião, o agnóstico determinista. Neste texto busquei a temática da psicologia evolutiva, contudo, ficou bem disfarçado, de tal modo que irei explicar.

Dúvidas

Estávamos num momento confuso da relação. Suspeitas nos rodeavam.
- Você acredita em mim, amor?
- Sim.
Os indícios do contrário eram fortes.
- Está mentindo?
- Não.
Na verdade não sabia, estava confuso.
- Confia mesmo em mim?
- Sim.
Confiava. Só me resta isso.
- Você me ama!
- Amo, de verdade.
Por te amar espero o teu melhor.
- Eu também te amo!
- Eu acredito.
Mesmo que não me ame, o bem que você traz já me faz melhor.

Abraçamo-nos.


Sinceramente amigos, eu não conheço o poder da psicologia evolutiva. Talvez ela seja fraca, mas eu acredito que ela é forte, mas não tão forte quando eu costumo fazer parecer. Existem muitas e muitas pessoas que encontram um bom caminho humano sozinhas, mas a psicologia evolutiva é a minha tentativa de estruturar e organizar a boa evolução, aumentando sua eficiência ao máximo desejável. Pretendo fazer mais textos com base na filosofia da psicologia evolutiva, por isso senti a necessidade de expor a idéia deste parágrafo para não criar maiores expectativas (e até mesmo para eu fixar esta idéia.)

Como eu já disse anteriormente, estava com vontade de escrever algo e já sabia o formato, só me faltava à cena propriamente dita que se encaixasse com a P.E.. Baseei-me num pequeno ocorrido comigo nesta semana e que refletiu, de algum modo, o período difícil de vários casais desequilibrados. São as dúvidas que acabam ocorrendo durante os tantos relacionamentos que as pessoas tendem a ter. Junto com a dúvida, o medo de estar sendo manipulado ao bel-prazer de outra pessoa, de se esforçar muito por ela e não receber nada em troca. São conflitos que acabam tomando muito tempo do casal, ou ainda leva a separação ou a outros distúrbios piores. Este texto tenta ser a exemplificação da resolução disto seguindo a Psicologia Evolutiva.

Para a resolução desse conflito, é necessária uma filosofia que compreenda perfeitamente bem o que é o amor. Como explicado anteriormente no livro e no blog, amor é a evolução equilibrada de todas as áreas da evolução, ou seja, tanto grupal quanto individual, e dos poderes humanos, sendo o significado de evolução, o torna-se melhor. Neste texto, vemos um humano que, por amor ou paixão, tem seu namorado (a) e ambos estão passando por conflito. Notemos que embora ele esteja em dúvida (quem já passou por uma situação parecida sabe a quantidade de sentimentos fortes que rola) ele decide fazer o que é melhor para o casal, acreditar nela. Por motivos de comodidade, assumi que o humano com dúvidas é masculino, e que o que se explica é feminino.

Entendamos a complicação da situação: Para chegar ao ponto dela perguntar a ele se ele acredita nela, significa que houve uma discussão sobre a verdade, e ela expôs o ponto de vista dela, que demonstra que a situação não é o que parece, contudo, os fatos mostram o contrário. É chegada a hora de ele decidir se acreditaria ou não nela. Acontece que se ele não acreditar nela, o namoro se tornará insustentável, e ele sabe disto. Então ele raciocina: ou ela está falando a verdade ou está mentindo, e se ela está preocupada em formular uma mentira, significa que algum interesse ela tem em mim. Resolve então confiar, e obtém a resposta que ela o ama. Ele continua seu raciocínio: talvez ela esteja também mentindo nisto, e se estiver, será difícil descobrir a verdade. Não posso deixar meus afazeres de lado apenas para pensar nisto, pois afinal, minha vida é tão importante quanto à dela. Só me resta confiar e aguardar a verdade.

No final ela declara que ele a amava, e ele confirma. Explica ainda que por amá-la, e aqui eu, no meu poder de autor, defino que é de forma equilibrada, deseja o melhor dela. Por isso ele diz “de verdade”, porque é o amor que a psicologia evolutiva considera verdadeiro, o equilibrado tanto racionalmente quanto instintivamente, o que busca o melhor. No final ela declara que ama ele, e ele diz que acredita. Neste momento acontece uma coisa curiosa, ele meio que faz um jogo de verdade: ele sabe que a ama e quer apenas falar a verdade, mas existe a possibilidade dela estar mentindo, então se ela mente, ele também se permite mentir. Isto faz ele responder “eu acredito”, e agir como se de fato, acreditasse. Esta mentira irá se tornar verdade com o tempo, assim como a declaração dela irá se mostrar verdadeira. Caso a declaração for falsa, a resposta também será e ambos mentiram. De qualquer forma, ele sabe que confiar é o melhor para o namoro continuar saudável.

Agora vamos ao ultimo pensamento dele mostrado no texto. Entendam que quando a psicologia diz evolução igual a amor equilibrado, é realmente equilibrado. É por isto que ele ama a si mesmo, e por amar a si mesmo, ele quer o melhor para si, sendo aparentemente o melhor para si tal namoro. De qualquer forma, mesmo que ela não o ame, o bem temporário que ela trás a ele já é bom, ele pode se dedicar aos já citados afazeres dele, que são coisas como trabalho e estudo. É por este mesmo motivo que ele resolve não gastar muito esforço tentando buscar a verdade, e simplesmente prefere confiar nela. Se, contudo, for descoberta a mentira e o namoro acabar, a principal prejudica será ela que fez algo errado, mostrando distúrbios filosóficos que podem prejudicá-la ainda mais individualmente, e o cara estará protegido pelo amor que ele tem a si mesmo, pois ele nunca deixou de fazer suas atividades de evolução em nome dela.

Segundo minhas teorias, é comum em alguns relacionamentos os envolvidos deixarem de exercer algumas atividades por causa do outro. Explicar tecnicamente isto iria demorar, por isso vou usar um exemplo: Um casal gosta de ir pras festas dançar, ambos são ciumentos, por isso, os dois concordam que um só pode ir para as festas com o outro, e quando vão, não podem dançar como dançavam e nem ficar com desconhecidos como ficavam. Notem então que há um sacrifício do casal, e se um dos dois “quebra” este pacto de sacrifício por um motivo qualquer, o outro estará se sacrificando por nada. Pode-se considerar que neste exemplo há distúrbios, e é este tipo de distúrbio que o cara tenta evitar quando racionalmente obriga a ele mesmo a si amar. Podemos verificar que no caso da mulher, se ela estiver distúrbio, nem mesmo este princípio básico ela pode seguir, o que poderá resultar numa péssima vida pra ela.

Analise concluída, agora vou concluir a postagem. Podemos perceber que várias das coisas que foram ditas por mim de forma técnica e cansativa já são de conhecimento popular, mas que não é aceito por muitas pessoas. Não irei entrar em detalhes sobre isso. Quanto ao texto, agora percebo que talvez tenha sido meio redundante, acho que este texto não está em sua melhor forma, por isso de repente ele meio estranho, provavelmente irei tentar melhorá-lo, mas mantendo a mesma proposta. O legal é que a maioria das pessoas que eu apresentei o texto diz ter gostado. Seria interessante não ser o criado dele para ter uma noção exata do que elas sentiram. Uma curiosidade final: comecei a escrever esta postagem num dia, acabei noutro. Enfim amigos, boa noite para todos e até a próxima postagem.

3 comentários:

Diogo Didier disse...

Vc tocou num assunto complexo, incompleto e aberto a várias inserções...fiquei reflexivo agora sobre o seu texto...

Ah! adoooooooorei a dica do vídeo! valeu mesmo!

bjoxxxxxxxx no coração!

xlittlebeex disse...

Relacionamentos são difices de se analisar. Podemos dizer que em um relacionamento há sempre "eu", "você" e "nós". Quando o "eu" ou "você" se sobrepõe ao "nós" não há relacionamento, se o "nós" se sobrepõe ao "eu" e "você" não há crescimento, se o "você" se sobrepõe há submissão. Assim para um bom relacionamento o "eu", "você" e o "nós" devem estar em harmonia. Dessa forma, é normal deixar de fazer algo em razão do outro, mas isso não deve e não pode ser constante, para sua propria evolução. Agora as razões para agirem com mais "eu", "você" e "nós", é motivo para uma analise mais profunda! ;)

Devir Social disse...

Adorei essa linha de pensamento, littlebee, muito boa. Cheguei a mesma conclusão através da psicologia evolutiva, mas vc comunicou isto com uma ótima abordagem. x)