domingo, 14 de junho de 2009

A preguiça e sua importância na visão da psicologia evolutiva e na evolução

Em defesa da preguiça, a quem quase todos a condenam como vilã

Olá amiguinhos, eu já estou começando a ficar com preguiça de atualizar meu twitter, mas mesmo assim dei uma atualizada agora, mas ninguém lê, como esse blog, eu acho isso irônico e meio divertido. Também to esperando o meu boneco do The West terminar de trabalhar, falta uns 15 minutos, é tempo que eu termino esta postagem, que será sobre a preguiça!

Todo mundo reclama da minha preguiça, todos dizem que eu perco muita coisa por ser preguiçoso e tudo mais, e realmente, eu admito, perco algumas coisas por causa da preguiça. Entretanto, a preguiça não é de toda má, como muitos pensam. Irei falar uma frase que, em principio, parece paradoxal, mas vocês irão me entender quando eu explicá-la: A preguiça te leva a lugares incríveis.

A primeira linha de raciocínio que todos seguiram, acredito, é a dúvida de que para qual lugar ela vai te levar se você tem preguiça de se mover para qualquer lugar. E isto está a certo ponto correto. Mas, muitos esquecem que não temos só nossa estrutura física, mas também nossa estrutura mental, e temos que preparar nossa estrutura mental para ser preguiçosa, caso contrario, nós não agüentaríamos ser preguiçosos e com isso, faríamos o que a preguiça nos impediria de fazer.

Imaginem vocês uma pessoa cuja a estrutura mental queira tudo organizado e limpo para obter maiores chances de sobreviver por isso, ela, motivada pela ambição de ter mais chances de sobreviver, irá limpar tudo, certamente, mesmo cansada. Agora, imaginem outra pessoa não precisa limpar as coisas para ter chances de sobreviver por já haver chances de mais, e ao se encontrar em um ambiente sujo, pensa até em limpa-lo, mas nota seu corpo cansado, sente preguiça e por isso, não o limpa.

Se a preguiça sobreviveu à evolução e ainda está na psique humana, então ela não pode ser de todo o ruim. A preguiça, evolutivamente falando, serve pra você economizar energia com coisas fúteis, que te dão pouca chance de sobreviver, se você já as tem garantida por outro meio, então, neste caso, a preguiça é importante. Usem essa definição no caso a cima, e notem isso foi inspirado em um caso real, minha mãe, que limpava a casa todo o dia antes de começar a trabalhar e agora, mesmo vendo que a casa precisa ser limpa, tem preguiça e limpa apenas algumas vezes na semana.

Na verdade, a frase que eu citei anteriormente não é totalmente verdadeira, pois a preguiça não leva a lugar nenhum, a preguiça é apenas conseqüência das circunstâncias do meio, assim como a maioria dos outros comportamentos humanos, entretanto, a maioria das pessoas preguiçosas tendem para serem intelectualmente mais ativas, mas isso é apenas uma hipótese criada por mim levando em consideração as circunstâncias que levam ou não a preguiça.

A relação entre a preguiça mental e a preguiça física no meu modo de pensar é a seguinte, normalmente pessoas que são ativas fisicamente tem boas chances de sobreviver por isso e por isso o fazem, entretanto, tem preguiça de pensar muito, gostam das coisas simples e rápidas para poderem aproveitar melhor o mundo físico. Pessoas ativas mentalmente têm boas chances de sobreviver pensando, e por isso, tem preguiça de fazer coisas do mundo físico porque simplesmente aquilo vai melhorar pouquíssimo as suas chances de sobreviver.

Exemplos bons disso são aquelas meninas bonitas que estudam muito, elas decoraram todo o assunto, fazem tarefas, mas isso porque são tem boas chances de sobreviver fisicamente, mas não chances que as satisfaçam, por isso, estudam. Mas não trabalham com a mente, já que apenas decoram, o ato de estudar e decorar é apenas um complemento a sua beleza. Garotas muito lindas não precisam disso, pois já se sentem satisfeitas como são e por isso, aproveitam sua beleza física como podem.

O conceito de satisfeito nos casos a cima é complicado, é uma mistura bem doida de posição instintiva a qual ela espera ter que é gerada pela mistura de muitos elementos, incluindo familiares e etc. Outro exemplo, acredito, embora não tenho muita base, são pessoas que vão para a academia e não sentem preguiça, pois sabem que estão fazendo algo que vão melhorar. As que sentem, só sentem por não verem os resultados de imediato, mas continuam por algum tipo de pressão, e ai sentem preguiça, por causa da pressão, mas logo a preguiça é substituída pela satisfação dos resultados, ou não.

Citei a cima dois exemplos físicos, os mentais pode ser pessoas que tem um bom conceito das coisas, e se dá bem com esses conceitos, como por exemplo, conceitos românticos. Mas começam a provar o sabor de ter chances muito boas de sobrevivência, tal qual seu conceito não atinja. Embora essa pessoa não tenha nenhum motivo pra abandonar seus conceitos anteriores, ela começa a experimentar o sabor de ter muitas chances de sobrevivência, como por exemplo, pegar umas vinte garotas numa balada, e com isso, deixar seu lado romântico para depois ou eliminá-los completamente, pois, para seus conceitos românticos, pegar vinte garotas numa balada é feio e fútil.

O que gera conceitos românticos é parecido com os conceitos de satisfação, algo muito misturado. O “Deixar para depois” referente aos conceitos românticos citados a cima, tem o mesmo principio que o “deixar para limpar a casa depois”, a diferença é que um é mentalmente, coisas da mente, e outro é fisicamente. O fisicamente pode ser considerado preguiça, mas considerar o outro como preguiça é algo muito confuso, pelo menos pra mim, que sempre tive a idéia de preguiça como algo físico somente físico, o que realmente pode ser, ou não. Se for, a “preguiça mental” citada a cima não é preguiça, e sim apenas mudanças de conceitos. Acredito que o melhor seria definir preguiça mental para caso seja algo somente passageiro e mudanças de conceitos para caso seja algo definitivo, vejam isso no caso da balada.

O cara romântico, pega vinte, tem preguiça de usar seu romance na balada mas no outro dia volta a ser romântico, então isso é preguiça mental, mas se ele pega vinte e no outro dia não volta a ser romântico e quer pegar mais vinte, isso é mudanças de conceitos. Normalmente pessoas não tão feias, mas, não tão bonitas assim tem o conceito mais romântico, e essas podem deixar de ser românticas caso tenham a oportunidade de ser assim, numa Rave com todo mundo doidão, por exemplo, mas ai é passageiro. Mas caso ela de repente passe a ser muito bonita, ela pode deixar de ser completamente romântica e passa a ser o que não é romântico, então isso é uma mudança de conceito, ou situação, o que é relativo.

Vejam então como tudo está interligado, psicologia evolutiva é um barato. Vejam que a preguiça não é um vilão, como todo o mundo pensa, pois ela nos ajuda a focar nossas forças para algo que nos dê bastante chances de sobrevivência, o contrario da preguiça é a empolgação, que é quando você ta fazendo algo que sabe que ta fazendo bem e aquilo vai te fazer muito bem, ou seja, melhorar suas chances de sobreviver e reprodução.

Embora seja verdade que, caso você ignore a preguiça, você consiga algumas chances a mais de sobrevivência aqui e ali, o que pode ser bastante útil. Como você supostamente não precisa economizar sua energia nos dias de hoje, que energia é o que não falta, é uma boa para você ignorar sua preguiça para obter tais pontos extras, preguiça pode está até a ponto de ser extinta daqui a uns anos, a preguiça física, claro. É comum pessoas pressionadas ignorar a preguiça, como é o exemplo da academia, citada a cima.

A preguiça rendeu um bom assunto e uma postagem bem grande, três páginas no Word, quem diria. Agora vou atualizar meu twitter avisando que terminei essa postagem, e como eu atualizei meu twitter antes de começar essa postagem e irei atualizar logo após de terminá-la, irei saber quanto tempo demorei nela, depois disso vou tomar banho e ir tentar dormir, embora eu odeie acordar de noite. Acordar de noite trás um vazio estranho, acho que é porque nosso subconsciente identifica a noite como quando tudo terminar e o dia como quando tudo começa, por isso o vazio, pois sinto que ta tudo terminando. Fuso horário desregulado é difícil. Boa dia a todos, abraços.

3 comentários:

BLOG LN - Luciana Nóbrega disse...

Olha eu já ri a vera aqui com toda essa sua preguiça. Meu tu é muito preguiçoso mesmo hihihihi brincadeira mas saca, fiquei com muita preguiça de ler seu texto, tava bem grande rsrsrsrs podia ter dividido em "A preguiça e sua importância na visão da psicologia evolutiva e na evolução" - Parte I e assim por diante, mas saca te super entendo meu tu ficou com muita preguiça, pra fazer isso, não foi? Tá bem na boa to brincando mas já ri muito aqui com sua teoria da preguiça... só não concordo num pontinho com você acho que a preguiça pode sim nos levar a muitos lugares, porque a imaginação não tem limites e não precisamos do corpo físico pra ela hahahaha tá bem a vamos deixar de meter bedelho na preguiça alheia kkkkkkk Muito bom!

BLOG LN - Luciana Nóbrega disse...

Olha entraram dois comentários iguais, e embora eu tenha ficado com muita preguiça apaguei um deles kkkkkkkkk

Devir Social disse...

Huauhauhauha, obrigado pela preguiça.