Pois é meus amigos, escrever blog da muita preguiça e trabalho, alem deu quase nunca estar concentrado para começar a escrever, tenho que pensar num assunto e ter vontade de começar a escrever. Para me ajudar em tal coisa, eu criei um bloco de notas muito organizado, onde eu sempre atualizarei com minhas idéias para nunca faltar assunto.
Só do tempo da criação do bloco de notas até agora, eu tenho uns cinco assuntos, nem sei por qual eu vou começar, pensei em fazer sorteio mas, vou começar pelo primeiro da lista, e isso é felicidade.
Eu tenho certo tabu em falar de felicidade. O que é felicidade? Como se consegue? Por que há tantas pessoas lutando desesperadamente pela felicidade? Está felicidade relacionada à alma gêmea? Desejos? Será felicidade algo mágico? Ou algo que apenas o dinheiro trás? Ou será que apenas o reconhecimento social consegue fazer a felicidade funcionar?
Pra começar, eu vou explicar o porque felicidade é um tabu pra mim. Felicidade é um troço meio estranho, não sei bem explicar, mas felicidade é como se fosse algo abstrato, falar de felicidade em si é mentira, porque felicidade sempre está relacionada a alguma coisa. E felicidade é meio brega. E outra coisa, se eu começo a falar que eu sou feliz, logo eu vou ficar pensando nisso, e talvez eu crie a pseudo-necessidade que muita gente de que precisa se sentir feliz, mas quando por qualquer motivo, ela não se sente totalmente feliz, ela acaba achando que não é feliz e fica desanimada a tal ponto de se sentir infeliz.
Resumindo-se a uma frase, “Quem deseja sofre”. Eu ouvi meu professor de historia e geografia da sétima serie falar isso, ele falou que essa é uma frase de Buda, e contou um pequeno resumo sobre ele, vou fazer um resumo menor ainda e logo voltarei ao ponto nesse parágrafo.
Na Índia, o pessoal tem costume contrario ao Brasil, eles põe “a” para homem e “o” para mulher. Quando Buda nasceu, o pai dele quis que ele nunca sofresse, sempre deu tudo o que ele quis, nunca expôs Buda em contato com a tristeza – ele era o suficientemente rico para isso -, mas em um belo dia, Buda sai das propriedades do pai, onde ele tinha segurança e foi dar um passeio no mundo externo. Nesse passeio a cavalo, Buda viu um enterro de cremação, e viu todas as aquelas pessoas sofrendo muito, foi o primeiro contato que ele teve com sofrimento, e então ele tomou um choque e abandonou tudo o que tinha para conhecer o mundo. Ele se isolou de tudo e começou a pensar sobre a vida (e ai é que vêm aqueles monges isolados, carecas e que comem apenas as plantas que cultivam).
Antes de voltar a aquele ponto, vou falar um pouco dos monges. Eu não sei tanto sobre a cultura dos monges, por isso vou só arriscar uns palpites. Monges são, para mim, pessoas que se desprendem totalmente da vida e vão para o monastério esperar a morte chegar, mas cultuando ao Buda. Eles seguem um monte de costumes que, basicamente, servem para se desprenderem das coisas que causam preocupação e desejo. Por que isso? Para alcançar a felicidade.
Voltando ao ponto. Para sermos felizes, não precisamos de absolutamente mais nada que saciar nossas necessidades biológicas. Sim, amiguinhos, tão simples assim. E é isso o que os budistas fazem. Afinal, o que precisamos? Biologicamente falando, apenas de garantia de sobrevivência. O que seria isso?
Vivemos hoje numa sociedade muito diferentes das sociedades originais. Muitas pessoas pensam que, a sociedade não tem nada haver comparado a uma selva, na verdade, muitas não sabem nem no que vivem, simplesmente não pensam, vivem por viver. Mas não é bem assim. Pode-se dizer que os atos de selvageria “não existem”, porque usamos a inteligência ao em vez da força. Nossa comida conseguimos com dinheiro, em vez da caça. Mas ainda vivemos numa selva, no sentido de que, o mais forte tem maiores chances de sobrevivência que os mais fracos. E como saber quem é mais forte ou mais fraco? Dinheiro.
Vivemos hoje numa sociedade onde alguns fazem tudo por dinheiro, não sabem o porquê fazem isso. Outros fingem não ligar para dinheiro, mas ficam atiçados por dentro quando alguém com grana aparece. Eles disfarçam por que, muitos no mundo, dizem que dinheiro não significa nada. Ora essa, o que compra nossa comida, água, casa, carro, e várias outras contas que aparecem para serem pagas? O que te dá conforto e segurança? Dinheiro.
Se você tem mais dinheiro, mais chances de sobreviver você tem no mundo. Esse é, atualmente, o “Mais forte sobrevive” para aqueles que fazem tudo por dinheiro. Mas não é só em dinheiro que acontece isso, pois, o mesmo acontece em relacionamentos namoro, relacionamentos de amizade e entre várias outras coisas que o humano considera importante. Mas, poucos param para pensar no por que tudo isso é importante, e é levado no impulso dos instintos de sobrevivência atuais.
Mas sobreviver atualmente não é lá tão difícil, o difícil é estar satisfeito. Muitas pessoas dizem buscar a felicidade, mas quando se pergunta a elas, como elas pretendem chegar a felicidade ou até mesmo o que é felicidade, elas não sabem. Muitas delas acreditam que felicidade é o que passa na TV, onde você tem que viver uma historinha bonita pra aprender a dar valor ao que tem, ou então passa a novela inteira lutando atrás do sonho, para só então depois de conquistado esse sonho, a pessoa pode sentar e dizer, “eu sou feliz”. Pras pessoas é muito simples, elas escolhem algo para desejar e alcançar, perde um monte de tempo da vida lutando apenas por aquilo e se esquece do resto, daí perde um bom tempo de vida, para no meio, e começa a correr atrás do resto. Ou então fica a deus dará, fazendo o que achar que seu “coração” acha melhor, se preocupando com os impulsos instintivos de sobrevivência, mas daí quando vêem que o coração não leva a lugar nenhum é no meio do tempo.
As pessoas idealizam “ser o melhor” como objetivo por um simples motivo, você sendo o melhor, tem mais chance de sobreviver, não importa no que. Seja na popularidade, seja com o melhor namorado, seja com mais dinheiro, seja o campeão no torneio ou qualquer outra coisa, tudo tem como objetivo ser o primeiro lugar. O problema é que isso exige dedicação, dedicação exige tempo só pra uma coisa, tempo só pra uma coisa faz com que o resto seja esquecido temporariamente, e quando chega a hora que ta precisando, cadê? O mesmo acontece com quem quer muito dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais trabalho, mais dedicação no trabalho, menos tempo pras outras coisas, e, quanto mais dinheiro, mais padrão de vida, que gera mais divida, que gera mais trabalho, que tira o sossego que o dinheiro dá.
As pessoas deviam saber o porque querem as coisas. Por que eu quero ser o mais rico? E não se deixarem levadas por instinto. O cara vai lá, trabalha, trabalha, trabalha, consegue muita grana, daí fica rico, daí aumenta o padrão de vida, daí quer mais, e tal, só que nisso, ele ta se esquecendo do resto, em algum momento ele vai se tocar. E olhem os budistas, com o suficiente para serem felizes. Há também uma relação de desejos, porque se você deseja ser risco, mas sem saber o porque deseja, vai acabar sofrendo porque não tem o que deseja. É bem simples assim.
O desejo está relacionado a necessidade racional que é guiada pelos instintos. Se pode racionalmente desejar qualquer coisa, e essa coisa normalmente é guiada pelo instinto, cabe a você controlar os seus desejos, pelo simples fato de que se você deseja, você sofre.
E não precisa ser rico, da pra viver com pouca coisa e o suficiente bem. Mas o humano também tem necessidades sociais, e nessas necessidades aplicam-se a idéia de que “Eu preciso ter os melhores amigos” ou “eu preciso ter o melhor namorado”, e eu te pergunto, por quê? Ah, porque você é especial? Por isso não é? Olhe a seu redor, observe a quantidade de pessoas que existe. E outra, por que você se acha tão especial? O que será especial? Único? Todos somos, a variação genética dá uma pequena garantia disso, mais as experiências da vida.
Quanto mais desapegado aos desejos, mais leve você vai se sentir. E sobre as relações sociais, você não precisa das melhores, e sim das mais seguras. Pra que ter os melhores amigos se eles te levam a reprovar de ano? Pra que você ter o melhor namorado se ele te faz sofrer muito e liga pouco pra você? Por que não ter uns amigos legais e um namorado legal, sendo os dois estáveis? E por que não, se contentar com isso? Ah, mas precisamos lutar pra dar valor.
“Lutar”, isso me lembra derramar sangue que me lembra sofrimento. Por que apenas dar valor as coisas que se conquistam? E tudo que você ganhou, não dar valor? A nossa cultura, nosso conhecimento, o carinho de mãe ou de pai. Enfim, Devemos saber o porque queremos o que queremos, assim como devemos saber o porque as coisas são como são, isso nos leva ao amadurecimento mental e entre outros benefícios.
Enfim, com isso encerro esse post não tão organizado, mas ai é mais ou menos minha idéia. Abraço a todos, e em breve botarei um sistema de menus por aqui, talvez. Tchau!
Um comentário:
mt grande primo
u.u
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