Olá amigos, bem vindos a mais uma postagem. É muito frequente ouvir por ai as pessoas falando sobre valores como a família nuclear. No entanto, certas vezes, ouço coisas que me incomodam, e normalmente o incomodo surge quando percebo que as pessoas defendem o desenvolvimento da família nuclear não somente de forma espiritual, mas de forma mecânica. Ou seja, elas tentam se utilizar de artifícios físicos para convencer as pessoas a terem famílias nucleares, quando, na verdade, nosso campo de batalha é somente o espiritual. Afinal, de que vale coibir pessoas a formarem famílias se não existir amor durante esse processo de construção?
Portanto, gostaria de adicionar algumas argumentações à esta discussão para que possamos agir de forma correta para o desenvolvimento de uma sociedade mais integra. Para começar, respondamos a seguinte pergunta: afinal, qual é a importância da família? Como cristão, aceito como verdadeira a proposição de que um homem para uma mulher. Além disto, considero que o desenvolvimento sadio de uma sociedade passa por estes princípios, pois, sendo o homem a materialização da energia masculina, sendo a mulher a materialização da energia feminina, nada mais justo que ambos se relacionarem um a um.
Além disso, também precisamos perceber que as características hereditárias do espírito. Assim, o filho tende a herdar espiritualmente ao seu pai, e a filha à sua mãe. Para tanto, é necessário que aquilo que se herde seja o suficiente para desenvolver uma vida saudável e forte. Portanto, o ritual do casamento nada mais é que a construção de um símbolo que testifica que o casal tem força o suficiente para manter uma relação firme e, também, passar seu espírito feminino e masculino adiante. Certamente isto é algo que agrada a Deus, afinal, Deus nada mais quer além do desenvolvimento prospero da sua criação.
Neste ponto, chegamos à situação crítica, que é justamente o casamento. Ora, para casar é necessário investimento de recursos. No entanto, se o desenvolvimento social de uma dada sociedade não for satisfatório, haverá uma grande parcela da sociedade que não terá os recursos necessários para desenvolver o casamento, tal como explicado no texto “Níveis de degeneração social e a renovação social”. Neste ponto, as pessoas começam a desistir de casarem-se, e o comportamento promíscuo começa a se tornar comum. Promiscuidade por promiscuidade, as pessoas começam a perder sua maturidade sexual, e logo a sociedade começa a construir símbolos profanos, ou seja, cujo objetivo é o puro consumo da carne, sem responsabilidade nenhuma com o desenvolvimento humano.
É neste ponto bastante sensível que os religiosos começam a querer levantar sua voz, gritando valores como família e querendo desenvolver mecanismos para forçar a sociedade que assim seja feito, como no velho testamento. No entanto, percebam que o motivo pelo qual há a degeneração cultural é a falta de uma estrutura econômica capaz de estruturar a cultura em seus símbolos. Portanto, tentar desenvolver mecanismos, geralmente violentos, que tentem orientar as pessoas, mas sem realmente tentar desenvolver uma reestruturação economia, é pura perda de tempo! Estão, afinal, tentando lutar contra os sintomas da doença, não contra a causa.
De uma forma mais abstrata, eu costumo argumentar o seguinte: para se ter uma família é necessário ter uma certa quantidade de fé, tanto o homem quanto a mulher, para esperarem em Deus todas as provações que os testificam prontos para estabelecerem uma relação sexual saudável, que ao mesmo tempo os dará prazer pela vida e os fará gerar vida. No entanto, quanto menos desenvolvida socialmente uma sociedade for, maior é a quantidade de fé necessária para que este homem e mulher alcancem o casamento. Deste modo, quando a sociedade média de fé de uma sociedade é menor que a quantidade de fé média necessária para que se tenha uma família em uma sociedade, se inicia o um processo de degeneração cultural.
O interessante do processo de degeneração cultural é que ele chega às estranhas da economia. Afinal, a economia e a cultura fazem juntas parte do sistema social que governa a sociedade, se uma vai mal, puxa a outra. Nesta situação, pelo menos nos tempos antigos, é provável que um país se aproveitasse dessa fraqueza espiritual de uma sociedade para atacá-la, conquistá-la, e expandir seu poder econômico e cultural. Afinal, segundo alguns pontos de vista, isto já está acontecendo aqui no Brasil, quando a cultura e a economia brasileira é frequentemente desvalorizada frente aos símbolos e produtos importados de outros países. Além disto, é notório alguns casos de investimento para a desestruturação da política do nosso país.
Portanto, o que podemos nós, aqueles que acreditam em Deus, fazer para contornar a situação deste país? Certa vez meu pastor disse que se sentia muito realizado em lançar o evangelho de Cristo lá na África, porque para ele, basta que ele alcançasse um homem como Davi que eles poderiam, de fato, transformar a realidade Africana. Isto significa que nós, como cristãos, levando evangelho, estamos desenvolvimento a atmosfera necessária para que se desenvolva uma estrutura espiritual necessária para que algum grande homem governe e estabeleça condições para que nosso país lute. Afinal, este homem, líder, não poderia governar uma população que não fosse capaz de entender seus valores e princípios.
Isto nos faz concluir que é uma perca de tempo lutar para que valores como o da família sejam mecanicamente estabilizados. Aqueles que têm o amor de Deus em seu coração e a fé necessária para esperar o bom desenvolvimento de suas vidas vão esperar o tempo que for necessário para desenvolvem suas famílias. No entanto, aquele que esperar para ter sua família só porque tem que ser assim, sem sentir em seu coração, só para fazer aquilo que socialmente o obrigam, este se tornará um religioso sem amor, mas com raiva daqueles que fazem aquilo que ele gostaria de fazer. A linguagem de Cristo, afinal, é o amor.
Isto também nos direciona na luta política dos evangélicos, a qual eu acompanho pouquíssimo, mas geralmente só vejo notícias relacionando a luta deles contra leis que representem o avanço da cultura mundana no sistema de lei brasileiro. Ora, porque, afinal, eles não lutam para desenvolver uma estrutura econômica melhor no nosso país, para que, através disso, a quantidade de fé necessária para ter uma família diminua e as pessoas tenham mais chances de construir seu casamento? Se eles já fazem isto, que me perdoem, e pode ser também que o tempo para que isto aconteça ainda não tenha chegado. De qualquer forma, que este texto fique de registro.
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