Bem vindos a mais um texto. Hoje vou comentar sobre uma visão que tenho acerca do mundo espiritual sobre a perspectiva bíblica. Para tanto, estarei me baseando no conhecimento comum sobre o cristianismo, no entanto, posso perfeitamente estar cometendo enganos neste texto. Esta visão se desenvolveu durante minha leitura da bíblia e através dos conhecimentos adquiridos através dos vários cultos e vídeos que eu estou tendo acesso através da minha igreja local e da internet. Futuramente, se for o caso, eu trago alguns versículos para apoiar as afirmações aqui contidas.
Tudo se inicia no velho testamento, aonde Deus cria o mundo. Até ai, já falei sobre isto aqui no blog. A parte que interessa, no entanto, é o que vem a partir da queda de Adão: a construção de uma civilização. Deus tentou fazer uma civilização se levantar, no entanto, tal civilização não teve a menor reverência pela palavra de Deus. Neste caso, ele se irou, matou todos, menos Noé, pois ele sentia em Noé um homem bom. Com isto Deus quis nos provar que para combater o mal do homem, recorrer à destruir toda humanidade não é válido, pois sempre haverá um justo no meio dos injustos. Através disto, ele iniciou seu plano para a volta de Cristo.
Percebamos que a humanidade se desenvolveu até que Moisés chegasse e libertasse o povo escolhido por Deus para dar origem à seu filho. Moisés assim o fez, mas o fez através do estabelecimento de regras duras e, de certo modo, violentas. Estabeleceu o pecado, e aquele que pecasse deveria pagar com morte. Quanto mais grave o pecado, mais morte deve ser provocada. Isto ia até o ponto em que os pecados mais graves eram pagos com a morte do próprio pecador, já comentei o assunto na postagem “Apedrejamentos em Deuteronômio”. Sendo Deus aquele quem concedeu a palavra a Moisés, pra que finalidade ele autorizou tal prática, afinal?
A resposta é simples: estamos em guerra. Isto porque tais regras faziam o povo desperdiçar menos tempo com futilidades e mais tempo com o que realmente importa: se tornar um povo guerreiro, integro e forte. Isto garantiu ao povo do Deus Jeová prosperidade, de tal modo que dominou militarmente os demais povos da região e seus deuses. Quando o povo começava a pecar e não pagava com sacrifícios de morte pelos pecados, era o inicio da decadência de uma geração guerreira, a qual constantemente eram subjulgadas por outros povos até compreender que a palavra de Deus é real.
A capacidade de resistir ao tempo mostrou que a palavra de Deus é verdadeira e prospera. O interesse de Deus é ver seu povo prosperando, e não sofrendo a toa. Como explicado no texto anteriormente citado, a palavra de Deus começou a não mais espelhar a realidade espiritual sobre o qual seu povo vivia, de modo que Cristo foi trazido até nós para que uma nova realidade surgisse. Este, afinal, é o novo testamento. No entanto, vindo o novo testamento, a pergunta que surge é: ainda estamos em guerra? Ora, a resposta é sim. Mas calma! Trago boas notícias, Cristo já venceu esta guerra! Por isto o Cristão pode ser chamado que mais que vencedor.
Porém, se Cristo venceu a guerra, como ainda estamos em guerra? É preciso pensar que para Deus, passado, presente e futuro é a mesma coisa. Cristo venceu a guerra, mas esta vitória foi estabelecida apenas no mundo espiritual, de modo que aquele que ascende ao mundo espiritual através do renascimento em Cristo herda tal vitória. A volta de Cristo será o ato final de vitória, afinal, no qual poderemos dizer que a guerra contra a morte foi vencida não somente no mundo espiritual, mas também no mundo físico. O principal motivo pelo qual estou dizendo é pelo seguinte: a linguagem cristã, por incrível que pareça, é uma linguagem de guerra.
Isso mesmo. A linguagem cristã é uma linguagem de guerra. No entanto, sua arma é o amor de Cristo, e a certeza de sua vitória no mundo espiritual nos faz agir em amor independente do que aconteça! Estamos em guerra contra o pecado, contra o mal que jaz no mundo. Certamente é triste ver nossos amigos caindo, ver a sociedade se deteriorando, mas isto nada mais representa que a mortificação da carne necessária para a ascensão espiritual. O que nós, como Cristãos, guerreiros da paz, podemos fazer, é simplesmente oferecer o amor e a palavra de Cristo para estas pessoas. Torná-las nossos discípulos, assim que renascerem, para oferecer a elas um estilo de vida completamente novo e que as preencha completamente, livrando-as do pecado.
No antigo testamento, a guerra era feita no mundo físico. Os povos que pecavam ficavam fracos fisicamente e eram subjulgados pelo mal, que eram outros povos e seus deuses. Agora, no entanto, na realidade Cristã, um cristão ainda pode ser derrotado. Contudo, esta derrota acontece se, e somente se, este cristão, por algum motivo, se separa de Cristo. Neste caso, a vitória, que está em Cristo, também se separará dele, de modo que ele fica aberto para o pecado, que traz morte, e em algum momento essa morte pode se manifestar fisicamente em alguma área da vida dele.
Portanto, na realidade Cristã, quando pecamos, nos tornamos fracos espiritualmente, ou seja, nos afastamos de Cristo. Quando deixamos de ter uma vida com Deus através da condenação, falta de oração ou falta da palavra em nossas vidas, também estamos nos afastando de Cristo. Quanto mais afastados de Cristo formos, mais distantes da vitória que Ele conquistou para nós através de Cruz estaremos e mais apagados para o mundo e para o corpo de Cristo seremos. De tal modo, podemos até mesmo morrer espiritualmente, quando nos distanciamos completamente de Deus. Neste caso, estaremos à mercê do mundo, sem nenhuma garantia de vitória e sem nada que nos torne espiritualmente eternos.
PS: ao falar em morte espiritual, lembrei que já escrevi sobre renascimento. Acredito que seja a leitura se relaciona e seja interessante: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2017/10/a-introducao-de-jesus-em-mateus.html
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