Introdução:
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
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