segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentimento de empatia e pequenas publicações

Introdução:
Mais um texto, mais novidades: estou viciado em jogar “FTL”, um jogo de nave estilo “Roguelike” muito bem feito. Sexta, sábado e metade do domingo foram consumidos por ele. Vou tentar parar segunda pra voltar a estudar. Ultimamente eu tenho escrito alguns poemas, mas também escrevi textos, vou publicá-los aqui no blog hoje.  A maioria deles só são síntese de pensamentos que não foram organizados em estrutura de poema por não serem importantes o suficiente ou serem breves demais, mas ainda sim comunicam coisas interessantes. Outro dia eu tive uma idéia de começar a fazer pesquisas de laboratório de uma forma bem simples: fazer um questionário pras pessoas responder e utilizar essas respostas pra provar uma propriedade. Embora isto não seja tão científico, já é um inicio para desenvolver idéias com base em resultados apresentáveis. Agora vamos para a postagem de hoje, que surgiu curiosamente depois de eu ter ido a uma palestra de comportamento no mundo virtual, em que o autor falou sobre “empatia”, que de forma resumida é o sentimento de envolvimento e identificação que as pessoas que vivem na internet não têm pelas pessoas que vivem em outros ambientes e vice-versa. Embora eu não soubesse como explicar teoricamente este comportamento, ele ficou gravado na minha memória. Após refletir bastante, consegue encontrar uma ligação entre o sentimento de empatia e minhas teorias. Vamos a ela.

Sentimento de empatia:
Sentimento de empatia é aquele que surge devido à identificação instintiva positiva. Isto acontece porque, devido à enorme capacidade de associação do cérebro humano, quando ele encontra em algo ou em alguma pessoa elementos que nos é comum, o cérebro joga os sentimentos associados a este algo a também aquela coisa. Esta identificação pode ser positiva, simpatia, ou negativa, antipatia. Exemplos: quando uma pessoa gosta de determinado tipo de comportamento, a tendência é que as pessoas que se comportarem daquele jeito também caiam no gosto dela. Ou ainda, quando existe algo que uma pessoa detesta, como a roupa que o ex-namorado dela usava, e alguém usar o mesmo tipo de roupa, a tendência é que este alguém passe automaticamente a não ser bem-vista por aquela pessoa. Isto porque, nos dois casos, o cérebro tende a associar que o mesmo motivo que faz com que uma pessoa seja boa, e, portanto, apresente determinada característica, fará com que a outra pessoa que apresente tal característica também seja boa naquilo. Isto costuma ser verdadeiro para a maioria dos casos.

A questão é que o sentimento de empatia é um pouco mais profundo que simplesmente associações quanto a simbologias. Isto porque existe a tendência de haver uma associação entre o ser, em que a pessoa se vê no lugar da outra. Basicamente, em dado momento, o instinto de uma pessoa associa que se aquilo acontece com alguém, e este alguém é parecido com ela, então existe a chance de acontecer com ela também. É a partir disto que o sentimento de empatia, que não precisa ser necessariamente positivo ou negativo, surge, e então algum sentimento surge e normalmente a pessoa é motivada a agir como gostaria que alguém agisse com ela. Isto é um comportamento importante, pois com isto se torna possível entender o porquê certas pessoas sentem quando outras pessoas estão em situação ruim, e ignoram quando outras pessoas estão nesta mesma situação. Um bom exemplo é quando alguém vê um drogado na rua e simplesmente o ignora, imaginando que algo como aquilo nunca aconteceria com ela e sua família. Um dia, seu filho passa a se drogar, e então ela perceber que aquilo também pode acontecer com ela. A partir deste dia, sempre que ela olha um drogado, ela se lembra da família dele e isto gera algum sentimento, que antes não existia.

De forma geral, todos podem ser iguais, se o critério de empatia for “ser humano”, como também todos podemos ser diferentes, se o critério de empatia for “conjunto de idéias e experiências”. A partir desta linha de raciocínio é possível assumir que a escolha do critério de empatia é variável de pessoa a pessoa. Ou seja, elas valorizam o critério de empatia que mais se encaixam com seu estilo de vida. Contudo, é possível assumir que exista um critério médio de empatia para a maioria dos estilos de vida, que é aquele em que a pessoa sente empatia essencialmente pelas pessoas com o mesmo estilo de vida dela. Com isto se conclui que pessoas com mesmo estilo de vida tendem a se ajudar, enquanto que pessoas com estilos de vida diferentes tendem a serem indiferentes umas pras outras. Um bom exemplo disto foi a escravidão, em que a cor foi utilizada como um forte critério de empatia. Devido a ela, surgiu duas classes, os negros e os brancos, em que os brancos dominavam e não sentiam nenhum tipo de empatia pelos negros. Foi isto que permitiu que eles fossem usados como foram sem que as pessoas achassem absurdo de modo ponto de impedir a escravidão.

O sentimento de empatia também pode ser muito observado nos eventos competitivos da sociedade. Durante a competição, é preciso haver algum tipo de negociação entre as relações políticas para que, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornem fortes umas com as outras a ponto de vencer, também sejam poucas o suficiente para que o prêmio final não seja dividido com muita gente, e, portanto, se torne mais valioso. Nestas organizações atua também o sentimento de empatia, pois as pessoas precisam escolher parceiros de forma rápida e sem muita avaliação, e decidem isso pela imagem e empatia. O sentimento de empatia pode ser usado como forma de persuasão. Foi ele um dos fatores que tornaram possível a escravidão. Por isto, é preciso ter cuidado em como usar o sentimento de empatia em uma competição ou na hora de avaliar o que é justo ou não para as pessoas.

Foi pensando no tipo de pessoa que utiliza a empatia para fazer alianças políticas e conseguir se tornar melhor sem muito esforço que eu pensei na seguinte: “O ser quer que seus semelhantes sejam melhores que seus diferentes e que ele seja melhor que seus semelhantes. Quando todo aquele diferente se torna semelhante, a diferença que antes era ignorada agora se torna evidente, e novos diferentes surgem dos semelhantes. Disto torna possível observar que todos são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo, tudo depende do critério valorizado. A semelhança e a diferença se tornam, portanto, apenas um mecanismo de agregação de poder para aqueles que buscam, através disto, se tornarem melhores sem muito esforço.” Este pensamento pode ter sido um pouco forçado, mas acredito que é possível observar sua existência por ai, como o EUA que faz seus cidadãos trabalhem poucos e que chineses trabalhem muito.

PS: no terceiro parágrafo, quando foi explicado que as pessoas normalmente tendem a agir como gostariam que agissem com ela, isto é provavelmente influência da mecânica do desejo, que faz as pessoas querer o melhor. Como elas são associadas a outras pessoas, elas acabam querendo o melhor para outras pessoas também. Mais sobre desejo em:  http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

Contextos da realidade:
Havia um pequeno papel escrito "impossível". Não satisfeito com sua situação, determinado garoto usou suas mãos e rasgou o "im" deste papel e provou para si próprio que o impossível", na verdade, pode se tornar "possível" de acordo com seu desejo. Convencido disto, buscou o que queria, e não conseguiu.

Insatisfeito, ele foi perguntar ao seu deus o porquê daquilo não ter dado certo, se o papel o provara que funcionava. Seu deus então o mandou escrever outro papel novamente com a mesma palavra. Porém, desta vez, ele deveria rasgar o papel usando apenas seu desejo, e nenhuma outra ferramenta.

O garoto ficou horas olhando para o papel, desejando que o "impossível" escrito ali se tornasse "possível", e desistiu. Chegou a conclusão que realmente era impossível fazer isto apenas com a força do seu desejo. Precisava de mais, precisava de suas mãos, ou de qualquer outra ferramenta que exercesse a mesma função.

Pequenos pensamentos:
“Quanto mais distante do número áureo e dos valores de beleza sociais, maior será o esforço para encontrar a beleza.”

“A verdade é todo mecanismo lógico que compreende e manipula os fatores da realidade. A realidade universal é tudo aquilo que por si só existe, e a realidade humana é aquilo que depende do humano para existir.”

“O que fazer quando se sabe o que se deve fazer mas a vontade não surge? Talvez seja essa a hora de sofrer, para então o instinto acordar para a realidade e se entregar a sua vontade. Ou ainda seja essa a hora de descobrir o que realmente se deseja, de conhecer a si próprio e descobrir se aquele algo realmente deve ser feito por você ou se tudo deve mudar, e então ter coragem de mudar.”

“As únicas pessoas de quem preciso é de mim mesmo e de quem gosta de fazer as mesmas coisas que eu. Então, se eu estou sozinho, a culpa é minha e daquilo que eu faço. Cabe a mim decidir se este é ou não um bom caminho.”

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Vou jogar um jogo de dança com a finalidade de fazer exercício. Uma coisa que me preocupa é sobre a dificuldade de ser saudável. Conheço muitas pessoas inteligentes que caíram no sedentarismo. Será isto algo realmente tão difícil assim? Este pensamento me perturba, pois se for, ele quebra um pouco da estrutura teórica que eu idealizei. É esperar o tempo responder. Independente disto, dançar por si só é um exercício bem interessante, pois envolve elementos de conhecimentos sobre como fazer o movimento e recondicionar a memória corporal para executá-los. Além disso, também há a linguagem corporal, que é algo bem interessante e instintiva. Depois, vou tentar jogar mais um pouco de LTF, vai ser difícil largar esse jogo para estudar, ele tem muito conteúdo interessante, e um sistema de várias possibilidades, típico dos roguelikes. Hoje eu planejava falar também sobre objetivo de recondicionamento, mas se eu começar agora, só terminarei daqui a umas duas ou três horas, e vai ficar tarde. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.

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