sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Zonas de conforto e Personificação da evolução

Aperfeiçoando os conceitos

Olá amigos. É mais vez com uma preguiça terrível e com o senso de obrigação que eu venho escrever hoje. Fim de ano, e tudo o que me resta a fazer é jogar tibia. Isto porque meus estudos estão todos mal estruturados, embora eu consiga desenvolver um ou outro assunto na maioria das matérias, mas não será o suficiente pra passar num vestibular. Esta posição nos estudos acaba me fazendo ter preguiça de me dedicar a eles, e por não trabalhar, eu fico com bastante tempo livre. No meio disso tudo ainda eu continuo fazendo minhas pesquisas e adiciono um ou outro comportamento interessante à minha biblioteca de conhecimentos. O que me inspirou ao tema de hoje foi à união de alguns conceitos desenvolvidos por mim anteriormente, que são o desenvolvimento de sistemas, junto com minha a minha abordagem relativamente nova sobre o conhecimento, que é produzir resultados. O tema de hoje será os sistemas sociais que se organizam através dos resultados.

Introdução para os dois textos:
Entender um sistema para extrair o máximo do seu resultado é bastante interessante para aumentar as chances de sobreviver e reproduzir. E isto pode ser feito através do método empírico e impírico, segundo os conceitos explicados por mim anteriormente. Contudo, independente do método escolhido para obter o conhecimento sobre um sistema, o conhecimento continua sendo um dos principais a produzir os resultados, levando em consideração que trabalho é igual a esforço vezes técnica. Devido à variação genética, algumas pessoas tendem a desenvolver maior facilidade para exercer alguma tarefa, portanto, gastam menos esforço, mesmo utilizando técnicas semelhantes a outras, ou ainda tem acesso desde cedo a determinadas informações que as privilegiem em algumas tarefas. Estas características acabam determinando desde cedo que tipo de especialização uma pessoa tenderá a adotar, já que o instinto dela irá sentir que alcançará melhores chances de sobreviver e reproduzir em relação às outras pessoas naquela atividade.

Zonas de conforto na sociedade:
Embora eu já tenha escrito através de uma noção geral sobre o que é evolução e o que determina qual tipo de evolução uma pessoa se dedicará, estes conceitos ainda não são bem definidos. Isto é algo que eu ainda pretendo trabalhar. Para este texto, irá ser definido o seguinte: Evoluir será o esforço para melhorar, algo que todo humano tende a desejar quando sente que é possível. Quando um humano alcança suas expectativas de evolução, ele entra na “zona de conforto”, que são as configurações de vida que lhe trás bons sentimentos e experiências e a ausência do estresse de se adequar a novos ambientes intelectuais ou sociais. Quanto melhor o estágio de evolução de uma pessoa, maiores serão os bons sentimentos que ela irá encontrar nesta zona de conforto.

A zona de conforto se sustenta através dos resultados que tal humano aprendeu a produzir de acordo com suas configurações mentais, que se configuram de forma empírica, ou através de seus estudos impiricos, ambos resultantes de muito esforço. Por isto, a princípio, dificilmente alguém irá conseguir ameaçar esta zona de sobrevivência e reprodução. Exemplo: numa sociedade estável, um humano que passa vinte anos se aperfeiçoando numa função dificilmente será ameaçado por um iniciante ou mesmo intermediário, isto não levando em consideração o acúmulo de capital que o tempo lhe proporciona. Sobre dúvidas quanto ao conceito de empírico e impirico abordados anteriormente, pesquise estas palavras no blog.

Existem muitas atividades que uma mente pode se configurar para ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Mas é interessante notar que só algumas destas atividades realmente trazem chances que realmente são satisfatórias ao instinto e a sociedade a ponto de gerar uma zona de conforto. O exemplo mais significativo disto é o tipo de evolução que a maioria dos adolescentes tende a seguir durante certo tempo: uma evolução instintiva que se baseia principalmente na imagem. Contudo, não demora muito para que eles sejam cobrados pela sociedade e percebam o conforto que o poder social pode trazer: é quando desistem de dedicar todo o esforço neste tipo de evolução e passam a dedicar apenas parte ou quase nada.

É perceptível no exemplo anterior que um dos principais fatores que geram uma zona de conforto é o dinheiro, responsável por trazer as chances de sobrevivência num ambiente urbanizado. É isto o que faz alguns tipos de pessoas buscarem formas alternativas ao trabalho mecânico de produzir dinheiro para a sociedade, seja por meio de inovações tecnológicas ou artísticas. Contudo, existem filtros que selecionam se tal atividade será ou não aproveitada pela sociedade, e estes filtros são configurados de acordo com nível de consumo e os tipos de necessidade que determinada sociedade tem. Isto é uma característica bastante interessante, que pode ser utilizada para avaliar o nível de desenvolvimento de uma sociedade.

 As atuais sociedades desenvolvidas tecnologicamente já são capazes de sustentar, por exemplo, uma grande indústria de entretenimento. Isto demonstra que as pessoas conseguem alcançar uma zona de conforto boa o suficiente para que, além de produzir para sua sobrevivência, sejam capazes de investir na diversão, o que aumenta a qualidade de vida. Embora eu esteja sem exemplos sólidos, é possível arriscar que o principal artifício de qualidade de vida na idade média era a religião. Outro exemplo pode ser o coliseu, que pode ser considerada uma demonstração de uma iniciativa governamental voltada à criação de uma zona de conforto em massa. Na Grécia foi muito comum a prática esportiva e artística, mas é necessária bastante estabilidade social para que a população aprenda a apreciar este tipo de atividade.

 Os países subdesenvolvidos por sua vez, além de não terem uma forte indústria de entretenimento, também são deficientes no setor de prestação de serviços ou mesmo na industrialização. Isto reflete numa qualidade de vida pior, pois ao invés de haver uma empresa com maquinas e produtos especializados em lavar roupas, oferecendo ao cidadão a oportunidade de investir seu tempo em algo mais vantajoso, ele é obrigado a lavar suas próprias roupas. Este é apenas um pequeno exemplo de como um setor de prestação de serviços bem desenvolvido é interessante para atingir uma zona de conforto mais saudável e com bons sentimentos, o que gera uma vida mais longa e de mais qualidade, ressaltando que este deveria ser o objetivo de todo humano.

Personificação da evolução:
Quando o humano está evoluindo em alguma atividade ou aspecto, a tendência é que suas configurações humanas passem a dar bastante valor a todos os fatores e conhecimentos desta área. Devido à grande capacidade representativa da mente humana e do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa, tais conhecimentos e fatores são agregados da forma que mais ajude ao humano a realizar suas tarefas ou a completar seus objetivos. É isto o que provoca certo padrão de comportamento nas pessoas com objetivos parecidos, o que comumente conhecemos como estereótipo. Embora compreendesse este princípio básico da estereotipagem, eu ainda não entendia como os aspectos visuais e comportamentais se encaixavam nisto tudo.

Para entender isto não é preciso nenhum conhecimento além dos princípios básicos da estereotipagem já explicados anteriormente, e sim um entendimento completo do seu funcionamento. Ocorre da seguinte maneira: não demora muito para que algumas configurações humanas, através do erro e acerto, percebam que o modo de se vestir ajuda a alcançar determinados objetivos. Isto acontece, como já citado, pela enorme capacidade representativa da mente humana. Certos modelos de roupas e comportamentos estão dotados de uma carga de representatividade específica, que assume que se uma pessoa veste aquilo ou se comporta daquele jeito apenas se ela for capaz de produzir determinados tipos de resultados. Por exemplo: uma mulher que corta o cabelo curto demonstra que é independente, enquanto uma de cabelos longos demonstra querer se destacar por beleza. Do mesmo modo, se uma pessoa fala uma palavra incomum, ela assume que ou é estudiosa, ou vive em um meio diferente, enquanto que outra que fala gírias locais demonstra estar envolvida com o seu meio.

Além da carga de representatividade que um visual ou um comportamento traz para as outras pessoas, ele, de fato, pode contribuir para melhorar o desempenho de alguém que o veste ou faz em alguma atividade. Isto se explica porque quando uma pessoa está vestida de determinada forma, aquela veste carrega um conjunto de representatividade que pode ajudá-la a se concentrar e a lembrar dos pontos importantes de sua função. Um exemplo enfático disto são os uniformes, graduado ou não, e o respeito que eles trazem. Do mesmo modo, ambientes ou comportamentos podem ser associados a alguma função mental que ajude a algum humano a produzir algum resultado. Isto explica e se exemplifica, por exemplo, no comportamento de alguns artistas e em seus métodos de criação.

Percebam que cada cultura tem seu modo de se vestir e comportar, e que se uma pessoa de determinada cultura se comportar de modo diferente que o já consolidado, existe a chance dela sofrer desvalorização pelos outros membros do seu grupo cultural. A resposta para este comportamento está no próprio princípio da estereotipagem: a grande capacidade representativa da mente humana e o tipo de evolução de determinada pessoa ou grupo. De modo geral, as pessoas tendem a criar uma zona de conforto que se baseie em seus valores humanos, e quando um grupo de pessoas tem a mesma estrutura social, esta zona de conforto acaba sendo compartilhada uns com outros. Da mesma forma que nesta zona de conforto há coisas valorizadas, há também as desvalorizadas: e daí surge uma parte da rejeição. Outra parte da rejeição pode vir de filosofias mal formuladas em zona de competição, mas este não é o objetivo desta postagem.

É interessante observar que como tudo no universo parece ter um motivo, a carga de representatividade ligada às roupas e aos comportamentos não é por acaso. Vejamos, quanto as roupas, o exemplo dos uniformes que carregam consigo toda a responsabilidade herdada da história de tal instituição e função. Já os comportamentos tendem a seguir certos padrões mentais de sentimentos para alcançar algum objetivo. Por exemplo, pessoas que tem tendência a desenvolver meiguice, sentimento que se baseia no afeto e sentimento paterno/materno, utilizam roupas e linguagem corporal que reforce isto com a intenção de produzir sentimentos bons e atrair boas pessoas. Já pessoas que tem tendência a desenvolver uma linguagem corporal mais sexy, tendem também a seguir este caminho com roupas e comportamentos. Não ignorando as variantes históricas e tecnológicas que cada sociedade tem, estes padrões podem ser percebidos com bastante clareza nos estereótipos, e isto os torna bastante interessantes a serem observados.

Encerramento:
Após uns cinco dias escrevendo este texto, eu o termino. Devo admitir que minha falta de planejamento e disciplina colabore um pouco para esta demora. Estou começando a aprender a pensar antes de escrever e a dar objetividade concreta a cada parágrafo ao invés de utilizar a tentativa de erro e acerto, e isto também se mostra útil a programação ou a quaisquer ambientes que necessita de alguma movimentação com objetividade. Estou observando isto, de certo, no xadrez, mas ser tão analítico desse jeito não é divertido, embora os resultados agradem, sendo este possivelmente o único motivo que leva alguém a se empenhar numa tarefa analítica. Encerrando a postagem com uma novidade de ontem: peguei um livro na biblioteca chamado “Tom Clayton’s Rainbow Six”, finalmente eu fiz algo para acabar com meus momentos de tédio escolar, e está dando certo. Livro muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.

PS: essa pesquisa se relaciona com o que foi dito a cima: http://migre.me/69Q0z

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