Diablo II e as várias formas de se jogar
Olá amiguinhos, sem nenhuma novidade ultimamente, tirando a de que voltei a jogar Diablo II, e com tudo. O Diablo II ocupa meu tempo total, se eu não o tivesse, não sei como ocuparia meu tempo, e isso é uma coisa que deve ser notada, pois preciso ocupar meu tempo com coisas úteis, contudo, não sei com o que. Mesmo assim, só passarei uns dois meses jogando diablo, no máximo, e é sobre ele que eu vim falar hoje.
Na verdade, não propriamente dele, mas sim do que eu acho dele e em como ele pode ser usado no interessante no ponto de vista da psicologia evolucionista. Primeiro, vou falar um pouco sobre o diablo II. Um jogo de RPG que mistura habilidade, sorte e estratégia, tendo como diferencial dos outros jogos de RPG, o fato de o jogo é salvo constantemente sem a sua autorização, dando-o assim um ar mais dramático, pois caso você faça alguma burrada, essa burrada se seguirá para o resto do seu personagem.
Outro fator interessante no diablo, é que a cada morte, você perde experiência de evolução do seu personagem e dinheiro, e já que se você morrer, o jogo salva automaticamente, a tensão de não morrer faz com que seu corpo lance adrenalina, fazendo o jogo ficar mais emocionante. Agora que já falei sobre as características gerais, vou me aprofundar na ótica dos interesses da psicologia evolucionista.
Como diablo é um jogo com evolução progressiva e lenta, porém muito longa, ele acaba fazendo com que você se prenda nele por alguns meses. Quando você joga alguns meses com seu personagem, você acaba se apegando sentimentalmente, acaba valorizando-o bastante e, ao ver seu processo de evolução se estendendo, ficar satisfeito ao ver todo o esforço do jogo sendo concretizado. Isso é uma demonstração prática de como o instinto humano se apega a evolução, seja lá qual for.
Contudo, não podemos esquecer as pessoas com filosofia “ruim” e que se esquece de evoluir por esforço. Temos como exemplo, pessoas que usam programas ilegais para evoluir numa velocidade muito maior do que as demais pessoas. Isso gera um evento interessante. A pessoa que usou programa para evoluir seu personagem sem fazer esforço, mesmo tendo seu personagem no nível máximo de evolução, acaba tendo menos apego sentimental do que uma pessoa que se sacrificou bastante evoluindo lentamente, esta se sente muito mais realizada ao ver seu personagem no jogo, mesmo tendo menos da metade da força do personagem de uma pessoa que evoluiu de forma ilegal. Para confirmar isso, a possibilidade de uma pessoa que se sacrificou muito para evoluir seu personagem é muito menor do que uma pessoa que usou programas ilegais. Muito menor mesmo. (Lembrando que ninguém tem culpa da filosofia que tem)
Isso pode ser exemplificado na vida real, já que pessoas que conseguem dinheiro de forma fácil, sem ser por sua própria evolução, não dão tanto valor assim, se sente pouco realizada na vida. Já as outras, que conseguem as coisas com mais dificuldades e vêem o resultado de sua própria evolução, se sentem mais realizadas com suas vidas. Ainda dentro dessa analogia entre vida real e diablo, podemos verificar outro exemplo, a de pessoas que usam programas ilegais para se dar bem e a analogia com pessoas que só pensam em se dar bem na vida real também.
Tem algumas pessoas que usam programas ilegais só para adquirir experiência, conhecer o jogo, e depois fazer um boneco pra jogar normal. Porém, há pessoas que gostam de jogar usando hacker. Isso se deve a principalmente um fator. Distúrbio de evolução social. Esse distúrbio é gerado por uma má construção dos valores morais enquanto criança e atua da seguinte forma, em vez da pessoa querer crescer normalmente, vagarosamente, passando por desafios, dificuldades, e superando-os, ela tem uma tendência muito forte a evoluir de outra forma.
Existem várias formas de se evoluir socialmente, mas eu considero que a melhor é a citada a cima. No caso de gente que usa programas ilegais no diablo, eles não estão nem ai para a evolução pessoal, mas sim para uma evolução social. Eles querem ficar fortes para se gabarem de serem bons em relação aos outros, gostam da sensação de poder que seus personagens de alto nível representam. E ainda, há outros que gostam de evoluir por meio da malandragem, por meio do “se dar bem”. Esse tipo de gente acha que todo é malandro, e que dentre os malandros, ele tem que ser o mais esperto, para se dar melhor. Vejam o “mais” como uma forma de evolução. Quando eles se dão mal em uma coisa, eles procuram saber como poderiam se dar bem, com alguma malandragem, e ficam melhores, ta ai a evolução.
Só para citar mais alguns tipos, tem aqueles que gostam de evoluir com os amigos, ajudando e sendo ajudado por eles, e outros que gostam de ser hardcoricos, jogar sem hacker, mas com a maior velocidade de evolução possível, esquecendo até da diversão. Lembrando que cada caso desse, normalmente é influenciado pela construção de valores de uma criança. Não sei ainda a origem de todos os tipos, mas se pensar, alguns são fácies de se saber. Se você quiser saber mais sobre construções de valores morais, eu fiz uma postagem sobre isso, ela se chama psicologia infantil, e o link segue abaixo.
http://barnabasspenser.blogspot.com/2009/11/psicologia-infantil-e-relacao-com.html
E antes de terminar a postagem, vou completá-la com dois parágrafos referidos a diablo, pois outra postagem eu não farei. O jogo, além dos aspectos que eu falei, tem uma coisa muito interessante, algo muito parecido com programação, mas deixa o jogo mais fantasioso, é o seguinte: Os títulos. Além do fundo da história de diablo, que é bastante rico, pois cada item do jogo tem um título. Por exemplo, cinto da sanguessuga, cujo qual absorve 5% dos pontos de vida do inimigo, ou então, Cajado envenenado da dor, cujo qual adiciona habilidades de veneno a quem o usa.
Essas coisas são muito excitantes se você usa a imaginação para imaginar o item, pois o gráfico é parecido com os outros, porém, se você imagina, “como seria um cinto sanguessuga? Teria ele uma boca?”, e então você imagina isso no seu personagem, o jogo ganha uma riqueza incrível. Isso é um artifício muito legal. Além disso, tem também os nomes dos lugares, que são parecidos em gráfico, mas diferente em nome e em história, por exemplo, “Pantano negro”, “Cidade perdida” e “Oasis distante”. Todos esses lugares são muito parecidos com os outros, tirando o detalhe das ruínas na “cidade perdida”, os lagos do “Oasis distante”, que são ambos num deserto, e o “Pântano negro” que é perecido com o “Bosque sombrio” ambos numa planície, muda só alguns detalhes nesse caso também.
Agora sim amiguinhos, terminei a postagem, que foi até um pouco longa, e vou jogar diablo. Normalmente eu faço a postagem de noite e digo boa noite para todos, mas ontem não deu tempo de terminar e por isso, eu terminei hoje de tarde. Então boa tarde para todos, forte abraço e até a próxima postagem.
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