domingo, 12 de abril de 2009

Um novo poema e argumentos importantes numa nova ideia

Argumentos ocultos

Olá amiguinhos, seguinte, hoje eu não to afim de muito iniciar o primeiro parágrafo falando sobre qualquer assunto, pois estou sem assunto, portanto, excepcionalmente hoje, irei direto ao tema. Ultimamente eu estive pensando, muita gente tem sua idéia sobre como as coisas funcionam, e na hora de uma pessoa discutir com outra sobre tais idéias, mostra todos os argumentos de uma forma reduzida, a outra pessoa não aceita a idéia e põe sua idéia também.

Ficam os dois discutindo sobre como funciona tal coisa, normalmente começa-se a repetir os argumentos, e quando um não consegue convencer o outro, ou brigam, ou esquecem o assunto. Primeiramente, o que motiva uma pessoa a expor sua idéia para outra, na minha opinião, é a vontade de compartilhar e aumentar as chances de sobrevivência em grupo, e é este mesmo motivo que a faz aceitar ouvir o argumento do outro e discutir sobre tal.

Para explicar essa questão, eu vou supor que há duas pessoas que acreditam em uma idéia, e acreditam que essa idéia de fato funcione completamente, e essas duas idéias são contrarias. Agora, vamos tentar imaginar a primeira pessoa, ela está envolvida com muitos trabalhos que envolvam sua idéia e esta idéia funcione muito bem nos trabalhos a qual ela faça. Já a outra pessoa, também está envolvida com uma serie de trabalho e sua idéia funcione muito bem nestes trabalhos.

Podemos ver daí que existem duas pessoas, dois trabalhos, e duas idéias que funcione para cada pessoa e trabalho. Agora, supondo que seja o mesmo trabalho e duas pessoas diferente, com cada uma, uma idéia diferente sobre como funciona aquele trabalho e que cada uma se saia bem neste trabalho, isso significa que, ou as duas idéias funcionem* para as duas pessoas no mesmo trabalho, ou cada idéia funcione só para a pessoa que a tem, isso porque as duas pessoas são diferentes, e cada uma se dá melhor* na sua própria idéia.
*O que eu quero dizer com “Se dar melhor” ou “funcionar”, é ter maiores chances de sobrevivência.

Supondo agora que a situação que estejamos agora sejam pessoas do ultimo caso, duas pessoas diferentes e cada uma com sua idéia, que funciona somente para si, mas que é boa para o mesmo trabalho a qual as duas compartilham. Quando uma for discutir com a outra, ela apresentará seus argumentos de forma resumida e mastigada, a outra irá testar e ver que não funciona, então irá mostrar o seus argumentos , essa pessoa verá que a idéia do outro também não funciona. Nenhum dos dois consegue explicar que a idéia funcione somente para eles mesmos, então fica nessa discussão.

Cada um sabe que no fundo, sua idéia é a melhor, mas não sabe por quê. Mas a idéia é melhor somente para eles, e não para os outros, isso porque somos todos diferentes. Um exemplo bem simples, tem o baixinho e tem o alto, ambos estão do lado de fora do celeiro, só um pode entrar de cada vez pro outro ficar vigiando do lado de fora, o alto diz pro baixinho, pula que você consegue, o baixinho vai lá e pula, depois volta pro alto e diz, não consegui, cara. O alto pega e vai lá, pula e pega. Ta vendo? Era só pular, diz o alto, mas o baixinho vai lá de novo e diz, cara, eu não consigo. O alto diz, é só pular, o baixinho diz, mas eu tentei, não consegui. O alto diz, então você não ta pulando direito, e mostra como se pula certo. O baixinho vai lá e tenta de novo, mas não conseguiu. Então o baixinho vai lá, sobe na escada e pega o negocio, e diz pro alto, olha cara, eu peguei tentando subir na escada. Então o alto vai lá e sobe na escada, só que por causa da sua altura, ele bate com a cabeça toda vez que vai pegar, ele chega lá e diz, olha cara, eu sempre bato com a cabeça, prefiro minha idéia. E assim termina.

Esse exemplo não foi muito bom, mas é mais ou menos isso o que acontece. Eles não perceberam a diferença entre eles e que isso faz diferença na hora do uso da idéia. Agora, supondo que em vez de trabalho, seja uma coisa abstrata, o jeito de pegar, pulando ou subindo a escada, seja a teoria de cada um, e em vez de alto e baixo, teremos conhecimento e experiência de vida. Então o que acontecerá, eles irão ficar falando, cada um de sua teoria sobre a idéia abstrata, mas o que faz eles acreditarem na sua teoria é experiência de vida e conhecimentos, e nenhum dos dois percebem que é isso, e fica só expondo o a teoria, mas não argumenta também a experiência de vida e nenhum dos dois acredita na idéia do outro e a discussão se dá por encerrada sem uma conclusão.

O que eu faria para resolver essa situação é fazer um se por no lugar do outro, e ver qual argumento ta faltando pro outro aceitar a idéia dele, isso faria com que ele também aprende mais coisas sobre a vida, eles aprenderiam, por exemplo, que a altura influenciaria na hora de pegar o negocio, e aprenderia também a melhor maneira de se agir dependendo da sua altura, já que se sabe que a altura é variável, e isso seria mais conhecimento para ambos, mas cada um continuaria com seu método. Isso significa também que, em vez de tentar discutir a teoria, mostre a experiência de vida e o conhecimento que você teve pra gerar aquela teoria, e então cabe a outra pessoa vê se sua teoria é melhor pra ela ou não e aceitar, ou então melhorar a dela, ai ela também vai expor o conhecimento e ponto de vista dela, e você também poderá expandir a sua.

Outro exemplo também é o do 1,9999... e o do 2, supondo que haja um matemático e um engenheiro discutindo sobre isso, no meu ponto de vista, o engenheiro iria defender que 1,999 é igual a dois, pois não existe nenhum número entre 1,99999 e 2, mas o matemático irá defender que 1,9999... é 19... para ser o mais exato possível. O que leva cada um a crer no que crê é a experiência de profissão deles, e se eles não levarem isso em consideração, nunca chegarão a uma conclusão.

Bom amiguinhos, é isso, boa noite pra vocês todos, abraços, até outro dia. Ah sim, quase ia me esquecendo, queria mostrar-lhes meu novo poema, é bem simples, não tem título, é falando sobre o que eu disse a cima, agora ele:

A ciência é minha biblía,
O pensamento é minha igreja,
E os devotos são as minhas emoções.

A ciência é o conhecimento de um modo geral, como eu disse a cima. Em base do conhecimento, eu formulo minhas teorias e filosofias, e minhas emoções a seguem, mas as emoções tem que estar de acordo com a igreja, se não ela não aceita, e faz eu me sentir mal, então, ou eu mudo ou eu continuo, e ai eu tenho que pensar se minha filosofia é ou não certa e arrumar argumentos para aquietar as emoções ou trocar de filosofia. Eu tabmém não curto muito misturar igrejas não, pois tem emoção envolvida, por isso eu prefiro trocar palavras da biblía, no caso, ciência. Só isso, boa noite.

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