sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Reflexão sobre a discussão do confisco do Xadrez

Respeito as patentes

Olá amiguinhos, quase um mês que eu não posto nada, provável culpa da minha vida sem novidades e rotineira aliada a eu ter começado a virar um game maníaco de novo, por puro tédio em minhas tardes. Por enquanto, talvez eu tenha desanimado um pouco do mundo cientifico e filosófico, e ao entrar na vida social, tenha notado que estou em péssima situação, o que me fez recorrer aos games. Porém, não é sobre isso que eu vim falar hoje, mas sim em relação a uma experiência que eu tive a uns tempos atrás e que eu ainda não relatei.

Vou fazer uma pequena narração de como se desenvolveu a história agora. Eu, novamente, no tédio, procurando algo que agradasse meu tempo nas aulas em que o professor escreve muito, levei um xadrez e comecei a jogar com meu amigo em plena aula, como eu fazia na outra escola no primário. Entretanto, o professor, em vez de emitir um aviso que não estava gostando do ato, resolveu logo ir confiscando o tabuleiro e expulsar eu e meu amigo de sala. Eu não fiquei nada satisfeito, mas, vendo que ele tinha a razão, sai de sala sem reclamar.

Pensei eu, no final da aula eu pego o tabuleiro novamente pra jogar no recreio, só pedir a explicação que ele as vezes dá no final da aula, mas tudo bem. Seria bom se fosse assim, mas não foi. O diretor da minha escola confiscou meu tabuleiro e disse que só entregaria no final da aula, eu, não gostando nada da idéia, resolvi protestar e me enchi de auto-confiança em meus argumentos, e fui lá falar com ele.

Pensei que seria uma coisa fácil, reconhecer meu erro, ele me devolver o tabuleiro e eu prometer que não iria mais jogar em sala de aula, sob a pena de ter meu tabuleiro confiscado seriamente da próxima vez. Seria um bom plano, se não fosse pela falta de capacidade do diretor de manifestar racionalmente os argumentos pelos quais ele queria confiscar meu tabuleiro.

Ele queria me castigar, mas não tinha motivos racionais para fazer isso, e eu, sem tais motivos, na hora, não aceitei e continuei a protestar. O clima foi ficando sério, eu cada vez mais sem acreditar que ele realmente queria continuar com o tabuleiro em mãos sem necessidade, não via motivo nenhum para tal ato. Meus amigos estavam perto de mim, aconselhavam-me a desistir da idéia de recuperar o tabuleiro antes do recreio, entretanto, eu continuava nela. Ora essa, eu tendo motivos racionais para querer meu tabuleiro de volta e prometendo que não iria mais errar novamente, ele não tem motivos pra ficar com meu tabuleiro. Pensava.

Uma hora, ele viu meus amigos me aconselhando a me retirar e disse: ta vendo? Até seus amigos estão dizendo para você desistir da idéia. Mas na verdade, eles estavam era com medo dele aplicar alguma punição maior a mim por causa do meu insistente protesto. Deixa isso pra lá, mais tarde tu pega o tabuleiro. Diziam eles, como se fosse uma besteira esse ocorrido. Talvez tenha sido, mas não mais do que a besteira do diretor confiscar meu tabuleiro sem necessidade.

Não consegui pegar meu tabuleiro de forma alguma, o diretor começou a dizer que tinha uma estima muito grande por mim, e que ele não queria que essa estima fosse ameaçada e que por essa estima ele não iria confiscar meu tabuleiro e entregar apenas a minha mãe. E qual relação tem haver a estima que ele sentia comigo e o caso? Ele teria que fazer o que certo, ou não? És a grande complicação de se envolver sentimentos, e pra mim, o que era certo, de fato, é ele entregar logo o tabuleiro sob as condições que eu já falei a cima.

Se era pra ele ter estima por mim por eu ser constantemente certinho, então a estima dele vale tanto quanto a minha constância em ser certinho, e se algum dia essa constância quebrar, a estima dele também quebrará, e culpa nenhuma eu terei caso ele alimentar outro tipo de sentimento por mim. Talvez a estima dele também venha pelo fato dele conhecer minha mãe e ela ser muito ligada a mim e isso comover ele, entretanto, eu ainda acho que a estima de nada deveria valer nesse caso, mas sim o ato de se fazer ou não o que é certo.

Engraçado, cá estou eu, falando como se tivesse feito uma coisa certa. Não fiz e reconheço, mas acredito que a expulsão da aula já tenha sido castigo o suficiente. Embora eu saiba que foi uma falta de respeito com o professor, o primeiro aviso verbal que ele desse, eu prontamente recolheria o xadrez. Depois de algumas reflexões, eu também passei a entender o lado do meu diretor que não soube se expressar.

Recolher o xadrez não foi uma resposta para eu estar jogando xadrez em sala de aula, pois eu jogando xadrez em aula demonstro que não quero aprender, e me retirar da sala já foi o suficiente para responder a tal ato. Mas sim por ter desrespeitado o professor. Eu não me dei conta de quão o professor poderia se sentir desrespeitado ao me ver jogando xadrez e isso, para mim, seria argumento o suficiente para recolher o xadrez como punição.

Ou seja, o diretor estava certo, só não soube expressar o porquê estava certo. Bem, eu não sei se foi por esse motivo que ele não me devolveu o xadrez ou se foi por outro, mas não explicar o motivo pra mim foi o que me deixou mais irritado. Meu amigo ficou me dizendo que ele teve motivo de me suspender por meu protesto, mas eu não concordo, porque eu estava querendo saber o porquê um objeto meu foi recolhido.

Mas, de uma coisa eu não me dei conta. Ele é o diretor, é como se fosse um superior no exercito, ele toma as decisões, ele tem a responsabilidade de administrar a escola e ele sabe de coisas que eu não sei, por isso, eu deveria ter respeitado a decisão dele e não ter insistido tanto como eu fiz. As vezes eu penso que se eu não erro, eu não vivo, eu não aprendo, mas errar é complicado e viver também, isso é assunto para outra postagem.

Só para encerrar o assunto da escola, eu sempre critiquei comigo mesmo algumas atitudes que os superiores da escola tomavam em relação aos alunos, uma certa intolerância misturada com aproximação, algo confuso. Porém, começo a imaginar se essa não seria a melhor forma de administrar a escola, de fato. Eu realmente não sei, há muitas coisas para se analisar ao se falar isso, não sei se faria melhor se estivesse no lugar daqueles diretores, embora eu acho que as vezes, eles pecam em algumas decisões.

Comprometimento com a verdade é a melhor forma de evoluir, eu acho. Com meu professor de filosofia, vou falar isso, pra ele ensinar as pessoas a evoluírem seu pensamento com a verdade, estou escrevendo aqui principalmente para lembrar a próxima vez que eu ver isso, saber o “porque” das coisas e ser verdadeiro, e após ter esses dados, raciocinar e achar uma solução, é a melhor forma de evoluir, eu acho, devido a experiências próprias, mas isso no lado racional, não sei muito bem no humano ainda.

A história a cima foi narrada com base da minha memória, ou seja, poucos detalhes e confusas, a ordem de tempo e as falas talvez estejam meio alterados, mas foi mais ou menos isso que aconteceu. Com isso amiguinhos, vou dormir, acho que ainda esse mês escreverei de novo, talvez um poema que estou afim de fazer, além dos contos do livro que eu estava fazendo, resolvi dividi-lo em contos e depois juntar, mas ainda não comecei nada e nem sei quando começarei, enfim, boa noite pra todos, até a próxima.

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