segunda-feira, 20 de julho de 2009

Desabafo sobre em cima do muro "Racionais e Instintivos"

Em cima do muro

Olá amiguinhos, estou aqui as seis da manhã pois não consigo dormir. Eu tentei criar a comunidade de equilibrismo e divulgar, mas falhei no ato de divulgar e não estou afim de tentar novamente. Além disso, o livro vai indo mal, eu acredito estar forçando as situações, o que não é bom. Acho que para fazer um livro bom, você primeiro tem que idealizar as situações, os personagens para as situações e deixar que ocorra naturalmente, sem forçar, e eu esqueci de fazer isso, além da preguiça que me bate.

Mas não é necessariamente disso que eu venho falar hoje, e sim do pessoal que fica reclamando de gente burra no Brasil. Queridos amiguinhos e amiguinhas, sei que sentido uma verdadeira raiva de vocês ao reclamarem que no Brasil só existe gente burra, sei que vocês são tão burros quanto eles e mais ainda, que eu estou sendo tão burro quanto vocês ao sentir tal raiva, mas acontece que de vez enquanto, eu me permito sentir, como é o momento agora. Este sentimento só é permitido quando esquecemos que TUDO HÁ UM PORQUE, e que se grande parte do Brasil é burro e você não é, há um motivo para isso e é ignorância sua se achar melhor que outros só porque teve as condições que fizessem você ser o que é e as outras pessoas não tiveram.

E eu sei que, de certa forma, é perca de tempo falar nesse assunto, pois se você é como é, é porque algo te fez assim. Se você é um ignorante que xinga os ignorantes, é porque um motivo você tem para ser, entretanto, eu estou entrando em uma nova área de pesquisa, a qual eu venho cercando a algum tempo e acredito estar na hora de enfrente-la de vez, a do aprendizado da base filosófica. No caso de ignorante que xinga ignorante, eles se sentem “melhores” ao xingarem os ignorantes, e já estão acostumados a serem melhores, por isso, é difícil eles aceitarem que eles são exatamente iguais aos ignorantes. Todo caso, isso se mostra verdade ao verificarmos que estamos todos sendo regidos pelas mesmas leis físicas, a diferença é a configuração que cada um de nós temos.

Se acostumarmos uma criança com esse tipo de pensamento, ao crescer, essa criança provavelmente não vai ser um ignorante que xinga ignorante. Mas se uma criança crescer com acesso a muita informação filosoficamente desorganizada e nenhum acesso instintivo, provavelmente ela vai ir pro lado de xingar ignorantes e, ao se deparar que ela é exatamente igual aos ignorantes, prefere não acreditar por vários motivos, entre os quais, aceitar que sua personalidade não é tão boa quanto ela pensava, que ela não é tão especial quanto ela pensava e que ela não está em uma posição tão boa quanto ela esperava entre os outros, principalmente se tratando de pessoas com aparecia não muito boa.

Já os ignorantes se acham muito mais espertos, porque se divertem muito mais e curtem a vida. Então meus amigos, configura-se dois lados, os ignorantes que xingam os ignorantes e os ignorantes que passam a vida curtindo. Nenhum lado é melhor que o outro, pois ambos tem seus lados positivos e negativos. Os ignorantes que passam a vida curtindo, ao envelhecerem, tem uma vida cada vez mais instável, já o outro lado não, e ocorre justamente ao contrario com eles. E onde eu estou nisso tudo? Bem em cima do muro. Não conheço mais ninguém tão em cima do muro quanto eu, que tento equilibrar perfeitamente ambos os sentidos.

Suponhamos que eu esteja em cima do muro, de um lado, os ignorantes “instintivos”, do outro, os ignorantes “racionais”, eu tenho condição de erguer a mão para ajudar ambos além de que escolher um dos lados. Lembrando que, eu, devido a condições genéticas e histórico de vida, tenho mais facilidade em ser racional, embora eu também tenha condições de ser instintivo, embora menos favorecido. O que fazer? Eu não consigo escolher um lado e também ficar em cima do muro sozinho é ruim. Por isso eu tentei criar a comunidade equilibrista. Ao entrar pessoas equilibristas, poderia ensinar-lhes psicologia evolutiva e tudo mais a elas e assim, encontrar alguns companheiros de discussão entre outras coisas, mas fazer com que minha teoria equilibrista seja aceita pelos outros é complicada.

Primeiro porque ela não tem Status nenhum e é extremamente simplista, ela não se posiciona, fica em cima do muro em relação a quase todos os assuntos, e as pessoas não gostam disso. Gostam de poder, de firmeza. As vezes eu acho estranho como gente ainda vem se remetendo a pensamentos de pessoas que viveram a dois mil anos atrás, onde não havia nenhum avanço da ciência. E como elas vivem repetindo as palavras e não pensam como tal filosofo chegou a tal conclusão, se preocupam mais com o conhecimento do que com o como. Claro, a explicação é bem fácil, porque é um assunto complicado, polemico e cheio de status, isso faz a pessoa se sentir com mais poder e chances de sobreviver. Obviamente, tudo o que eu disse a cima pode estar errado.

Com isso amiguinhos, vou dormir, forte abraço para vocês e até a próxima.

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