Olá amiguinhos, mais uma vez eu vos escrevo, hoje eu to em dúvida sobre o que eu escrevo. Eu to afim de escrever sobre duas coisas, uma é matemática e deus, outra é a realidade das coisas. Se bem que eu posso fazer uma mesclagem, mas vai dar um post do tamanho do trem... Mas, como ninguém ler meu blog mesmo, vou mesclar, amém irmãos? Só pra informa, hipótese é uma idéia, tese é o processo de confirmação dessa idéia, e teoria é a confirmação da tese. O André foi quem me informou isso. Agora vamos ao que interessa.
Bem, normalmente a noite, quando eu vou dormi, eu demoro bastante a dormi, mesmo estando com sono. Eu aproveito e fico pensando. Alguns dizem que isso é meditar, outros dizem que meditar é deixar a mente vazia. Talvez meditar tenha um significado diferente dependendo da cultura. Tirando que eu to com preguiça de pesquisar, que feio.
Mas enfim, eu me perguntei, o que é deus? Daí eu segui a seguinte linha de raciocínio. Para respondermos o que é deus, precisamos ter alguma coisa como base para pensar em deus, não podemos apenas pensar em deus por pensar, pensamos em deus por algum motivo, e este motivo, nesta ocasião, é a existência.
O que é existir? Isso dá um nó na minha cabeça. Qual a essência da existência? De onde ela veio? Na verdade eu não sei, é tudo tão confuso, isso seria mais fácil de ser explicado se soubéssemos qual foi o inicio da matéria, porque, provavelmente, qualquer coisa antes do surgimento da matéria seria a não existência. Mas como passou de não existir para existir? Se não existe nada, não há nada que faça a não existência se torna existente, porque não existe nada. Mas a própria não existência já é uma existência.
Talvez, não existir seja comparável a estar morto ou a antes de nascer. É bem fácil imaginar isso, vou explicar como. Imagine um nada, um não existir, tudo escuro. Imaginou? Pois bem, isso não é não existir, porque você existe pra estar imaginando. Talvez o não existir não exista, por isso que as coisas existem. É como uma frase de uma música do Matanza, “Tudo é porque não há não ser”.
Supondo que não há não existir, e por isso, existimos, temos que ter uma base para interpretar a existência. Sem uma base, poderíamos criar qualquer universo pelo simples fato de que, depois de criado, ele passará a existir. Mas o universo em que eu existo, aparentemente, não é bem assim. Tudo segue regras, tais regras podem se resumir a matemática. Aparentemente tudo, absolutamente tudo, segue a matemática, tanto que é que, com base na matemática, podemos saber do futuro e do passado.
Tudo segue uma relação de mudança de causa e efeito. Um efeito vindo de uma causa qualquer, faz algum outro efeito causado por outra causa qualquer, fazer outro efeito, causado por esses dois efeitos. Parece um ciclo interminável, talvez seja um ciclo interminável. O ciclo da existência.
Mas o que faz a existência ser exatamente como é? O que faz as causas e os efeitos seguirem tais regras? Aparentemente a matemática. Eu digo isso porque eu não consigo imaginar outro universo onde um mais um não seja dois. Mas e os elementos químicos e físicos? O que faz eles agirem de tal forma? Não poderia existir outras regras que também segue a matemática, mas tenha causa e efeito diferente dos atuais?
Eu pensei em muitas possíveis respostas para essa pergunta. Talvez seja a vontade de deus. Mas parar em deus nunca é o ideal. Não sabíamos que os átomos são formados de quarks antes de descobrirmos os quarks.
Talvez também seja a existência existindo por meio desses ciclos, que podem ou não ser sempre iguais. Ou até mesmo, a existência do jeito que existe pode ser apenas uma interpretação dos sentidos humanos. Pode ser tudo número, número ecoando no vazio, ou então vibrações, vibrações com diferentes densidades tocando a existência.
Mas diante de tantas hipóteses, o que é deus? Deus pode ser a própria existência. É estranho o fato de humanos (incluindo eu) quererem por sentimentos humanos em deus. Mas o que é estranho é o fato da existência aparentemente seguir regras. Às vezes eu fico pensando, e sentir vontade de fazer alguma coisa fora das regras e não poder. Mas ai eu esqueço esse deus pode não sentir vontade, porque vontade talvez seja um sentimento humano. Acho que os humanos costumam por sentimentos humanos em deuses porque o humano talvez seja o maior exemplo de vida e está relacionado com evolução, e viver, para os humanos, é ser humano.
Mas somos formados por células, que são formadas por átomos, e os átomos seguem regras. Talvez, de certa forma, seguimos as mesmas regras da matemática, mas de forma bem mais complexa devido a evolução, logo, se um deus tivesse sentimentos humanos, ele seguiria regras.
E isso me leva a duvidar da existência dos humanos, porque ao morremos, provavelmente, deixaremos de existir, e antes de nascermos, nós não existimos. E algo que realmente existe, não pode deixar de existir. Na verdade, a única coisa que provavelmente realmente exista é a menor matéria de que somos formados, que nunca pararam de existir. (digo menor matéria porque não sei muita coisa sobre quarks, e talvez exista algo que forma os quarks)
Tem gente que acredita que há coisas que não acontecem por acaso, já outras dizem ao contrario, tudo é sorte. Mas quem realmente está certo? Do meu ponto de vista matemático, ou é tudo sorte, ou é tudo acaso, não pode haver meio termo. Simplesmente porque as coisas de hoje seguem os efeitos das coisas de antes, e dependendo se essas coisas de antes foram criadas no acaso ou por objetivo é que teremos as respostas para as coisas de hoje em dia.
Se pensarmos que as coisas foram criadas ao acaso só para suprir a necessidade de existência, então tudo é por acaso e o universo vai seguindo como pode. Mas, se pensarmos que tudo foi criado com um objetivo, ai sim podemos imaginar qual é o objetivo de nós vivermos. Mas daí temos que pensar, o que é viver? Ser formado por um monte de células que tem um monte de reação química? Será que o objetivo do universo está nos envolvendo de forma a nossa consciência sempre existir? Acredito que não, a não ser que exista vida após a morte, mas isso seria absurdamente estranho. Talvez pensamos que nós somos o centro do universo porque o pensamento está em nossa cabeça, mas diante da imensidão do universo, acredito que somos apenas um monte de átomo amontoado. Mas qual o objetivo de nós estarmos assim então? Talvez o deus que criou esse objetivo goste de artes, e nos fez pra compor um universo mais elegante, isso me leva a acreditar que com quase certeza, não somos os únicos vivos no universo.
Ops, olha eu de novo pondo sentimento em um deus. Mas deixa isso pra lá. Mas o acaso também é estranho, (na verdade, existir é estranho, não existir também, huahauha) por que, no acaso, tudo é como é? Seria mais fácil imaginar que as posições inicias da matéria do universo foram ao acaso, mas não as suas leis. E se as leis forem ao acaso, podemos imaginar num sistema que force a sempre existência, de tal forma que, se houver um sistema onde tenda para a autodestruição, o mesmo será modificado pela não existência ou existência ou deus a ponto de não tender para a autodestruição.
No universo ainda há muitos mistérios, as vezes eu acho que o universo é o pensamento de um deus, ou então o deus que fez o universo encobriu as formas de ter uma teoria completa e unificada das leis para que os seres pensantes não tenham controle de tudo, ou então os seres pensantes nunca terá condições para explorar o universo, devido ao limite da velocidade da luz para as massas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário