sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Essência humana (self) segundo a P.E. e resultados X essência

Essência humana segundo a P.E.

Olá amigos. Faz um tempinho que eu venho tentando escrever, mas nunca encontrava duas horas seguidas. Curioso também é que após trocar o nome deste blog, imaginava se iria escrever de novo, pois ficaram diferentes as coisas. Mas sem neuras, cá estou eu escrevendo. Sobre as novidades além destas, continuo a esperar o progresso dos meus projetos para definir o futuro, e ando percebendo novas possibilidades sobre ele também. Expectativa é um sentimento muito importante para o humano, domá-lo torna as coisas mais fáceis de serem controladas. Além do mais, semana passada eu corri e pretendia correr hoje para manter uma vida equilibrada, mas isto é um tanto difícil, acabei deixando para outro dia ou mesmo desistindo... Talvez os humanos tendam ao distúrbio como eu imagino, talvez tenha sido apenas falta de planejamento meu, vou resolver isso também nas semanas a seguir. Agora vamos ao tema da postagem de hoje, que tratará sobre um assunto pouco trabalhado por mim, mas que vem se tornando importante para explicar o motivo de algumas escolhas: a essência humana.

É propriedade do humano buscar as melhores chances de sobreviver e reproduzir para si, contudo, a forma como o humano percebe estas chances é algo que está diretamente relacionada com suas experiências pessoais. Daí surge a essência humana, ou algo parecido, segundo Bruno, com o “self” da psicologia convencional. De modo prático, percebemos que mesmo havendo uma grande chance de sobreviver e reproduzir exercendo alguma atividade, se esta não estiver relacionada com a essência do humano que está a exercê-la, ele irá de alguma forma sentir que está perdendo seu tempo. Um exemplo bem interessante disto são as pessoas que mesmo ganhando dinheiro numa boa função, preferem sair e exercer outra, pois dizem que a anterior não foi o que ela sempre desejou. A essência humana é formada principalmente durante a infância, quando os humanos têm suas primeiras percepções de mundo, e isto faz com que sua evolução seja moldada de acordo com o que a criança sente que tem mais poder instintivo, seja por incentivo dos pais ou outros ou mesmo por alguma habilidade que ela desenvolveu mais facilmente. Entendamos, portanto, que a essência é uma “projeção de evolução” adotada durante a infância a qual um humano agrega fortes valores evolutivos.

Durante a adolescência, o que observamos é a maturação do self. É por isto que esta fase é conhecida como tão difícil, já que o humano está testando e readequando toda a sua projeção de evolução a sua realidade. Abandonar a ilusão nem sempre pode ser fácil. É nesta idade também que surge a necessidade de produzir e mostrar resultados e o contato com as várias técnicas para alcançá-lo, ou seja, vários caminhos. Dentre os vários caminhos, percebemos que o que levará o humano a escolher um ou outro nada mais é que sua essência, por exemplo: Um garoto é incentivado por seus familiares a fazer sempre o certo, e determinada técnica é associada ao correto a se fazer, portanto, ele tenderá a escolher tal técnica. Por outro lado, se um garoto, por influência de seus amigos, começa a burlar o sistema e percebe que isto trás resultados com menos esforço, mesmo que resultados falsos, e projeta sua essência baseada neste método, ele irá escolher o caminho que leve a isto, que neste caso seria comparável a filar na escola. Existem ainda outros exemplos mais sutis, como pessoas que usam a técnica de maneira razoavelmente correta, mas abrindo espaço para correr riscos tornando seu uso mais emocionante, ou ainda as pessoas que demoram a entender a necessidade de produzir resultados.

É interessante notar que quando o humano está conectado com sua essência, ele costuma se sentir completo, já que ele está preenchendo a expectativa de tudo o que ele projetou durante a infância. O exemplo dado por mim sobre a pessoa que ganha muito dinheiro, mas não exerce a função que deseja, mostra isto, pois mesmo ela estando associada a algo que garanta bastante sobrevivência, que seria “conforto”, não gera a quantidade de reprodução, que seria “emoção” que sua essência deseja. É este mesmo princípio que faz ela não seguir um método corretamente ou escolher um desafio muito grande para assumir riscos e sentir emoção ou mesmo o contrário. Através das propriedades instintivas da “mudança da ordem de importância das coisas” e “achar belo aquilo que é importante”, podemos perceber que a essência também determina quais as formas de obter chances de sobreviver e reproduzir a pessoa irá escolher. Existem pessoas que, por exemplo, desde a adolescência desejam ser médico, administrador, ter uma boa família logo ou curtir a vida até a meia-idade.

Observando que a essência humana é uma projeção que ele faz da sua própria evolução, onde ele encontrará as condições de sobreviver e reproduzir que lhe satisfará, podemos constatar que nem sempre esta projeção está de acordo com a realidade. Daí vem à necessidade de adaptar a essência a realidade. Quando esta adaptação não é bem feita, é quase que certeza que existirá uma grande quantidade de distúrbios no humano, desde pequenos e controláveis a grandes e prejudiciais. Um exemplo disto, como já citado, são as pessoas que não conseguem agregar sentimentos evolutivos ao seu trabalho ou função social, já que não era aquilo que elas desejam fazer, conseqüentemente, elas não se interessam em se tornarem boas, viram profissionais ruins e acabam prestando maus serviços a outras pessoas, que podem sentir-se prejudicadas e injustiçadas com isto. Ou ainda uma pessoa que acaba se perdendo em seu próprio poder social, assumindo compromissos que o obriga a produzir mais resultados que conviver com sua essência.

Como aparentemente todo distúrbio, isto não é nada que não possa ser resolvido com um bom trabalho de autoconhecimento e de mudanças de prioridades de importância. O problema é que é difícil o humano ganhar total consciência de como funciona seu instinto, já que o instinto e o raciocínio foram duas coisas que sempre andaram juntas. A partir do momento que o humano consegue ganhar consciência de como funciona seu instinto, é o momento que ele pode trabalhar nisto. Mais uma vez eu afirmo acreditar que a utilização da psicologia evolutiva é uma boa alternativa para o autoconhecimento. O curioso é que após conhecer um pouco das outras psicologias, é possível notar uma semelhança entre elas e a psicologia evolutiva. Bem, neste parágrafo encerrarei meu texto, que demorou razoavelmente para ser produzido. É engraçado como as coisas na imaginação são mais fáceis, e é interessante trabalhar para que isto fique próximo da realidade. Abraços a todos e até mais.

0 comentários: